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Assistência religiosa nas Uneis tem predomínio das Igrejas Evangélicas

Assistência religiosa nas Uneis tem predomínio das Igrejas Evangélicas

FAUSTO BRITES

27/03/2011 - 09h20
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As Igrejas Evangélicas têm predomínio, em todo o Estado, na assistência religiosa nas Unidades de Educacionais de Internação (Uneis) destinados a adolescentes infratores. Este é um dos resultados da pesquisa realizada pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) por meio do Programa Escola de Conselhos (Preae/UFMS), com o governo federal e o Instituto de Estudos da Religião (Iser).

Segundo o levantamento, 41 agentes atuam em todas as unidades dentro de algum grupo religioso. Atualmente três religiões desenvolvem assistência dentro das unidades educacionais do Estado. Dentre elas, a Protestante/Evangélica tem grupos instalados em todas as oito Uneis. A Católica em 37,5%, equivalente a três unidades e a espírita, 25%, presente em duas Uneis. Os grupos religiosos são 19, correlatos a 15 instituições (igrejas) mapeadas, distribuídas pelas tradições religiosas presentes atualmente.

A Assembléia de Deus lidera com três grupos atuantes, seguida pelo Ministério Templo de Missões Êxodo e do Evangelho Quadrangular, com dois grupos cada. Demais igrejas como Peniel, Presbiteriana Independente do Brasil, Capela São Vicente Paloti, Paróquia Senhor do Bonfim, Pastoral São João Bosco, Escola da Bíblia, Igreja do Nazareno, Centro Espírita Anália Franco, Grupo Assistencial Espírita "A Candeias" e o Grupo da Fraternidade Espírita José Xavier, trabalham com apenas um grupo.

Pesquisa

A pesquisa foi realizada entre os meses de março e abril do ano passado, em oito unidades de internação, localizadas nos municípios de Campo Grande, Corumbá, Dourados, Ponta Porã e Três Lagoas. Trata-se de um relatório parcial apresentado ao Iser como parte da pesquisa nacional "Assistência Religiosa no Sistema Socioeducativa Brasileiro", para analisar o cenário geral da prestação da assistência religiosa nas cinco regiões brasileiras, observando as dificuldades comuns e as especificidades regionais em oferecer a assistência religiosa aos adolescentes em conflito com a lei.

O trabalho em Mato Grosso do Sul foi coordenado pela integrante do Programa Escola de Conselho da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), psicóloga Sandra Amorim. Ela lembra que as atividades religiosas são um direito de quem está na privação de liberdade e é garantido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). "Mato Grosso do Sul foi um dos Estados escolhidos por ser referência ao trabalho que vem sendo desenvolvido nas Uneis, com cursos de formação continuada, cadastro de entidades religiosas nas unidades, entre outros", disse.

De acordo com informações da SAS, o relatório parcial da pesquisa foi encaminhado ao Rio de Janeiro, para a sede do Instituto de Estudos da Religião (Iser), que finalizará o estudo nacional sobre o tema e publicará um livro contendo as fotos e informações da pesquisa.

Credenciamento

A Superintendência de Assistência Socioeducativa (SAS), órgão da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), que administra e coordena as Uneis do Estado, criou em fevereiro de 2010 resolução normatizando este trabalho dentro das unidades de internação. O objetivo é credenciar os voluntários para que sejam conhecidos pelos agentes que trabalham na unidade e pela direção, otimizando o acesso de entidades religiosas na assistência de adolescentes das Uneis.

"Atividades dessa natureza são muito importantes porque trabalham a situação atual dos adolescentes, falam sobre suas vidas e fortalecem suas crenças e valores", ressaltou a gestora de ações socioeducacionais da (SAS), Simone Menezes de Faria.

 Fonte: Governo do Estado

AÇÃO CIVIL

Falta de visita domiciliar dificulta o acesso a benefícios do CadÚnico em MS

Para a Defensoria Pública da União, trata-se de uma falha estrutural, pois o Estado cria uma exigência administrativa, mas não garante os meios para que ela seja cumprida

24/03/2026 18h15

A atualização do cadastro passou a depender de uma visita domiciliar feita por agentes públicos

A atualização do cadastro passou a depender de uma visita domiciliar feita por agentes públicos Reproduçaõ: MDS

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A Defensoria Pública da União (DPU) ajuizou, na última sexta-feira (20), uma ação civil pública, na Justiça Federal em Mato Grosso do Sul, para corrigir falhas na atualização do Cadastro Único (CadÚnico), sistema usado para o acesso a programas como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

De acordo com o órgão público federal, pessoas em situação de vulnerabilidade estão tendo benefícios sociais negados, suspensos ou cancelados no Brasil por não terem passado por uma das exigências que depende do próprio Estado: a visita domiciliar.

