Sexta, 24 de Novembro de 2017

Armados com revólveres, menores cometiam assaltos desde domingo

1 SET 2010Por 06h:31
Os menores A.B.D.R., 15 anos, e P.O.R, 17 anos, envolvidos na briga de gangues que deixou uma criança de 12 anos baleada na noite de segunda-feira, em Campo Grande, começaram a praticar crimes na manhã de domingo e só pararam porque foram apreendidos anteontem. Informações repassadas pela Polícia Civil dão conta de que os dois estão envolvidos no assalto a farmácia da rede São Bento, ocorrido no último domingo, por volta das 9h30min, na Avenida Guaicurus.
Durante a ação os rapazes chegaram a disparar dois tiros dentro do estabelecimento e levaram R$ 450. No dia seguinte, segunda-feira, o adolescente de 15 anos participou, na companhia de Elvis de Souza Romero, 21 anos, do roubo de uma motocicleta Honda Fazer 250, no Bairro Moreninhas II.
Os adolescentes confessaram a participação nos crimes e contaram que as armas utilizadas também foram alugadas do rapaz de 24 anos, residente no Jardim Caiobá. No assalto da farmácia São Bento foram alugados dois revólveres calibre 38 ao valor de R$ 50 cada um. Já para roubar a motocicleta os rapazes desembolsaram R$ 50, porque só usaram uma arma.
O que chamou a atenção dos policiais é que o adolescente de 17 anos junto com Elvis havia alugado um imóvel na Rua Anhanguera, na Vila Ipiranga, para guardarem os produtos de assalto. Ao confessar o roubo da motocicleta o menor forneceu aos policiais o endereço da casa que haviam alugado e disse que lá encontrariam Elvis. Ao chegar ao local a PM encontrou a moto Fazer e outros produtos de roubo.
A PM entregou no Centro Especializado de Polícia Civil (Cepol) duas motocicletas, a Honda Fazer – produto de roubo – e a Titan Biz usada pelos bandidos na prática dos crimes.

Roubo da moto
Por volta das 16h40min do último domingo Elvis e o menor de 15 anos invadiram um escritório de contabilidade, situado na Rua Barueri, Bairro Moreninhas II, e obrigaram o dono do estabelecimento, um homem de 35 anos, a entregar a chave da motocicleta Fazer. Com a arma apontada para a cabeça, a vítima teve que procurar a chave e entregar todos os celulares da empresa. (KC)

Leia Também