Sexta, 24 de Novembro de 2017

Bairros nobres têm maior infestação do mosquito da dengue

18 MAI 2010Por 06h:56
anahi zurutuza

Infestação do mosquito transmissor da dengue em 11 bairros de Campo Grande preocupa a Secretaria Municipal de Saúde Pública (Sesau).
Conforme levantamento feito pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), bairros das regiões norte, sul e leste de Campo Grande estão com índice maior que 1, ou seja, acima do que é considerado aceitável pelo Ministério da Saúde.

Entre os campeões em focos do mosquito da dengue estão três bairros considerados nobres: o São Francisco, que teve índice 1,4, o Jardim TV Morena e o Vilas Boas, que registraram índice 1,1. De acordo com a pesquisa, as outras oito localidades que preocupam a secretaria também estão com índice entre 1,1 e 1,4. (veja infográfico)

 “A atenção para esses bairros será redobrada. Os índices não poderiam estar altos, principalmente, porque já estamos há um bom período sem chuvas. Para esta época do ano, encontrar quantidade anormal de focos de dengue é preocupante. Os dados mostram que a dengue ainda não foi vencida”, afirma o responsável pelo serviço de controle de vetores do CCZ, Mauro Lúcio Rosário.

Para Mauro, a população ainda é resistente a mudar hábitos para evitar a proliferação do mosquito. “Fazemos seis visitas anuais em cada imóveis de Campo Grande. Além de vistoriar e notificar os proprietários das residências onde encontramos focos, os agentes de saúde fazem também o trabalho de orientação. As pessoas estão cansadas de saber o que se deve fazer, mas não transformam o conhecimento em atitude. De nada adianta o trabalho do CCZ, se a população não colabora”.
Ontem, voluntários do mutirão de combate à doença fizeram a limpeza de terrenos no Jardim Colúmbia, região norte, onde há grande índice de infestação do mosquito da dengue.

Pesquisa
O Levantamento de Índice Rápido de Aedes aegypti (LIRA) foi realizado entre os dia 3 e 7 de maio, mas o relatório só foi divulgado ontem pela Sesau. A finalidade da pesquisa é identificar os focos do mosquito da dengue e, com base na estatística, calcular o índice de infestação em cada região da cidade.
A pesquisa é realizada por amostragem, por isso, foram sorteados cerca de 13.293 dos 317.272 imóveis existentes na área urbana da Capital. Campo Grande é dividida pelos técnicos em 31 estratos (microrregiões) e em cada localidade são vistoriadas, em média, 400 casas. Com base na quantidade de imóveis irregulares é calculado o índice daquele bairro. O resultado é enviado para controle do Ministério da Saúde e também serve para guiar as ações de combate à dengue proacmovidas pela Sesau.

Casos
De 1º de janeiro até ontem, foram notificados 37.489 casos de dengue em Campo Grande. Vinte e seis tiveram dengue hemorrágica neste ano e outras 12 morreram por conta da doença.

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