Cidades

Rio Grande do Norte

Após desistência de doador, criança que esperava medula morre

Após desistência de doador, criança que esperava medula morre

G1

04/04/2014 - 18h30
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Morreu na noite desta quarta-feira (2) Marcos Luiz de Souza, de 9 anos, garoto portador de leucemia que aguardava na fila do transplante de medula após um doador compatível desistir no Rio Grande do Norte. A criança foi enterrada na tarde desta quinta-feira (3) no Cemitério Morada da Paz, em Parnamirim, na Grande Natal. O caso de Marcos foi mostrado em matéria exibida no dia 21 de março pelo RN TV 1ª Edição.

"A morte dele não vai ficar em vão. Sinto pena de pessoas que fazem teste para transplante de medula por modismo. O estado de saúde dele se agravou por causa da demora", afirma Mônica Xavier, mãe de Marcos. De acordo com ela, o filho ficou um ano e quatro meses na fila de espera, desde que descobriu ser portador de leucemia mieloide aguda.

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Quando não se encontra um doador na família, a proporção para se encontrar uma medula compatível é de um para cada 100 mil pessoas. De acordo com a médica Luciana Correa, a desistência do transplante tem sido cada vez mais comum. A oncologista explica que isso acontece principalmente pela falta de conhecimento sobre as técnicas.

"Você tem basicamente duas formas de fazer. Por uma máquina que faz a coleta de sangue periférica ou a coleta da própria medula óssea. As duas são indolores, não trazem malefícios para o doador, e só trazem benefícios para quem vai receber", afirma.

CAMPO GRANDE

Adriane Lopes pede esclarecimentos ao Judiciário sobre intervenção no transporte coletivo

O Executivo tem até esta quarta-feira (4) para entrar contra a decisão. Caso isso não ocorra, começa a contar o prazo de 30 dias para indicar o nome do interventor na concessão do Consórcio

02/02/2026 17h00

A Prefeitura tem até esta quarta-feira (4) para entrar contra a decisão do juiz Eduardo Lacerda Trevisan

A Prefeitura tem até esta quarta-feira (4) para entrar contra a decisão do juiz Eduardo Lacerda Trevisan FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Ainda sem decidir se o Município irá intervir ou não na administração do Consórcio Guaicurus, a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), solicitou esclarecimentos ao Judiciário para entender o formato proposto pelo juiz Eduardo Lacerda Trevisan, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos.

"O Município, através da Procuradoria-Geral, pediu esclarecimentos ao juiz, do formato que está propondo. Porque ele sugeriu uma intervenção, ele não decretou uma intervenção. Então, a procuradoria está avaliando para entender qual o próximo passo que o Município vai tomar em relação. Pediu esclarecimentos, embargos de declaração, para que a gente possa entender qual a visão do juiz e, se é uma determinação, o Município vai ter que avaliar como cumprir", disse a prefeita na manhã desta segunda-feira (2).

Apesar de ter sido intimado no final do ano passado, o Município teve tempo para avaliar a decisão, isto porque os prazos processuais da Justiça estavam suspensos desde o dia 20 de dezembro até a penúltima semana de janeiro, em razão do recesso do judiciário. Após este período, o Executivo teve mais 15 dias para entrar com uma liminar para tentar mudar a decisão.

Isso significa que a administração pública tem até esta quarta-feira (4) para entrar contra a decisão. Caso isso não ocorra, começa a contar outro prazo, o de 30 dias, para que o Município indique o nome de quem será o interventor na concessão do Consórcio Guaicurus.

Decisão

No dia 17 de dezembro, em meio a greve dos motoristas de ônibus, o juiz Eduardo Lacerda Trevisan, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, decidiu, sob tutela de urgência, que o Município deveria tomar posse da concessão, com apoio da Agereg e da Agetran.

