Terça, 21 de Novembro de 2017

Artuzi ignora risco de prisão e mantém rotina

9 MAR 2010Por 08h:07
Apesar do pedido de afastamento e de prisão feito na última sexta-feira pelo Ministério Público ao Tribunal de Justiça, o prefeito de Dourados Ari Artuzi (PDT) não alterou sua rotina e, ontem, despachou normalmente, em seu gabinete. Ele é acusado de envolvimento com o esquema de fraudes em licitações, supostamente comandado pelo empresário Sizuo Uemura. A defesa de Artuzi informou que aguardará sua notificação pelo Tribunal de Justiça sobre o processo-crime, no qual está o pedido de prisão, para conhecer o caso e avaliar que medidas tomar, entre elas, um eventual habeas corpus. Ontem, o advogado Newley Amarilha, de Campo Grande, esteve no TJ, mas ainda não conseguiu cópia da denúncia contra o prefeito. Amarilha disse ao Correio do Estado que os desembargadores se reunirão para analisar a ação e, depois, intimar o prefeito a fazer sua defesa. O relator, então, terá prazo de 15 dias para denunciar ou não o prefeito. “Vamos esperar ele ser citado ou intimado para prepararmos a defesa, para ver o que existe no processo”, explicou Amarilha. Ele destacou que o processo envolve a denúncia contra Artuzi de supostamente integrar uma quadrilha de fraudadores de licitações para beneficiar o grupo empresarial da família Uemura e o pedido de prisão do prefeito, baseada nas provas coletadas durante a Operação Owari, da Polícia Federal, em julho do ano passado, e inseridas na denúncia do procurador-geral de Justiça, Miguel Vieira da Silva.

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