Terça, 21 de Novembro de 2017

Área devolvida pela Kepler vai abrigar 900 moradias

23 JAN 2010Por 07h:59
A fabricante de silos de armazenagem Kepler Weber informou ontem à Prefeitura de Campo Grande que vai devolver parte do terreno de 80 hectares, cedido para sua instalação. Os 30 hectares – 300 mil metros quadrados – devolvidos serão usados para construção de 900 casas populares no Polo Empresarial Conselheiro Nelson Benedito Netto, área de 270 hectares localizada na saída para a cidade de Aquidauana. Conforme a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia e do Agronegócio (Sedesc), ainda não há previsão de entrega das moradias. Em carta, a empresa gaúcha solicitou reunião para tratar da devolução, pedida em março de 2009 pelo governo municipal depois do desapontamento econômico causado pela instalação da unidade local da Kepler. “A gente queria tudo, porque eles não fizeram tudo que prometeram. Mas antes pegar os 30 do que brigar por mais”, disse, por telefone, o vice- prefeito e titular da Sedesc, Edil Albuquerque. Segundo ele, a empresa não engrenou por “uma série de fatores, como problemas de logística”. No documento enviado à prefeitura, a Kepler afirma que o Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), financiador da construção do prédio na cidade, “autoriza o desdobramento da área”. A devolução será oficial após inspeção da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Semadur) no local. A prefeitura tem planos maiores para o Polo Nelson Benedito Netto. De acordo com Albuquerque, ele terá prioridade na instalação de novas empresas para fortalecer o núcleo empresarial que tem como vizinhos os bairros Vila Eliane e Serradinho. “Vamos endereçar novos empresários que queiram se instalar na cidade para aquela área”, afirmou o viceprefeito. O polo sul, nas Moreninhas, deverá receber mais investimentos para chamar a atenção de empresas. Fábrica de aviões As negociações estão avançadas para instalação de uma fábrica de aviões monomotores e ultraleves na Capital. O empreendimento pode criar até 600 empregos. Segundo o vice-prefeito, o grupo de investidores responsável pelo projeto é formado por ex-diretores de Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) – entre eles o engenheiro Ozires Silva, que fundou a companhia em 1969 e presidiu a empresa de aviação comercial Varig por três anos. “Existe a intenção de fabricar aviões particulares em uma área de 30 mil metros quadrados na região do aeroporto Santa Maria, em Lagoa Rica”, detalhou Albuquerque.

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