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Banco pode proibir funcionário de usar barba, diz tribunal da BA

Banco pode proibir funcionário de usar barba, diz tribunal da BA

ig

08/07/2011 - 02h00
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A Justiça do Trabalho na Bahia decidiu que uma empresa pode exigir de seus funcionários padrões de apresentação pessoal, como a proibição do uso de barba e bigode.

Em sessão nesta quarta-feira (6), o TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 5ª Região, com sede em Salvador, reverteu condenação de R$ 100 mil por discriminação estética que o Bradesco recebeu da Justiça trabalhista baiana em 2010, em ação movida dois anos antes pelo Ministério Público do Trabalho.
A relatora do caso avaliou que não há provas da suposta discriminação, e ainda que houvesse, “não se poderia falar de conduta discriminatória ou violação aos direitos dos empregados”.

''Não se pode negar ao empregador (...) o direito de impor determinados padrões, de exigir dos seus empregados certa forma de se conduzir no ambiente de trabalho e de se apresentar para o público externo do banco, seus clientes, inclusive no que diz respeito ao asseio e à aparência geral, incluindo a roupa que veste e, também, o fato de estar usando ou não barba, bigode, cavanhaque e costeletas'', anotou a desembargadora Maria das Graças Boness, em voto seguido pelos outros desembargadores da Quarta Turma do TRT-5.

Na ação de 2008, a Procuradoria do Trabalho acusou o banco de discriminar funcionárias negras, por supostamente proibir uso de cabelo crespo, e funcionários homens, por vetar o uso de bigode, cavanhaque e barba.

A Justiça considerou procedente apenas a acusação de proibição do uso de barba, e condenou o Bradesco ao pagamento de R$ 100 mil por dano moral coletivo, valor a ser revertido ao FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador).

Agora, ao apreciar recurso do Bradesco, a Justiça considerou que a condenação anterior se baseou apenas em depoimentos de “dois sindicalistas que pautaram suas assertivas no que ouviram falar, e não em sua vivência no ambiente bancário”. Sustentou também que a acusação não “apontou o nome de um empregado sequer, em um universo de milhares de trabalhadores do Bradesco em Salvador, que tivesse sofrido discriminação”.

Em nota, o Bradesco informou que “o assunto está sub judice e o banco não comenta”. O Ministério Público do Trabalho disse que analisa a possibilidade de recorrer ao TST (Tribunal Superior do Trabalho). Autor da ação, o procurador Manoel Jorge Silva e Neto negou que as provas sejam frágeis. “Respeito a decisão, mas não concordo. Há nos autos o depoimento de um advogado que foi empregado da empresa e sofreu discriminação. Parece-me que houve que houve equívoco na apreciação da prova”, disse.

Violência

Suspeito de tentativa de estupro morre após ser baleado por PM em MS

Homem de 24 anos teria avançado contra policiais com uma faca após denúncia de agressão e violência sexual; número de mortes por intervenção do Estado volta a acender debate sobre uso da força no Estado

21/06/2026 13h02

Foto: Divulgação

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A madrugada deste sábado (20) terminou com mais uma morte decorrente de intervenção policial em Mato Grosso do Sul. Tyego do Nascimento Barbosa Brito, de 24 anos, conhecido como "Lágrima", morreu após ser baleado durante uma abordagem da Polícia Militar em São Gabriel do Oeste.

Segundo informações apuradas, equipes da Polícia Militar foram acionadas após uma mulher de 45 anos denunciar ter sido vítima de agressões e de uma tentativa de estupro praticada por Tyego. Ao chegarem à residência indicada, os policiais afirmam que encontraram o suspeito em atitude hostil.

De acordo com a versão registrada pelos militares, Tyego não teria obedecido às ordens da equipe e, durante a abordagem, sacou uma faca e avançou em direção aos policiais. Diante da situação, um sargento efetuou um disparo para conter a suposta agressão.

O suspeito foi socorrido e encaminhado para uma unidade hospitalar do município, mas não resistiu aos ferimentos e morreu pouco depois de dar entrada no hospital.

Denúncia de violência sexual

Conforme relato prestado pela vítima à polícia, o episódio teria começado quando Tyego foi até sua residência afirmando que o filho dela, usuário de drogas, estaria correndo risco de morte nas mãos de integrantes de uma facção criminosa.

Preocupada com a situação, a mulher decidiu acompanhar o suspeito até a casa dele. No local, porém, a situação teria tomado outro rumo.

Segundo o depoimento, Tyego teria passado a consumir drogas na presença da vítima, exibindo facas e um facão enquanto oferecia cocaína à mulher, que recusou a oferta. Em seguida, ela passou a questionar o paradeiro do filho e teria sido agredida com socos.

Ainda conforme o relato, o homem retirou as roupas da vítima e tentou violentá-la sexualmente. A mulher conseguiu escapar aproveitando um momento de distração do suspeito e acionou a Polícia Militar.

Histórico criminal

Natural de Juazeiro do Norte, no Ceará, Tyego possuía registros policiais em Mato Grosso do Sul por crimes como roubo, roubo majorado, furto, tráfico de drogas e receptação, conforme informações levantadas pelas forças de segurança.

