Política

FICHA LIMPA

Aprovação da lei atende clamor da população

Aprovação da lei atende clamor da população

DANÚBIA BUREMA

19/02/2012 - 00h04
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A decisão do Supremo Tribunal Federal de aprovar a constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa com aplicação a partir das eleições municipais deste ano atendeu ao clamor da sociedade brasileira que quer os políticos corruptos fora da administração pública. Essa é a avaliação de lideranças políticas de Mato Grosso do Sul.

Prova desse anseio são os crescentes movimentos populares e protestos, ocorridos inclusive em Campo Grande, pedindo a saída dos maus políticos, ressaltou o presidente regional do PSD e pré-candidato à Prefeitura de Campo Grande, ex-senador Antonio João Hugo Rodrigues. “O Supremo decidiu aquilo que na cabeça do eleitor já estava decidido”, afirmou.
Na avaliação do dirigente, há um movimento muito forte contra as pessoas que têm indícios de corrupção. E, segundo ele, a condenação que o eleitor fará nas urnas a partir deste ano não irá se restringir aos políticos condenados por colegiado ou que possuem sentença transitado em julgado — que serão enquadrados na lei — mas se estenderá a todos aqueles que possuem algum tipo de mácula em sua vida pública.

“Na cabeça do eleitor não é só a condenação. Ele acha que se o cara está indiciado ou está respondendo, ele já é um sujeito ficha suja. Isso é uma coisa muito forte que a gente observa entre os eleitores”, comentou.
 

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sem visita

Bolsonaro não sabia que carta seria publicada por Flávio, diz defesa

Filho está proibido por 90 dias de visitar o pai na prisão domiciliar

15/07/2026 21h00

Ex-presidente Jair Bolsonaro

Ex-presidente Jair Bolsonaro Foto: Agencia Brasil

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A defesa de Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (15) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que "jamais soube" que uma carta escrita pelo ex-presidente seria publicada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas redes sociais.

A manifestação foi motivada por um pedido de explicações solicitado pelo ministro Alexandre de Moraes, que suspendeu por 90 dias as visitas do parlamentar ao pai na prisão domiciliar. Segundo Moraes, o ex-presidente está proibido de usar as redes sociais, inclusive por meio de terceiros.

De acordo com os advogados, Bolsonaro não sabia que a carta seria postada e que o ex-presidente não prestou orientação ou combinação prévia.

"O peticionário jamais buscou utilizar terceiros para contornar as restrições impostas por Vossa Excelência, permanecendo fiel ao cumprimento das cautelares desde o início do regime domiciliar humanitário, comprometendo-se a continuar observando rigorosamente todas as condições estabelecidas por esse juízo", afirmou a defesa.

PGR

Após receber a manifestação da defesa, Moraes determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre o caso no prazo de cinco dias. 

O ministro vai decidir se Bolsonaro descumpriu a proibição de uso das redes sociais durante o cumprimento da prisão domiciliar e poderá determinar o retorno do ex-presidente para o presídio da Papudinha, em Brasília.

No ano passado, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo de trama golpista. Em seguida, após passar por uma cirurgia, ele ganhou o direito de cumprir prisão domiciliar. O ex-presidente se recupera de uma pneumonia bacteriana.

Eleções 2026

Soraya recua de acordo com Vander e mantém pré-candidatura ao Senado por MS

Após ser anunciada como primeira suplente pelo deputado federal, senadora divulga nota, reafirma projeto eleitoral e diz que decisão foi tomada em conjunto com a direção nacional do PSB e o vice-presidente Geraldo Alckmin.

15/07/2026 19h39

Senadora Soraya Thronicke decidiu manter sua pré-candidatura ao Senado por Mato Grosso do Sul.

Senadora Soraya Thronicke decidiu manter sua pré-candidatura ao Senado por Mato Grosso do Sul. Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

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A estratégia do campo político de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para unificar a disputa ao Senado em Mato Grosso do Sul sofreu uma reviravolta nesta quarta-feira (15).

Um dia após o deputado federal Vander Loubet (PT) anunciar, em entrevista ao Correio do Estado, que a senadora Soraya Thronicke (PSB) abriria mão da candidatura à reeleição para integrar sua chapa como primeira suplente, a parlamentar divulgou uma nota oficial informando que manterá sua pré-candidatura ao Senado nas eleições de outubro.

A decisão altera o cenário político apresentado na véspera e mantém, ao menos por enquanto, duas pré-candidaturas alinhadas ao governo federal na disputa pelas duas vagas ao Senado.

Na nota, Soraya afirmou que recebeu "com muita honra" o convite de Vander para compor uma chapa única, mas explicou que, após conversas com as lideranças nacionais do PSB e com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, decidiu permanecer na corrida eleitoral.

