Cidades

SOLIDARIEDADE

Banco do Brasil e Caixa abrem contas para receber doações a vítimas das chuvas

Banco do Brasil e Caixa abrem contas para receber doações a vítimas das chuvas

Portal Brasil

16/01/2011 - 10h41
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O Banco do Brasil (BB) abriu duas contas para doações aos atingidos pelas chuvas nos municípios de Teresópolis e Nova Friburgo, região serrana do Rio de Janeiro. Os recursos recebidos serão administrados diretamente pelas prefeituras dos municípios. Os dados da conta corrente, em nome da Prefeitura de Teresópolis, são: agência 0741-2, conta-corrente 110000-9.

Já para ajudar às vítimas de Nova Friburgo os dados são: agência: 0335-2, conta-corrente:120.000-3. Os depósitos podem ser de qualquer valor e realizados de todas as regiões do Brasil e também do exterior.

A Caixa Econômica Federal (CEF) também abriu uma conta, em nome da Defesa Civil, para que brasileiros de todo o País possam ajudar os desabrigados das enchentes. Os dados da conta corrente são: agência 0199, conta-corrente: 2011-0, opção 006.

A Prefeitura de Teresópolis também abriu uma conta exclusiva para receber doações, com o nome de "SOS Teresópolis - Donativos", que está disponível na Agência 0741-2 do Banco do Brasil. O número da conta-corrente é 110.000-9. O CNPJ é: 29.138.369/0001-47.

Os desalojados precisam principalmente de alimentos, cobertores, colchonetes, roupas, água potável, sabonete, pasta de dente e fralda descartável. As contribuições também podem ser levadas direto ao Ginásio Pedrão, no centro da cidade de Teresópolis, na Rua Tenente Luiz Meirelles 211,onde as vítimas estão temporariamente abrigadas.

Em Petrópolis, foram montados três postos de doação: na Igreja Wesleyana, no Vale do Cuiabá; na Igreja de Santa Luzia, na Estrada das Arcas; e no centro de Petrópolis, na sede da Secretaria de Trabalho, na Rua Aureliano Coutinho.

No Rio de Janeiro, as unidades do Sesc Rio, Senac Rio e a sede do Sistema Fecomércio-RJ estão recebendo donativos paras as vítimas, como água mineral, alimentos não perecíveis, lençóis, toalhas, material de limpeza e de higiene pessoal e colchões.

Pontos de coleta do Sistema Fecomércio-RJ: Rua Marquês de Abrantes, 99, Flamengo, das 9h às 18h, de segunda a sexta; Unidades Sesc Rio: Copacabana, Rua Domingos Ferreira, 160; Tijuca, Rua Barão de Mesquita, 539; Ramos, Rua Teixeira Franco, 38; Madureira, Rua Ewbanck da Câmara , 90; São Gonçalo - Avenida Presidente Kennedy, 755; Niterói, Rua Padre Anchieta, 56, Centro; São João de Meriti, Avenida Automóvel Clube, 66 ; Nova Iguaçu, Rua Dom Adriano Hipólito, 10, em Moquetá; Teresópolis, Av. Delfim Moreira, 749, no Centro; No Quitandinha, em Petrópolis, Av. Joaquim Rolla, 2, coleta das 9h às 17h, de terça a domingo.

Unidades Senac Rio: Niterói, Rua Almirante Teffé, 680, Centro; Copacabana, Rua Pompeu Loureiro, 45; Marapendi, Av. das Américas, 3959, Barra da Tijuca; Faculdade Senac Rio, Rua Santa Luzia, 735, Centro e em Botafogo, na Rua Bambina, 107, coleta das 9h às 19h, de segunda a sexta. Aos sábados, das 9h às 12h.

A partir desta quinta-feira, todos os batalhões da Polícia Militar do Rio de Janeiro estão recebendo donativos para serem enviados à Região Serrana.

Ainda na cidade do Rio, a Cruz Vermelha está recebendo doações no piso de embarque inferior da Rodoviária Novo Rio, das 9h às 17h. E o Programa de Voluntariado do Viva Rio iniciou uma campanha de arrecadação de roupas e mantimentos para a região serrana do estado, especialmente Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis. Para ajudar, basta fazer a doação na sede do Viva Rio, na Rua do Russel, 76, Glória ou através de depósito bancário na conta do Viva Rio, no Banco do Brasil, agência 1769-8, conta-corrente 411396-9 e CNPJ:00343941/0001-28. Para mais informações, ligar para o Viva Rio pelos telefones: (21) 2555-3750 e (21) 2555-3785.

