Segunda, 20 de Novembro de 2017

Armazenamento em MS deve ter solução até o final do mês

5 FEV 2010Por ADRIANA MOLINA01h:54
A falta de armazéns para abrigar a nova safra de grãos em Mato Grosso do Sul deverá estar solucionada até o final deste mês. Foi publicado ontem, pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), através da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o edital de leilão para o frete de 160 mil toneladas de milho de Mato Grosso do Sul. A contratação de transporte – uma das medidas para solucionar a crise da armazenagem no Estado, que precisa de espaço para a nova safra – será feita no próximo dia 11, e deve custar aos cofres federais cerca de R$ 17,5 milhões. As 160 mil toneladas do grão fazem parte das 660 mil toneladas que restaram da última safra. O montante deve sair dos armazéns nas próximas semanas para dar lugar à parte da soja que começou a ser colhida no Estado. Segundo Sérgio Rios, superintendente regional da Conab, a previsão é de que os caminhões comecem a ser carregados até o final do mês. “Se houver habilitação de transportadora, até dia 17 sai a documentação e, acredito que no máximo até dia 25, as cargas comecem a sair de Mato Grosso do Sul”, explica. O milho do Estado sairá dos municípios de Bonito, São Gabriel do Oeste, Dourados, Sidrolândia, Itaporã e Naviraí. Os destinos são armazéns de São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e algumas cidades da região nordeste do País. Entre as principais cargas está a de São Gabriel do Oeste, que soma cerca de 75,7 mil toneladas – a maior de todas. Dourados, um dos principais produtores de Mato Grosso do Sul, ocupa o terceiro lugar – terá cerca de 23 mil toneladas de milho transferidas a outros estados. Para Marisvaldo Zeuli, presidente do Sindicato Rural de Dourados, a saída do grão veio para salvar a situação de produtores, que vivem um momento crítico no município. “Eles estão vendendo milho a R$ 12, R$ 13 para poder desocupar os armazéns e colocar a soja que começaram ou ainda vão começar a colher”, conta. A previsão da safra de soja na região é de cerca de 8 milhões de toneladas. Cooagri E para piorar a situação, segundo o sindicato de Dourados, existe na região sul do Estado uma média de 15 armazéns da Cooperativa Agropecuária Industrial (Cooagri) por conta do processo de liquidação da empresa. Só nas proximidades do município são cerca de cinco. Os produtores tentam, na Justiça, conseguir o arrendamento desses locais de estocagem para aliviar o problema. “Se não conseguirmos utilizar esses armazéns teremos um problema sério nesta safra”, avalia Zeuli, lembrando que as únicas saídas serão vender barato o produto ou pagar caro pelo frete para estocar longe de onde foi colhido.

Leia Também