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Aquecimento do mar na Europa aumenta número de peixes

Aquecimento do mar na Europa aumenta número de peixes

FOLHA.COM

16/09/2011 - 18h30
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O aquecimento do mar causado pelas mudanças climáticas pode ser benéfico para algumas espécies de peixes e negativo para outras.

É isso que mostra um trabalho publicado nesta sexta-feira na revista "Current Biology".

Cientistas britânicos analisaram a evolução da população de peixes no nordeste do oceano Atlântico (na Europa), a partir de uma revisão de onze estudos publicados.

Os dados mostram que pelo menos 72% das espécies da região sofreram alterações populacionais significativas.

Dessas, três em cada quatro tiveram aumento da quantidade com o aquecimento nas últimas três décadas. As outras tiveram redução.

"As espécies mais ao sul, adaptadas às águas quentes, estão se ajustando melhor do que os peixes que habitam o norte", disse Stephen Simpson, da Universidade de Bristol, no Reino Unido.

Um exemplo é o bacalhau, peixe amante do frio: sua população caiu pela metade nas últimas três décadas.

O nordeste do Atlântico, que reúne cerca de 100 milhões de peixes, segundo estimativas, tem sido descrito como um "caldeirão das mudanças climáticas". Isso porque as elevações de temperatura na região podem chegar a quatro vezes a média mundial.

De acordo com Simpson, a temperatura das águas tem grande influência na maturação dos ovos dos peixes, no crescimento e na sobrevivência das larvas e na manutenção do fitoplâncton --camada de algas que é base da alimentação de muitas espécies.

MATO GROSSO DO SUL

Instituto diz que saneamento gera economia de R$ 16 bilhões para MS

Estudo apresentado pelo Trata Brasil na Governadoria aponta que universalização do saneamento deve render R$ 25 bilhões em benefícios até 2040; Estado projeta ser o primeiro do país a atingir a meta

22/06/2026 12h15

Governador Eduardo Riedel e Luana Pretto, diretora-executiva do Instituto Trata Brasil.

Governador Eduardo Riedel e Luana Pretto, diretora-executiva do Instituto Trata Brasil. Marcelo Victor/Correio do Estado

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A universalização do saneamento básico em Mato Grosso do Sul deve gerar um ganho líquido de R$ 16 bilhões até 2031, segundo estudo apresentado na manhã desta segunda-feira (22) pelo Instituto Trata Brasil, durante evento realizado na Governadoria, em Campo Grande.

O levantamento, apresentado pela diretora-executiva do Instituto Trata Brasil, Luana Pretto, avaliou os impactos econômicos e sociais da expansão dos serviços de água e esgoto no Estado e apontou que os benefícios ultrapassam significativamente os custos dos investimentos necessários para atingir a universalização.

De acordo com o estudo, o benefício bruto acumulado entre 2025 e 2031 deve alcançar R$ 25 bilhões. Mesmo após a universalização dos serviços, prevista para ocorrer antes do prazo estabelecido pelo Marco Legal do Saneamento, os ganhos continuarão sendo registrados. Até 2040, o benefício bruto total estimado chega a R$ 40 bilhões.

“O benefício do saneamento não termina quando a universalização é alcançada. Ele continua acontecendo, é um benefício que perpetua gerações”, destacou Luana Pretto durante a apresentação.

O estudo calcula que cada R$ 1 investido em saneamento básico em Mato Grosso do Sul gera retorno de R$ 5,09 para a sociedade, índice superior à média nacional, estimada em R$ 4,10.

Entre os principais impactos projetados até 2031 estão a redução de R$ 233 milhões em custos com saúde, R$ 8 bilhões em ganhos de produtividade no trabalho, quase R$ 1 bilhão em valorização imobiliária e R$ 1,2 bilhão relacionados ao turismo.

Além dos benefícios futuros, o levantamento também analisou os resultados obtidos nas últimas duas décadas. Entre 2005 e 2024, o avanço do saneamento em Mato Grosso do Sul gerou saldo positivo de R$ 19 bilhões, considerando fatores como redução de despesas com saúde, aumento da produtividade, valorização imobiliária e fortalecimento da atividade turística.

