Quinta, 23 de Novembro de 2017

Artuzi denunciado por licitações fraudulentas

6 MAR 2010Por 03h:50
O Procurador-Geral de Justiça, Miguel Vieira da Silva, denunciou ontem o prefeito de Dourados, Ari Artuzi (PDT), por suposto envolvimento com quadrilha que fraudava licitações para fechar contratos para a exploração de serviços em várias áreas, como saúde e atividade funerária. O esquema foi desmantelado pela Polícia Federal em 2008, durante a Operação Owari. Artuzi foi denunciado ao Tribunal de Justiça (TJ), por ter direito a foro privilegiado. Também foram denunciados o comerciante Sizuo Uemura, apontado como cabeça do esquema fraudulento; o filho dele, Eduardo Takashi Uemura; o secretário de Governo de Artuzi, Darci Caldo; o assessor especial da Prefeitura de Dourados, Jorge Antônio Dauzacker da Silva; o diretor de Departamento de Habitação da cidade, Astúrio Dauzacker da Silva; os vereadores Humberto Teixeira Júnior, Paulo Henrique Amos Ferreira e Sidlei Alves da Silva, além do engenheiro da Prefeitura, Fabiano Furucho, e o Secretário Municipal de Saúde, Sandro Ricardo Barbara. Segundo Miguel Vieira, “ficou evidenciada a existência de uma influente organização criminosa voltada à prática de vários crimes, muitos deles em prejuízo da administração pública”. Ainda conforme o Ministério Público, empresas de propriedade de Sizuo Uemura - algumas em nome de terceiros - firmavam contratos com empresas públicas e municípios, depois de vencer licitações direcionadas. O caso No dia 7 de julho do ano passado, a Polícia Federal prendeu 42 pessoas – empresários, servidores públicos municipais, secretários da administração de Ari Artuzi e três vereadores, acusados de crimes como fraude em licitações, formação de quadrilha, corrupção, agiotagem, entre outros. Por ordem do Procurador-Geral de Justiça, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) deu continuidade à investigação da PF, para apurar a ligação de Artuzi no esquema. O prefeito teve, inclusive, o sigilo bancário quebrado pelo Tribunal de Justiça a pedido do Ministério Público. Escutas telefônicas feitas na campanha eleitoral de 2008 teriam flagrado a então coordenadora-financeira da campanha de Artuzi, Maria Luna, pedindo dinheiro a Sizuo Uemura. Ela ainda ocupa cargo de confiança na administração municipal. Artuzi foi procurado pela equipe de reportagem para comentar a denúncia, mas seu celular, assim como o de seu assessor de imprensa, estava desligado ou fora de área. A informação é que ele esteve ontem em Campo Grande e, no início da noite, estava retornando a Dourados. Se o TJ acolher a denúncia, Artuzi vira réu no processo

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