contraveneno

Operação do MPMS prende seis por desvios milionários na Santa Casa

Apuração inicial da promotoria aponta desvio de quase R$ 5 milhões somente com dois contratos firmados pela direção do hospital

11/09/2026 08h34

Investigadores do Ministério Público estão desde 06 horas na Santa Casa e outros endereços, inclusive em Dourados e Goiânia

Investigadores do Ministério Público estão desde 06 horas na Santa Casa e outros endereços, inclusive em Dourados e Goiânia Marcelo Victor

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Em meio à onda de demissões de médicos e anestesistas, a Santa Casa de Campo Grande está sendo alvo da uma operação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul para investigar supostos desvios de recursos públicos no maior hospital de Mato Grosso do Sul.

Em nota, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) informou que por meio do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou, nesta sexta-feira (11), a Operação Antidotum, tendo como objetivo o cumprimento de seis mandados de prisão preventiva e 36 trinta e seis mandados de busca e apreensão nos municípios de Campo Grande, Dourados e Goiânia (GO). Os nomes dos presos não foram divulgados por enquanto.

A investigação, conduzida pelo Gecoc, identificou a existência de fraudes e desvios de dinheiro em contrato firmado pela Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande para a prestação de serviços de digitalização de prontuários, em que ocorreram pagamentos de valores elevados sem a devida contraprestação de serviços.

O contrato previa pagamento de R$ 1,8 milhão de reais por ano e tinha vigência de três anos, totalizando R$ 5,4 milhões. Somente no primeiro ano de vigência, o desvio de recursos totalizou R$ 1,4 milhão

No curso da investigação também foram identificadas irregularidades em contratos celebrados pela Operadora Santa Casa Saúde – empresa controlada pela Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande – com diversas empresas do mesmo grupo econômico. Essas empresas, cujo proprietário tinha ligações com a diretoria da Santa Casa, estavam registradas no mesmo endereço, mas o imóvel, na verdade, encontrava-se desocupado.

A apuração apontou que, somente no ano de 2025, a Operadora pagou aproximadamente R$ 9,6 milhões para essas empresas, e gerou um prejuízo, no mínimo, segundo apurado até o momento, de R$ 3,5 milhões à entidade.

Durante as apurações, constatou-se que os contratos, pagamentos e prestações de contas eram sistematicamente sonegados dos órgãos de controle, incluindo Conselho Fiscal da Santa Casa e a Controladoria-Geral do Estado.

O valor total do prejuízo causado à Santa Casa de Campo Grande permanece sob apuração no curso das investigações.

A operação contou com apoio operacional do Batalhão de Choque da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul e com a participação da Comissão de Defesa e Assistência das Prerrogativas dos Advogados (CDA) da OAB/MS.

"Antidotum", termo que dá nome à operação, traduz-se do latim como antídoto, e significa contraveneno ou contramedida, substância que neutraliza ou impede a ação nociva de uma toxina no organismo. Também é usado no sentido figurado como recurso ou solução contra um problema.

De acordo com informações da assessoria do hospital, em torno de dez integrantes do Ministério Público e da polícia estão na Santa Casa desde 06:00 horas. Os principais alvos, segundo a assessoria, são as salas da presidência e do setor financeiro e de faturamentos. 

MORTALIDADE

O advogado Osvaldo Meza acompanhou a atuação da promotoria no hospital e disse ter sido o autor de um pedido de investigação que levou à instauração da operação desta sexta-feira.

Ele entrou na Justiça com uma ação popular a alega que a mortalidade no hospital aumentou em 5% desde que atual presidente, Alir Terra Lima, assumiu o comando do hospital, em janeiro de 2023. “Essa operação é para colocar na cadeia que tem culpa pelos desvios de recursos públicos e pelo aumento nas mortes”, afirmou o advogado.

Mensalmente a Santa Casa recebe em torno de R$ 33 milhões do SUS, mas o valor considerado insuficiente para manter a estrutura. O hospital tem cerca de 640 leitos disponíveis para o sistema público, emprega aproximadamente 3,5 mil trabalhadores  e tem contratados mais de mil médicos”.

De acordo com a administração entre os principais gastos mensais estão R$ 21,7 milhões com salários, R$ 8,1 milhões com pagamentos médicos, R$ 3,5 milhões com medicamentos e R$ 1,7 milhão com órteses, próteses e materiais especiais.