Durante o evento, o diretor-presidente da Sanesul, Renato Marcílio, afirmou que os resultados são consequência de uma política pública iniciada ainda na gestão do ex-governador Reinaldo Azambuja e mantida pelo governador Eduardo Riedel.

Segundo ele, o Estado já está em trajetória consolidada para alcançar a universalização dos serviços antes do prazo legal previsto para 2033.

"Os resultados são muito bons, falta bastante, mas o que eu falo, já está nos trilhos, já está encaminhado para que a gente consiga atingir a universalização, cinco anos antes do marco legal da obrigação legal, afirmou.

O avanço da rede de esgotamento sanitário foi destacado também por representantes das concessionárias e parceiros do setor. Conforme dados apresentados no encontro, houve incremento de 28% na cobertura de esgoto nos últimos três anos e meio, o equivalente a quase 110 mil novas ligações domiciliares.

Atualmente, são implantadas cerca de 3,9 mil novas ligações de esgoto por mês, beneficiando aproximadamente 12 mil pessoas mensalmente.

Primeiro Estado a universalizar

Ao encerrar o evento, o governador Eduardo Riedel afirmou que Mato Grosso do Sul está próximo de se tornar o primeiro estado brasileiro a universalizar o saneamento básico.

Segundo ele, o projeto começou a ser estruturado ainda em 2015 e passou por um longo processo de negociação com municípios, câmaras municipais, órgãos de controle e o mercado até a assinatura da parceria em 2021.

Riedel destacou que o avanço dos investimentos permitiu acelerar a expansão da cobertura e afirmou que o Estado conseguiu “dar uma virada de investimento maciço” em um curto espaço de tempo.

“A gente pode ter orgulho que Mato Grosso do Sul vai ser o primeiro estado do Brasil a ter o saneamento básico universalizado”, declarou.

O governador também citou que os investimentos previstos para 2026 somam R$ 722 milhões.

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Nova Regulamentação

Agetran autoriza teste de bicicleta elétrica e patinetes compartilhados

O período experimental terá duração de 90 dias, podendo ser revogado à qualquer momento

22/06/2026 12h00

Campo Grande abre caminho para patinetes e bicicletas elétricas compartilhadas em fase de testes

Campo Grande abre caminho para patinetes e bicicletas elétricas compartilhadas em fase de testes FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Através de uma publicação feita no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) desta segunda-feira (22), ficou estabelecido que Campo Grande passará por um período experimental para a operação de sistemas de patinetes e bicicletas elétricas compartilhadas. 

Os testes terão a duração de 90 dias e serão fiscalizados pela Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran). 

Inicialmente a implementação não será imediata e ainda não foi sinalizado qual ou quais empresas estariam interessadas em investir no projeto. 

Caso a empresa tenha interesse em assumir este projeto, será necessário submeter um Plano Operacional, cumprindo alguns requisitos básicos solicitados no Diogrande. 

De acordo com o Diário Oficial, as empresas terão que ter algumas garantias, como disponibilizar um canal gratuito para que os usuários e fiscalização, facilitando a comunicação entre empresa e cidadão. 

Devem garantir também a manutenção dos equipamentos e a preservação do bom estado para o uso. O recolhimento dos patinetes e bicicletas, também será de responsabilidade da empresa.

A Agetran ainda solicita que os dispositivos tenham tecnologias como GPS e um sistema chamado “geofencing”, que pode bloquear o uso ou limitar a velocidade em certas áreas, como calçadões e praças específicas. 

Ainda no plano operacional, terão que ser apresentados pontos como, as áreas exatas onde os equipamentos vão circular, a quantidade de patinetes e bicicletas que serão colocados nas ruas, como será feita a manutenção e o atendimento ao usuário e como a empresa vai monitorar a frota em tempo real.

A Agetran além de realizar a fiscalização durante o período experimental, fica sob incumbência da agência a delimitação de áreas onde poderá acontecer os patinetes e bikes poderão circular.
 

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