Terça, 21 de Novembro de 2017

Avó e neto são assassinados a machadadas

11 ABR 2010Por 00h:32
Flávio Paes

Estela Francisco da Silva, 76 anos, e seu neto, Michael da Silva Juk, 28 anos, foram mortos ontem pela manhã, a golpes de machado. O crime aconteceu no pesqueiro Barra do Ceroula, zona rural de Terenos, a 70 quilômetros de Campo Grande. O autor confesso do duplo homicídio, o desempregado Adelino Nunes Macedo, 43 anos, foi preso no próprio local, um bar onde as duas vítimas moravam. Um policial que tem parentes na região, se encarregou de imobilizá-lo até a chegada de viatura da Polícia Militar.

Segundo informações dos policiais que atenderam a ocorrência, Michael da Silva e o autor do crime eram amigos de pescaria e de dividir bebida. Havia poucos dias eles foram presos pela Polícia Militar Ambiental por pesca predatória. Só foram colocados em liberdade depois que o padrastro de Michael, o comerciante Antonio Hugo Saravi, pagou a fiança para os dois.

Falando pausadamente, até fazendo pose para ser fotogrado pela reportagem e pelos policiais, Adelino não demonstrava nenhum sinal de arrependimento. Disse  que resolveu matar Michael porque ele teria usado seus documentos pessoais para fazer compras no comércio de Campo Grande. Admitiu que  não havia sofrido ameaça, nem sequer discutido com a vítima . “Fui ao bar ontem de manhã para junto com o Michael cortar lenha. Paramos o serviço para tomar um trago. Foi então que resolvi usar o machado para matá-lo antes que ele viesse fazer alguma coisa contra mim, quando fosse tomar satisfação por ele ter usado meus documentos”, explicou, revelando que o rapaz era violento, tendo passagens pela polícia.

Adelino revela que  entregou os documentos para Michael como garantia para ele morar, provisoriamente, numa das varandas da casa, até que arrumasse emprego. Questionado sobre porque também resolveu matar a avó de Michael, uma mulher de quase 80 anos, justificou-se: “Ela veio pra cima de mim com um facão. Não tive outro jeito a não ser atirar o machado na cabeça dela”, relata friamente. A única preocupação que manifestou era que poderia ser preso por outra razão: o atraso no pagamento da pensão da filha de 12 anos. 

Quem primeiro chegou ao local do crime foi Antonio Lourenço Franca, 79 anos, dono de uma chácara  vizinha ao local onde os crimes aconteceram. “Estava passando em frente ao bar, quando avistei dona Estela chorando, dizendo que o Adelino tinha acabado de matar seu neto. Resolvi então ir até a chácara  onde estava um agente da Polícia Civil, cuja irmã é dona de um pesqueiro na região. Quanto voltei ao bar com o policial e outros vizinhos, a avó de Michael estava ferida na cabeça, ao lado do corpo do neto. Ela ainda estava viva, mas morreu pouco depois”, relata.   

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