Na ação, a Defensoria pede que a União e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) deixem de negar ou interromper benefícios quando a falta de atualização do cadastro decorrer da não realização da visita domiciliar. Também solicita que pedidos do BPC sejam analisados mesmo nessas situações e que seja criado um mecanismo para que o cidadão possa comprovar que tentou regularizar o cadastro, mas não foi atendido.

Para algumas pessoas, especialmente aquelas que moram sozinhas, a atualização do cadastro passou a depender de uma visita domiciliar feita por agentes públicos. O problema é que, na prática, essas visitas, muitas vezes, não acontecem.

O cidadão precisa da visita domiciliar para regularizar o cadastro. Sem a atualização, o sistema registra a situação como irregular, o que leva automaticamente ao bloqueio ou cancelamento de benefícios.

“O modelo atual transfere ao cidadão o risco administrativo decorrente da incapacidade estatal de cumprir a exigência por ela própria instituída”, destaca o defensor regional de direitos humanos em Mato Grosso do Sul, Eraldo Silva Junior.

Para a DPU, trata-se de uma falha estrutural, pois o Estado cria uma exigência administrativa, mas não garante os meios para que ela seja cumprida, transferindo o problema para quem depende da política pública.

“O cumprimento da exigência depende exclusivamente da atuação estatal, mas as consequências negativas recaem integralmente sobre o cidadão, mesmo quando não há qualquer conduta irregular de sua parte”, afirma Eraldo Silva Junior.

CadÚnico

O Cadastro Único funciona como o principal instrumento de identificação das famílias de baixa renda no país. É por meio dele que o governo verifica quem tem direito a benefícios sociais. Quando o cadastro está desatualizado, a pessoa pode deixar de receber o Bolsa Família, ter o pagamento interrompido ou até ficar impedida de solicitar o BPC, benefício voltado a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda.

A ação busca garantir o direito à assistência social e ao chamado mínimo existencial. A DPU destaca que esses direitos não podem ser condicionados a exigências que o próprio Estado não consegue cumprir.

A instituição destaca ainda que o problema não é pontual. O órgão público aponta que há falta de equipes, acúmulo de demandas e demora no atendimento em diversos municípios, o que evidencia uma falha estrutural na implementação da política pública.

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SEGURANÇA

Fuzis antidrones são usados pela PF durante COP15 em Campo Grande

Equipamento permite o rastreamento de sinais, o bloqueio de frequências e outras medidas necessárias à mitigação de ameaças.

24/03/2026 17h00

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Durante a 15ª Reunião da Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15 da CMS), em Campo Grande, a Polícia Federal (PF) implementou ações técnicas e operacionais de defesa contra ameaças aéreas não tripuladas, especificamente armas especializadas para impedir os voos não autorizados de drones.

Com o equipamento, as equipes técnicas realizam o rastreamento de sinais, o bloqueio de frequências e outras medidas necessárias à mitigação de ameaças.

As medidas integram o planejamento de segurança do evento e têm como objetivo identificar, monitorar e neutralizar eventuais voos irregulares de aeronaves remotamente pilotadas (RPAs) nas áreas sob proteção.

O emprego das armas antidrones está aliado a protocolos de resposta imediata, o que permite atuação preventiva e coordenada diante de riscos decorrentes de operações aéreas não autorizadas.

Na hipótese de detecção de drones não autorizados nas áreas monitoradas, os policiais acionam o protocolo específico, que pode incluir interferência no controle da aeronave, identificação do operador e adoção das medidas legais cabíveis.

A PF reforça que o emprego de aeronaves remotamente pilotadas nas áreas de interesse da segurança do evento deve observar as normas vigentes e eventuais restrições temporárias de espaço aéreo estabelecidas para a COP15, contribuindo para a segurança das delegações, das autoridades presentes e da população em geral, bem como para o pleno andamento das atividades oficiais previstas na programação.

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