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PROLONGAMENTO

Audiências públicas vão debater Transpantaneira

Audiências públicas vão debater Transpantaneira

DIARIO ONLINE

28/06/2011 - 00h00
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A federalização e prolongamento da Estrada Transpantaneira irão ser discutidos durante duas audiências públicas que serão realizadas em conjunto por Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Atualmente, a rodovia que tem o propósito de ligar os dois estados cruzando a planície pantaneira, começa na cidade de Poconé e chega somente até a localidade de Porto Jofre, ainda no lado mato-grossense.

O prefeito de Poconé, Tico de Arlindo (DEM), tem encabeçado um movimento político visando a ligação entre Poconé (MT) e Corumbá (MS), cumprindo o propósito da Transpantaneira. Ele já levou o projeto até os senadores Jaime Campos (DEM/MT), Blairo Maggi (PR/MT), Delcidio Amaral (PT/MS) e Waldemir Moka (PMDB/MS). O assunto também faz parte da agenda do governador André Puccinelli (MS).

O prefeito Tico de Arlindo defende a importância econômica e social da interligação rodoviária entre seu município e Corumbá. "Ali sobrevive há muito tempo a pecuária extensiva e, mais recentemente, o ecoturismo tornou-se uma fonte de receita importante para os pantaneiros", relatou. Ele lembra que a interligação entre a comunidade de Porto Cercado, município de Poconé, até Corumbá, é de 200 quilômetros e que além de cortar o Pantanal de ambos os estados servirá para atender aos criadores de animais na região. "O problema está no volume de obras de pontes que terão que ser executadas e que encarecem a obra", disse Tico de Arlindo, sinalizando que Mato Grosso do Sul já iniciou os 20 primeiros quilômetros da interligação.

O senador Jaime Campos disse que procurou o governador Silval Barbosa (PMDB), que também garantiu apoio à proposta e inclusive iria inserir a mesma numa agenda que está sendo marcada com a presidente Dilma Rousseff.

"Temos que criar um movimento político que abrace os dois estados", recomendou o senador que vê nesta obra um reforço na ideia de propagação das belezas pantaneiras e no consequente cuidado com a preservação daquele ecossistema. "O turismo pode ser um grande aliado para a conservação da natureza, com a exploração racional deste manancial", afirmou o senador mato-grossense, Jaime Campos ao frisar que o turismo ecológico promove a movimentação de outros 52 segmentos econômicos, o que poderá levar a região a ampliar consideravelmente sua economia.

O projeto foi apresentado na quarta -feira, 22 de junho, ao presidente do Legislativo de Mato Grosso, deputado José Riva. Ele garantiu que irá defender uma maior participação da Assembléia no debate desse tema. Riva também acredita que um movimento político abrangendo as lideranças das duas unidades da Federação resultará numa ação efetiva em favor da interligação entre os municípios de Poconé e Corumbá. (Com informações da Assessoria de Imprensa do senador Jaime Campos e do site Só Notícias).

Conheça a história da Estrada Transpantaneira

Iniciada em 5 de Setembro de 1972, as obras na estrada começaram no extremo norte do Pantanal, em Poconé, e seguiram por quatro anos de aventura até as margens do rio Cuiabá, na Vila São José, hoje Porto Jofre.

Em tempos de "milagre econômico" no começo dos anos 70, ela nasceu celebrada com ufanismo comparável à duas outras megalômanas obras de seu tempo: a ponte Rio-Niterói e a Transamazônica .

A nova rodovia teria ao todo 397 quilômetros, unindo Poconé a Corumbá, formando-se assim uma via de ligação de norte a sul do Pantanal, unindo por sua vez o Mato Grosso ao Sudeste do Brasil.

Só que o sonhado "caminho do paraíso", revelou-se mais cheio de pedras que o previsto. O que restou foi uma estrada com média de dez metros de largura e uma característica só dela: ao longo de seus 145 quilômetros, são 125 pontes de madeira, isto é, a estrada com maior número de pontes do mundo.

Ao longo do tempo, percebeu-se que acabaram criando, sem querer, uma "eco-rodovia", onde os aterros revelaram uma surpreendente capacidade de reter as águas das cheias. Assim, mesmo na época das secas mais terríveis, a água acumulada nas laterais da Transpantaneira, transforma-se num prodigioso refúgio de jacarés, capivaras, tuiuiús, sucuris e muitos outros animais, num efeito idêntico às muitas lagoas da região sul do Pantanal, perto de Corumbá. (As informações são do Portal Pantanal).

Fonte: Diário Corumbaense (www.diarionline.com.br). 

migração ilegal

Criminosos que atravessavam haitianos ilegalmente de Corumbá para a Bolívia são condenados

Os chamados coiotes cobravam valores abusivos para levar migrantes de forma ilegal ao país vizinho através de travessia clandestina

05/06/2026 17h30

Criminosos articulavam um esquema de travessia de haitianos pelo local conhecido como

Criminosos articulavam um esquema de travessia de haitianos pelo local conhecido como "Trilha do Gaúcho" Foto: Divulgação / PF

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A 1ª Vara Federal de Corumbá condenou oito pessoas por participação em um esquema criminoso que promovia a migração ilegal, através da travessia de estrangeiros, principalmente haitianos, na fronteira do Brasil com a Bolívia. As penas variam de três a 11 anos de prisão.

