Cidades

Tragédia no Rio

Autor do massacre no Rio teria sofrido bullying

Autor do massacre no Rio teria sofrido bullying

uol

08/04/2011 - 15h05
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Colegas de turma de Wellington Menezes de Oliveira, 23, protagonista do massacre no colégio Tasso da Silveira, em Realengo, no Rio de Janeiro, disseram nesta sexta-feira (8) que ele foi vítima de bullying na escola e sempre apresentou comportamento “estranho”.

“Ele aceitava as brincadeiras vindas dos meninos, pelo menos parecia. Mas as das meninas o deixavam muito abalado”, afirma Thiago da Cruz, 23, que fez uma parte do ensino fundamental com Wellington.  “Elas, além de zoarem muito o jeito de andar dele e o modo como se vestia, ficavam fingindo ‘dar mole’ e, depois, o ridicularizavam.”

Para Thiago, há um sentimento de culpa. "Alguns ex-alunos se sentem culpados sabendo que inocentes pagarão por um ódio que ele sentia pela nossa turma."

O estudante Márcio Corrêa Gonçalves, 24, lembra que o atirador dizia coisas desconexas. "O Wellington era um cara meio estranho, não falava com quase ninguém. Nas poucas vezes que trocamos algumas palavras, ele disse coisas sem sentido sobre problemas na família, sobre se sentir sozinho sempre", afirmou Márcio, que acompanhou as homenagens às vítimas na porta do colégio nesta sexta-feira.

Com boné tapando o rosto e postura cabisbaixa, o jovem prestava atenção em cada detalhe da movimentação na porta da escola e não quis informar o ano e a série em que ele e Wellington estudaram juntos. De acordo com Márcio, o atirador nunca manifestou interesse aparente por armas de fogo e sofria frequentes gozações do resto da turma.

"Em toda sala de aula, o aluno que é meio estranho acaba sendo 'zoado' pelos outros. Isso é uma coisa que sempre existiu e com o Wellington não era diferente. Alguns desconfiavam até que ele fosse gay", afirmou.

Habeas corpus

Advogado de delegado envolvido com desvio de droga é solto após decisão do STJ

Amilton Ferreira havia sido preso por ser suspeito de vazar informações sobre a Operação Infiltrados

20/10/2026 12h25

Advogado Amilton Ferreira foi preso ontem na segunda fase de operação relacionada ao tráfico

Advogado Amilton Ferreira foi preso ontem na segunda fase de operação relacionada ao tráfico Redes sociais

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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu pela soltura do advogado Amilton Ferreira de Almeida, suspeito de repassar informações sigilosas da Operação Infiltrados, que investiga a participação de policiais no desvio de drogas. O ministro Reynaldo Soares da Fonseca apontou ilegalidades na prisão.

Segundo a decisão, o advogado atuou como intermediário na transmissão das informações. A prisão temporária foi decretada pelo prazo de 30 dias, sob a suspeita de atrapalhar a investigação da organização criminosa.

“Em primeiro lugar, as fundadas razões de autoria ou participação exigidas pela lei devem dizer respeito a um dos crimes previstos no rol legal. No caso, o único delito atribuído ao paciente é o de embaraço à investigação de organização criminosa, que não consta do art. 1º, III, da Lei n. 7.960/1989”, explica a decisão do STF.

Ao analisar o caso, o ministro entendeu que o delito atribuído ao advogado não está entre aqueles que autorizam a prisão temporária. A decisão também apontou que outro crime mencionado no ato da prisão, o de favorecimento pessoal, previsto no Código Penal, também não faz parte da lista.

O magistrado destacou que as referências a crimes supostamente praticados pelo delegado investigado não poderiam ser utilizadas para justificar a prisão do advogado por meio de uma interpretação extensiva da legislação. Segundo o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), a medida só pode ser aplicada quando os indícios dizem respeito a um dos crimes expressamente previstos em lei.

