Sexta, 17 de Novembro de 2017

Associação discute área para índios

23 FEV 2010Por 03h:57
Em reunião prevista para a noite de ontem, produtores rurais de Sidrolândia, Dourados, Amambai, Caarapó e representantes da Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul) dariam o primeiro passo para viabilizar a proposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de comprar 10 mil hectares para criação de reserva indígena em Mato Grosso do Sul. As terras devem ser adquiridas pelo Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária). A reunião foi agendada pelo deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT) que, juntamente com o seu colega Vander Loubet, do PT, ouviu na quinta-feira da semana passada o presidente da República dizer que desde o início de sua gestão tenta solucionar este problema. Solução O presidente da Acrissul, Francisco Maia, disse que “estamos fazendo valer a vontade de Lula. “O presidente pediu para sentar, saber o tamanho do problema, ouvir, discutir e buscar uma solução”. A terra deve ser adquirida por meio do Incra, que indeniza os produtores pelas benfeitorias nas propriedades rurais. Hoje, a demarcação de reserva indígena pelo Governo federal representa a perda da titularidade sem o recebimento de indenização. “É uma nova perspectiva para o Estado, por isso conversamos com os produtores rurais sobre esta solicitação do presidente, explicamos as vantagens em adotar a negociação com a indenização garantida pelo presidente”, destacou o deputado Dagoberto Nogueira. A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) acredita que a compra da área de 10 mil hectares não resolverá os conflitos de produtores com indígenas porque a Funai (Fundação Nacional do Índio) publicou portarias por meio das quais pretende assegurar 160 mil hectares aos índios sul-mato-grossenses.

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