O caso será investigado pela Polícia Civil, que deverá apurar tanto a denúncia de violência sexual quanto as circunstâncias da intervenção policial que resultou na morte do suspeito.

Mortes em ações policiais crescem e reforçam debate sobre uso da força

A morte de Tyego eleva para 62 o número de pessoas mortas em decorrência de intervenção de agentes do Estado em Mato Grosso do Sul somente em 2026. O caso também marca a terceira morte registrada em menos de 24 horas envolvendo ações policiais no Estado.

Embora parte dessas ocorrências esteja relacionada a confrontos com suspeitos armados ou situações consideradas de risco pelos agentes, os números chamam atenção e mantêm aberto o debate sobre os protocolos de uso da força, a transparência das investigações e os mecanismos de controle das ações policiais.

Especialistas em segurança pública defendem que toda morte provocada por agentes do Estado seja submetida a apuração rigorosa e independente, justamente para assegurar que intervenções letais ocorram apenas em situações estritamente necessárias.

Enquanto isso, os indicadores seguem crescendo em Mato Grosso do Sul, colocando as mortes decorrentes de ações policiais entre os temas mais sensíveis da segurança pública estadual em 2026.

alerta fake

Após invasão hacker, Defesa Civil diz que está trabalhando em plataforma mais segura

Segundo as investigações, foram disparados pelo menos 10 alertas diferentes em cidades como Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador e Campo Grande na madrugada de sexta (19) para sábado (20)

21/06/2026 12h30

Alerta chegou aos celulares de Campo Grande pouco antes da 1 hora da manhã de sábado (20)

Alerta chegou aos celulares de Campo Grande pouco antes da 1 hora da manhã de sábado (20) Reprodução

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Após um ataque hacker emitir um alerta sonoro para aparelhos celulares em vários estados brasileiros na madrugada do último sábado (20), a Defesa Civil afirmou que uma  nova versão da plataforma de alertas já está em desenvolvimento para aprimorar o sistema de segurança do sistema. 

Em coletiva na manhã de ontem (20), o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wonlei Wolff, explicou que ainda não se sabe ao certo quantos celulares receberam as mensagens e que, em breve, a perícia irá revelar como aconteceu a invasão. 

"Após a péricia, teremos em breve informações bastante seguras de como aconteceu esse ataque a nossa plataforma e, no menor tempo possível, é uma questão de prioridade do Governo Federal ativar essa nova versão que garanta mais segurança ao sistema e aos usuários do sistema Defesa Civil Alerta", afirmou.

"Estamos tratando o caso com o máximo rigor técnico. Nosso compromisso é assegurar que os sistemas de alerta funcionem com total confiabilidade, garantindo a proteção da população brasileira”, completou o secretário.

A Polícia Federal já está trabalhando nas apurações sobre o acesso indedivo à plataforma. A partir do diagnóstico, serão implementadas medida para reforçar a segurança do sistema. 

A plataforma foi bloqueada pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil e suspendeu as contas dos usuários envolvidas no incidente. As informações de login e senha das contas foram entregues à perícia. 

O caso 

No início da madrugada deste sábado (20) moradores de diversos estados brasileiros receberam um Alerta Extremo enviado supostamente pelas pastas locais com a palavra misantropia, que quer dizer "horror à humanidade ou aversão à natureza humana".

A Defesa Civil Nacional tirou a plataforma de envio de alertas do ar após o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil ser invadido.Segundo o comunicado do órgão nacional, o alerta falso foi disparado de maneira remota por alguém que não faz parte do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil.

A notificação chegou a celulares localizados no Distrito Federal, no Paraná, no Rio de Janeiro, São Paulo , Bahia e Mato Grosso do Sul. Neste último estado, o alerta chegou exatamente à meia noite, quanto o tempo estava chuvoso, o que fez com que o alerta fosse levado a sério por muita gente.

Os alertas

O Defesa Civil Alerta é um sistema de notificação de desastres enviado via telefone celular que envia mensagens de texto estilo pop-up na tela do celular, sobrepostas ao conteúdo sendo acessado naquele momento, a todos os aparelhos compatíveis conectados às redes móveis 4G e 5G, localizados nas regiões com risco de desastres naturais ou outras situações emergenciais.

Ele é usado em situações como chuvas intensas, enchentes, enxurradas, alagamentos, deslizamentos de terra, vendavais e outros eventos capazes de colocar a população em perigo.

Não há necessidade de cadastro prévio ou quaisquer providências adicionais para recebimento das notificações via Defesa Civil Alerta.

Nesta tecnologia, há dois tipos de alertas: extremo e severo. O primeiro é o nível máximo de alerta, caracterizado por severidade muito alta, nível de confiança observada ou provável e urgência imediata. Já o segundo se diferencia por ter urgência esperada, representando um tempo maior para que a população adote as orientações de autoproteção. 

No caso do alerta extremo a mensagem acionará um sinal sonoro no celular, semelhante a uma sirene, ainda que o aparelho esteja no modo silencioso, o que vai permitir maior eficiência do alerta nas situações de risco. Foi esse alerta que apitou durante a madrugada de sábado e assustou várias pessoas.

No caso do alerta severo, o sinal sonoro será um “beep” similar ao do SMS e não irá soar no modo silencioso. 

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