Sábado, 25 de Novembro de 2017

Arrecadação federal registra recorde para meses de julho

18 AGO 2010Por 06h:09
VERA HALFEN

A arrecadação de impostos e contribuições federais de julho somou, em Mato Grosso do Sul, R$ 153,21 milhões, representando a segunda maior arrecadação do ano e recorde para o mesmo mês nos últimos dez anos. Em relação ao mesmo período do ano passado, o crescimento nominal (sem descontar inflação) é de 20,2%, e na comparação com o mês anterior, que registrou R$ 127,44 milhões, o aumento é de 14,4%. De janeiro a julho de 2010, a arrecadação de tributos somou R$ 949,98 milhões.
Somente quanto às contribuições para o Imposto de Renda, o volume arrecadado em julho e pago à Receita Federal do Brasil chega a R$ 67,32 milhões; já no ano passado, registrou R$ 54,09 milhões. No ano, esse tributo soma R$ 396,96 milhões, contra R$ 393,62 milhões nos sete meses de 2009. O pagamento do Imposto de Renda (IR) é a maior arrecadação do Estado, representando, em julho, 56,06% do total arrecadado.

Mais recorde
Em todo o País, a receita arrecadada em julho soma R$ 64,21 bilhões, com alta (real) de 6,64% em relação a junho e 10,16% sobre julho de 2009. As demais receitas totalizaram R$ 3,759 bilhões, com alta real de 194,3% ante junho e 22,01% sobre julho de 2009, representando recorde neste ano, em que todos os meses a marca foi ultrapassada.
Nos sete primeiros meses do ano, já chega a R$ 67,41 bilhões a mais do que o registrado no mesmo período do ano passado. Segundo dados divulgados pela Receita, a arrecadação no período aumentou de R$ 380,04 bilhões (janeiro a julho de 2009) para R$ 447,46 bilhões (janeiro a julho de 2010), alta real de 12,2%. Levando-se em conta a correção da inflação pelo IPCA, a arrecadação teve um aumento no período de R$ 49,09 bilhões.

Aumento
De acordo com a Receita, a arrecadação no ano é puxada pelo crescimento do volume geral de vendas (14,5%), o aumento da produção industrial (16,54%) e da massa salarial (11,32%). A maior contribuição para o aumento da arrecadação foi o crescimento da receita com Cofins e PIS/Pasep, que nos sete primeiros meses deste ano cresceu R$ 14,057 bilhões. Esses tributos incidem sobre o faturamento da empresa e são considerados um termômetro do ritmo da atividade econômica.

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