Quinta, 23 de Novembro de 2017

Arroz, feijão e bife ficaram mais caros

28 ABR 2010Por 20h:10

ADRIANA MOLINA

 

O prato favorito do brasileiro − arroz, feijão e bife − ficou mais caro nos primerios três meses; em Campo Grande teve alta de 7,5%. Dados do Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais (Nepes) revelam que esses alimentos subiram, em média, 7,44%, 25% e 4,37% respectivamente.

No caso do arroz, dependendo da marca e qualidade, as variações no trimestre chegaram aos 16,63%. O pacote de cinco quilos, do tipo 1, marca Namorado, por exemplo, passou de R$ 8,48 em janeiro, para R$ 9,89 em março, conforme o Núcleo de Estudos. Com o feijão a situação foi semelhante. Embora a média de inflação do grão tenha sido de 25%, algumas marcas chegaram a subir 35,47%, como o da marca Campeão, tipo 1, que passou de R$ 1,72 para R$ 2,33 o pacote com um quilo.

Já os cortes mais utilizados para fazer bife, como o coxão mole, a alcatra e o patinho inflacionaram cerca de 4,34%, 3,77% e 5,02% respectivamente. Os valores do quilo dessas carnes alcançaram nos três primeiros meses de 2010 a marca de R$ 11,65 (no caso do coxão mole), R$ 12,94 (na alcatra) e R$ 10,88 (no patinho).

Justificativa

Segundo o coordenador da pesquisa, Celso Corrêa de Souza, as altas nos valores desses três alimentos, verificadas no trimestre pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC), justificam-se pelas mudanças no mercado nacional e internacional dos produtos. No caso da carne, a chegada da entressafra pecuária fez aumentar o valor da arroba do boi paga ao criador em 10% no trimestre − o que é automaticamente repassado ao consumidor final, em proporção dividida conforme o corte comercializado.

"Já o feijão subiu por causa da queda na produção. Como os preços ao produtor estavam baixos, muitos reduziram as lavouras. Isso, aliado ao excesso de chuvas nas regiões Sul e Sudeste e a seca no Norte e Nordeste, fez cair significativamente o montante produzido no Brasil, colocando em prática e lei da oferta e demanda", explica Souza.

As questões climáticas também foram responsáveis pela elevação do preço do arroz, que ainda teve parte da produção destinada à exportação, por conta de compromissos firmados, principalmente com a África, colaborando para a alta no mercado interno.

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