Outro ponto considerado foi a falta de demonstração concreta de que a liberdade de Amilton colocaria em risco o andamento das investigações. Para o ministro, parte dos fundamentos apresentados para justificar a custódia estava relacionada à necessidade de ouvir o investigado e delimitar sua participação nos fatos, o que caracterizaria prisão para averiguações, prática vedada pela legislação.

Por fim, a decisão também considerou que o próprio Ministério Público informou, em 29 de setembro, que as medidas autorizadas haviam sido cumpridas integralmente e que não havia prejuízo para o prosseguimento das diligências. Na ocasião, o juízo de origem também registrou que, em princípio, não havia risco de comprometimento das medidas já executadas.

Prisão

No dia 29 de setembro, o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), prendeu o advogado Amilton Ferreira de Almeida, por suspeita de vazamento de informação sobre o mandado de prisão ao delegado Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa, interferindo no cumprimento da ordem judicial durante a primeira fase da Operação Infiltrados.

Os agentes do Gaeco estiveram no escritório de advocacia Ferreira & Almeida, localizado na Rua 14 de Julho, no Centro de Campo Grande, para cumprir um mandado de prisão temporária e dois mandados de busca e apreensão, na segunda fase da Operação Infiltrados, denominada de Obstructio.

No dia da deflagração da ação, enquanto Hoffman ainda estava foragido, o advogado afirmou ao Correio do Estado que não sabia o paradeiro de seu cliente. Horas depois, o ex-chefe da Denar se apresentou à Corregedoria da Polícia Civil.

No documento que baseia a investigação, os promotores do Gaeco reforçavam que, em caso de deferimento do pedido, fosse imposto sigilo absoluto nos mandados de prisão preventiva a serem expedidos, “uma vez que qualquer conhecimento prévio, por falta de adoção das cautelas possíveis, pode vir a frustrar o êxito dos trabalhos”.

ELEIÇÕES 2026

Ônibus serão gratuitos em Campo Grande no domingo de eleição

Transporte coletivo funcionará com frota de dias úteis durante o segundo turno

20/10/2026 12h23

Ônibus do transporte coletivo de Campo Grande terão passagem gratuita neste domingo (25)

Ônibus do transporte coletivo de Campo Grande terão passagem gratuita neste domingo (25) Divulgação/Prefeitura Municipal de Campo Grande

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Os moradores de Campo Grande poderão utilizar o transporte coletivo gratuitamente no próximo domingo (25), quando será realizado o segundo turno das eleições de 2026. A medida confirmada pela Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), prevê a circulação dos ônibus com a programação habitual dos dias úteis, para facilitar o deslocamento dos eleitores até os locais de votação. 

Assim como ocorreu no primeiro turno, em 4 de outubro, não haverá cobrança de passagem nas linhas do transporte coletivo urbano da Capital. 

A gratuidade atende à Resolução nº 23.751/2026 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que determina a oferta de transporte público gratuito nos dias de votação, com frequência compatível à praticada de segunda a sexta-feira.

No domingo, os eleitores de Mato Grosso do Sul voltarão às urnas para escolher o presidente da República. A disputa pelo Governo do Estado foi definida ainda no primeiro turno. 

De acordo com a Agetran, todas as linhas do transporte coletivo de Campo Grande deverão operar conforme o plano funcional dos dias úteis, evitando a redução da frota normalmente registrada aos domingos.

O Consórcio Guaicurus, responsável pelo serviço na Capital, ficará encarregado de acompanhar a movimentação de passageiros e poderá ampliar a quantidade de veículos em circulação, caso seja necessário.

O monitoramento terá atenção especial a três períodos de maior demanda: das 4h40 às 8h30, das 10h30 às 13h30 e das 16h às 18h30.

Durante a operação, a Agetran também acompanhará o funcionamento do sistema e poderá determinar ajustes na quantidade de ônibus para garantir o atendimento à população.

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