Conforme a Justiça Federal, o grupo criminoso atuou entre outubro e dezembro de 2021, transportando os estrangeiros de forma clandestino para o país vizinho de Mato Grosso do Sul, visando lucro, em ações coordenadas e repetidas, caracterizando crime continuado.

Os acusados foram presos em dezembro de 2021, durante a Operação Fom'Ale II, deflagrada pela Polícia Federal. Na ocasião foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva e oito de busca e apreensão.

Conforme reportagem do Correio do Estado, a investigação que levou a prisão do grupo detectou que os criminosos articulavam um esquema de travessia de haitianos pelo local conhecido como “Trilha do Gaúcho”, na divisa do Brasil com a Bolívia.

Nos períodos da manhã e noite, os criminosos, que atuavam como coiotes, buscavam meios de atravessar ilegalmente os migrantes, entre eles diversas crianças e mulheres grávidas, sempre exigindo dinheiro para tal fim.

Já dentro da trilha, os estrangeiros eram auxiliados por “carregadores” bolivianos, que tinham a função de mostrar o percurso até a Bolívia, além de prestar apoio no transporte das malas dos haitianos, mediante o pagamento de valores abusivos.

O esquema tinha divisão de tarefas: alguns integrantes captavam migrantes na rodoviária, outros faziam o transporte até casas de passagem e a fronteira, enquanto havia responsáveis por hospedagem e articulação com atravessadores bolivianos. 

As investigações indicaram que os migrantes pagavam valores que chegavam a 150 dólares por pessoa para a travessia ilegal.

Em ocasiões em que os “coiotes” foram acompanhados pelos policiais, foi possível observar que, ao menos uma vez, cidadãos haitianos foram abandonados no meio da rua, após os criminosos perceberem a aproximação da polícia.

O Ministério Público Federal (MPF) ofereceu denúncia contra oito investigados, imputando-lhes os crimes de promoção de migração ilegal e organização criminosa.

Sentença

O juiz federal substituto, Rubens Petrucci Junior, ao julgar o processo, enfatizou que a prática envolvia “exploração econômica sistemática de migrantes em situação de máxima vulnerabilidade”, além de riscos impostos durante travessias clandestinas. 

“A atividade cruzava sistematicamente a fronteira Brasil-Bolívia, com acordos e pagamentos envolvendo bolivianos e operações até o Chile”, registrou o magistrado na sentença. 

O conjunto de provas, que incluem depoimentos, monitoramentos e dados de celulares, demonstrou, segundo o juiz federal, a atuação coordenada do grupo, resultando na condenação dos investigados pelos crimes de promoção de migração ilegal e integração em organização criminosa, nos termos da denúncia.

Investigação

Cemitério de MS entra na mira do MP por superlotação e armazenamento de ossos irregular

Denúncia de moradores afirma que o Cemitério chegou a realizar a exumação dos ossos de um familiar e não sabiam o paradeiro da ossada

05/06/2026 17h15

No local, foram encontradas ossadas humanas sem registro eficaz

No local, foram encontradas ossadas humanas sem registro eficaz Divulgação/MPMS

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) abriu uma investigação contra o Cemitério Público Municipal de Naviraí para apurar irregularidades no funcionamento. 

Entre as denúncias, a investigação foca em falhas na realização de exumações, controle administrativo ineficaz ou inexistente e possíveis violações à dignidade humana. 

A motivação do inquérito foi o relato de moradores do município, localizado a aproximadamente 350 quilômetros de Campo Grande, que afirmaram que encontraram túmulos abertos quando foram ao local sepultar familiares. 

Em um dos casos, teria acontecido a exumação dos restos mortais de um dos mortos sem a comunicação prévia à família e sem informação precisa a respeito do local exato do armazenamento dos ossos. Na tumba do familiar morto, estaria sepultada outra pessoa, que não teria relação alguma com a família.

Durante a visita do MP ao local, foram constatados vários problemas, como a ausência de registros confiáveis, a inexistência de um sistema eficiente de controle, além do armazenamento inadequado de ossadas, inclusive sem identificação. 

Foram encontrados, ainda, ossos humanos mantidos de forma irregular no ossuário, contrariando normal legais e princípios básicos de respeito à dignidade da pessoa humana. 

A investigação também identificou uma possíbel superlotação no cemitério, com indícios da utilização irregular de áreas de circulação comum para novos sepultamentos. 

O desenterramento de restos mortais deve seguir critérios estabelecidos pela legislação municipal, além da realização do registro detalhado de todas as movimentações do corpo. 

Segundo o MPMS, isso não vinha sendo cumprido no estabelecimento público. 

Diante da gravidade dos fatos, o Ministério Público instaurou inquérito civil e requisitou a abertura de investigação policial para apurar possíveis crimes de violação de sepultura e ocultação de cadáver. 

Em resposta, o município de Naviraí apresentou ao MP informações sobre medidos para reorganização do serviço, como a implantação de um sistema informatizado para controle e revisão de processos internos. 

No entanto, de acordo com o MP, o próprio levantamento reconhece falhas em gestões anteriores e lacunas nos registros de exumações.

"Mais do que uma questão administrativa, o funcionamento adequado de um cemitério envolve direitos fundamentais, como o respeito à memória dos falecidos e o direito das famílias de saber o destino de seus entes queridos. Ao conduzir a investigação, o MPMS reforça seu papel na defesa da cidadania, da dignidade humana e do interesse coletivo", afirmou o Ministério Público em nota. 

No local, foram encontradas ossadas humanas sem registro eficazFonte: Reprodução MPMS

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