Por conta destes gastos, o hospital alega déficit mensal de R$ 13 milhões e por isso constantemente recebe aportes extras. No final de agosto a prefeitura e o Estado repassaram R$ 4 milhões, mas mesmo assim médicos que faziam cirurgias cardíacas infantis abandonaram a instituição, forçando famílias a procurarem cirurgias em outros estados. 
 

Saúde

Ministério Público tenta impedir paralisação de cirurgias na Santa Casa

Nos últimos dias, cirurgiões cardíacos pediátricos e anestesistas indicaram o desejo de se desligarem do quadro do hospital

11/09/2026 08h05

Falta de insumos e de salários levaram médicos a pedir demissão

Falta de insumos e de salários levaram médicos a pedir demissão Foto: Paulo Ribas

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) entrou no caso da possível paralisação da Santa Casa depois de duas categorias de médicos especialistas indicarem o desligamento do quadro de profissionais do hospital, o que poderia acarretar a suspensão de diversos procedimentos, exames e cirurgias no complexo.

Como reportou o Correio do Estado nesta semana, os cirurgiões cardíacos pediátricos, que trabalham no modelo de pessoa jurídica (PJ), teriam comunicado o desligamento do quadro de profissionais da Santa Casa.

Diante disso, as crianças continuam internadas no Centro de Terapia Intensiva (CTI), sem perspectiva de quando vão receber o tratamento. 

Além disso, os mais de 100 anestesistas que compõem a equipe médica do hospital também revelaram o desejo de deixar o complexo, o que paralisaria grande parte dos exames e das cirurgias da instituição. Além disso, as cirurgias eletivas e os atendimentos ambulatoriais estão suspensos na Santa Casa há cerca de 40 dias.

Todo este cenário teria dois motivos principais: a falta de insumos para realização dos procedimentos de forma adequada e os salários atrasados que ultrapassam quatro meses.

Em conversa com a reportagem, o presidente do Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul (Sinmed-MS), Marcelo Santana, afirmou que as tratativas seguem entre a instituição, o MPMS e os entes municipal e estadual.

“Está ocorrendo entre a Santa Casa, o Ministério Público e os entes municipal e estadual para tentar manter a cirurgia cardíaca pediátrica. Com relação aos médicos, nenhum indicativo de paralisação”, disse à reportagem.

Segundo o Ministério Público, “as Promotorias de Justiça de Saúde de Campo Grande acompanham atentamente as questões envolvendo a Santa Casa, especialmente os pedidos de desligamento das equipes de cirurgia cardíaca pediátrica e de anestesiologia”.

“Em relação a esses desligamentos, o MPMS tem realizado reuniões com os gestores estadual e municipal de saúde com o objetivo de evitar a desassistência aos pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS)”, afirmou em nota.

“Quanto à falta de insumos e medicamentos no hospital, o MPMS articulou, junto às Secretarias Estadual e Municipal de Saúde, um repasse pontual para atender essa demanda emergencial, especialmente para custear a aquisição de medicamentos e insumos”, completou o MPMS.

Enquanto isso, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) também foi procurada e mantém o posicionamento enviado na última reportagem, em que disse que “recebeu, até o momento, apenas de maneira informal a informação acerca do eventual encerramento do serviço de cirurgia cardíaca pediátrica” do hospital.

Na mesma nota, a Pasta destacou que, caso seja constatada qualquer alteração ou interrupção unilateral do serviço em desacordo com as obrigações assumidas no convênio, adotará as providências administrativas cabíveis, como “penalidades previstas no instrumento contratual”, que não foram detalhadas ao Correio do Estado.

VERSÃO DO HOSPITAL

A Santa Casa emitiu ontem um comunicado afirmando que notificou a Sesau acerca da suspensão temporária das cirurgias cardíacas pediátricas congênitas eletivas no dia 3, “em razão da indisponibilidade da equipe médica especializada necessária à realização segura dos procedimentos”.

De acordo com a instituição, dos dois cirurgiões cardíacos pediátricos que atuam no serviço, um encontra-se afastado por motivo de saúde grave e a outra profissional solicitou rescisão contratual.

“Trata-se de uma especialidade de alta complexidade e com reduzida disponibilidade de profissionais, o que impede a recomposição imediata da equipe. A assistência pediátrica permanece ativa. Os pacientes continuam sendo acolhidos, acompanhados e submetidos aos exames necessários, inclusive os quatro que atualmente aguardam procedimento cirúrgico”, explica na nota.

Na semana passada, representantes das secretarias municipal e estadual de saúde alinharam ações emergenciais e um aporte pontual de R$ 4 milhões para auxiliar na compra de insumos.

Porém, o hospital informou que esse montante ainda não foi depositado no caixa da instituição.

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