Quinta, 23 de Novembro de 2017

Arquiteta tentou romper sociedade no dia do crime

8 JUL 2010Por 09h:51
MICHELLE ROSSI

Há quase uma semana preso em uma cela da 4ª Delegacia de Polícia, o projetista Luís Afonso Andrade, 42 anos, acusado de matar a arquiteta Eliane Nogueira, 39 anos, contou ontem, em entrevista ao Correio do Estado, que no dia do crime se reuniu com a esposa para tentar romper a sociedade e esclarecer assuntos financeiros.  Ele confirmou que ambos estavam se separando, mas precisa resolver algumas questões já que têm negócios juntos.

“Pela manhã ela me ligou cobrando um contrato que retirasse o nome dela da loja (Luz e Design, localizada na Rua José Antônio) e disse que o advogado dela passaria na loja para pegar o documento comigo. Mas à tarde, a história foi outra. Nós nos reunimos na loja e acabamos acertando as coisas de forma verbal, porque ela rasgou o contrato”, disse o projetista, que está preso desde o dia 2 deste mês, quando Eliane foi encontrada morta com o corpo carbonizado dentro de seu carro no Bairro Vilas Boas, em Campo Grande. O laudo pericial que indica a causa da morte ainda não divulgado.

Luís disse que sua situação financeira está bastante difícil e que inclusive tirou seu nome da loja em dezembro do ano passado, nomeando Eliane como proprietária. “Eu tenho uma dívida de cerca de R$ 50 mil reais com a loja. As coisas andavam bem difíceis para nós. Quando nós nos casamos éramos dois ‘quebrados’ e a proposta era um ajudar o outro – aliás, tínhamos essa cumplicidade. No último ano é que Eliane começou a ganhar um pouco mais de dinheiro, mas a situação ainda estava difícil”, disse.

Fora o endividamento da loja, Luís ainda disse que deve ao Banco do Brasil mais de R$ 100 mil, “em razão do mau-caratismo de um sócio  em outro negócio”, mas que estava há alguns meses tentando recompor a situação financeira com um trabalho que estava prestes a desenvolver em Curitiba (PR), cidade onde nasceu e morou até 2006, quando se mudou para Campo Grande. “Eu estava com projetos numa grande empresa lá de Curitiba e ia começar a colocar as contas em dia”, apontou.   

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