"Recebi com muita honra o convite do amigo e pré-candidato Vander Loubet para compor uma chapa única ao Senado Federal, na condição de sua suplente. No entanto, após um amplo diálogo com as lideranças do PSB e com o nosso vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, homem honrado e de reconhecida experiência política, ficou definida a manutenção da minha pré-candidatura ao Senado Federal", afirmou.

A senadora disse que seguirá na disputa com o apoio da legenda.

"Sigo nessa caminhada com o apoio do partido e a confiança de que estamos no caminho certo", declarou

Apesar de manter a candidatura própria, Soraya ressaltou que continuará atuando politicamente ao lado de Vander Loubet.

"Vander e eu continuaremos unidos, trabalhando pelo fortalecimento do campo democrático e pela eleição de parlamentares comprometidos com o desenvolvimento do nosso Mato Grosso do Sul e com a melhoria da vida da nossa população", afirmou.

O anúncio de Vander

Na terça-feira (14), em entrevista ao Correio do Estado, Vander Loubet afirmou que Soraya abriria mão da disputa pela reeleição para integrar sua chapa como primeira suplente. Segundo o deputado, a iniciativa havia partido da própria senadora.

"Ela decidiu ontem abrir mão da candidatura à reeleição para compor a chapa como minha primeira suplente. A ideia partiu da própria senadora", afirmou.

Na ocasião, Vander disse considerar a composição eleitoralmente estratégica e revelou que Soraya teria informado estar enfrentando questões de ordem particular, motivo pelo qual teria optado por não disputar um novo mandato no Senado.

"Foi uma ideia da própria Soraya. Eu considero uma composição muito boa, porque nos torna mais competitivos", declarou.

O parlamentar acrescentou que o entendimento entre ambos já estava consolidado e que faltava apenas uma conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que a chapa fosse oficialmente anunciada.

Vander reage à nota

Após a divulgação da nota de Soraya, Vander Loubet encaminhou um novo posicionamento ao Correio do Estado, reafirmando que jamais trabalhou para que a senadora desistisse da candidatura e que a possibilidade de ela integrar sua chapa surgiu por iniciativa da própria parlamentar.

Segundo o deputado, os dois tiveram uma conversa "séria e franca", ocasião em que Soraya teria comunicado sua decisão de deixar a disputa pela reeleição.

"Sempre respeitei a candidatura da Soraya e toda a articulação que construímos junto com o PSB foi justamente para ela ser candidata. Até a estratégia de comunicação estávamos construindo juntos. Jamais cogitei qualquer movimento para que ela deixasse de ser candidata. Essa decisão partiu dela, que me comunicou a desistência da candidatura", declarou.

Estratégia da aliança

A articulação entre PT e PSB ganhou força após avaliações internas apontarem que a manutenção de duas candidaturas do campo governista poderia fragmentar os votos e reduzir as chances de conquistar uma das duas vagas ao Senado por Mato Grosso do Sul.

Soraya deixou recentemente o Podemos para se filiar ao PSB justamente para integrar o projeto político alinhado ao governo federal no Estado. Inicialmente, a estratégia previa o lançamento de duas candidaturas ao Senado, uma pelo PT e outra pelo PSB.

Levantamentos divulgados neste mês colocam Vander Loubet e Soraya Thronicke em posições próximas nas intenções de voto. A avaliação de dirigentes do grupo era de que uma candidatura única permitiria concentrar recursos, estrutura de campanha e o apoio político do presidente Lula durante a disputa eleitoral.

Novo cenário

Com a decisão anunciada por Soraya nesta quarta-feira, a composição apresentada por Vander Loubet fica, ao menos por enquanto, suspensa.

A nota da senadora indica que, após diálogo com a direção nacional do PSB e com o vice-presidente Geraldo Alckmin, prevaleceu o entendimento de que ela deve permanecer na disputa por um novo mandato.

Dessa forma, o campo político de apoio ao presidente Lula volta a ter dois pré-candidatos ao Senado em Mato Grosso do Sul.

Apesar da divergência sobre a estratégia eleitoral, Vander Loubet e Soraya Thronicke afirmam que permanecerão aliados e continuarão dialogando em torno do projeto político para as eleições de outubro.

Confira a íntegra da nota oficial da senadora Soraya Thronicke

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Recebi com muita honra o convite do amigo e pré-candidato Vander Loubert para compor uma chapa única ao Senado Federal, na condição de sua suplente.

No entanto, após um amplo diálogo com as lideranças do PSB e com o nosso vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, homem honrado e de reconhecida experiência política, ficou definida a manutenção da minha pré-candidatura ao Senado Federal. Sigo nessa caminhada com o apoio do partido e a confiança de que estamos no caminho certo.

Vander e eu continuaremos unidos, trabalhando pelo fortalecimento do campo democrático e pela eleição de parlamentares comprometidos com o desenvolvimento do nosso Mato Grosso do Sul e com a melhoria da vida da nossa população.

Senadora Soraya Thronicke

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