Sexta, 17 de Novembro de 2017

FURACÃO

Artuzi pode ser afastado do cargo e mantido na cadeia

3 SET 2010Por 19h:59
Maria Matheus e DanielLa Arruda

O Ministério Público estuda ingressar com medida cautelar pedindo o afastamento de Ari Artuzi (PDT) do cargo de prefeito de Dourados. O delegado Bráulio Galloni, responsável pelas investigações que culminaram na Operação Uragano, deflagrada quarta-feira, pretende solicitar a prisão preventiva de Ari Artuzi para não atrapalhar as investigações. Ele é acusado de chefiar esquema de fraudes a licitações e de pagar propina a vereadores.
O prefeito foi preso na manhã de quarta-feira. Depois de prestar depoimento à Polícia Federal, em Dourados, foi encaminhado à 3ª Delegacia de Polícia, em Campo Grande. O prazo da prisão temporária termina em cinco dias. A reportagem apurou, no entanto, que o delegado prepara o pedido de prisão preventiva e pode apresentá-lo ainda hoje ao Tribunal de Justiça.  
O Correio do Estado apurou, ainda, que a denúncia contra os suspeitos deve ser apresentada ao TJ nos próximos dias, até no máximo  quarta-feira (8). Se o Tribunal acolher a denúncia do Ministério Público, Artuzi deverá responder a pelo menos duas ações relativas à Operação deflagrada anteontem, uma na área criminal e outra por improbidade administrativa.
No entanto, por meio da assessoria de imprensa, o Ministério Público informou que aguarda o encaminhamento do inquérito pela Polícia Federal para definir quais medidas serão tomadas em relação a Ari Artuzi e as outras 27 pessoas presas na última quarta-feira, durante a Operação Uragano.
As investigações da Polícia Federal apontam que Artuzi recebia “comissão” de 10% a 50% de empresas contratadas pela Prefeitura de Dourados por meio de licitações direcionadas. Com o dinheiro, ainda conforme a PF, Artuzi comprava bens pessoais, pagava propina para vereadores da situação e da oposição e fazia caixa para campanha. Na casa do prefeito foram apreendidos aproximadamente R$ 140 mil.
As investigações começaram em maio deste ano, a partir de denúncia do jornalista e secretário de Governo Eleandro Passaia, braço  direito de Artuzi. Passaia gravou o pagamento de propina ao prefeito e aos vereadores.

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