Oriunda de uma ação popular movida pelo ex-candidato à Prefeitura de Campo Grande Luso Queiroz (Psol), a decisão foi sustentada por argumentos semelhantes aos que já estavam presentes no relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), entregue há três meses pelos vereadores.

Por exemplo, o juiz cita a idade envelhecida da frota, que não pode passar dos 5 anos, mas que hoje se encontra com 8 anos em média, além de alguns ônibus estarem com 15 anos, três vezes mais que o permitido no contrato.

Ademais, o magistrado menciona a transação suspeita de R$ 32 milhões feita para a empresa Viação Cidade dos Ipês, até o momento sem justificativa apresentada.

Em um dos argumentos, o juiz cita a conclusão dos vereadores na CPI, afirmando que foi apontado “descumprimento sistemático das obrigações contratuais por parte do Consórcio Guaicurus, revelando gestão financeira opaca e indícios concretos de irregularidades graves, assim como a necessidade imediata de intervenção administrativa e auditoria independente”.

“Alego que não obstante as recomendações da CPI, a prefeitura municipal nada fez e essa inércia estatal configura verdadeira conduta lesiva passível de controle judicial. Que do ato omissivo lesivo é necessária intervenção corretiva por intermédio da presente ação popular”, escreve Eduardo Trevisan na decisão.

“Partindo desses conceitos de serviço adequado e contínuo, entendo que, pelas provas que vieram aos presentes autos, é possível constatar indícios suficientes de má execução do contrato administrativo, o que vem em prejuízo de toda a coletividade”, acrescenta.

Em sua análise, o juiz deu prazo de 30 dias, após o prazo legal, para que o Município se manifestasse e nomeasse um interventor, pessoa que pode ser responsável por gerir o transporte público urbano de Campo Grande.

O Município também terá que apresentar plano de ação com cronograma para regularizar a atual situação do transporte público, sob pena de multa diária de R$ 300.000,00 a incidir por 100 dias.

Em caso da prefeitura assumir o serviço, isso significaria  arcar com os custos dos ônibus e dos funcionários que atuam no Consórcio Guaicurus. Somente o custo com o pessoal serial algo em torno de R$ 4 milhões mensais.

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Cidades

Chuva invade agência do Detran e atendimento é suspenso em Terenos

Corguinho chegou a registrar 162,8 mm

02/02/2026 16h45

Marcelo Victor/ Correio do Estado

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A Agência do Detran de Terenos suspendeu os atendimentos ao público nesta segunda-feira (2), após uma forte chuva invadir o espaço físico da agência.

A agência de Terenos, assim como as agências de Corguinho e Rochedo, está passando por reformas em sua infraestrutura. No entanto, com a ocorrência da chuva, a reforma deve atrasar.

No entanto, embora as condições adversas de tempo dificultem o andamento da manutenção, as equipes técnicas já estão trabalhando para realizar ajustes e finalização. A estimativa é que o atendimento presencial seja retomado até quarta-feira (4).

Chuvas

Os grandes volumes de chuva que atingiram Mato Grosso do Sul nas últimas 24 horas deixaram o Estado em alerta vermelho para acumulados de chuva. 

O aviso emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) alerta para o risco de alagamentos e transbordamentos de rios, além de chance de deslizamentos de encostas. 

Isso por causa dos volumes de chuva que caíram desde o final da tarde deste domingo até o início da manhã de hoje (2). 

Os maiores acumulados foram observados na cidade de Corguinho, na região da Fazenda Monte Alegre, onde chegou a 162,8 milímetros. Porto Murtinho, chegou a 100,2 milímetros. 

Na Capital, o acumulado registrado foi de 80,8 milímetros até às 8 horas da manhã desta segunda. De acordo com o Inmet, até às 16 horas, o volume já chegou a 11,3 milímetros e a previsão é de que as chuvas só parem depois de domingo.

Serviços digitais

Durante esse período em que a agência estará fechada ao público, o Detran-MS orienta que os cidadãos utilizem os serviços digitais, que continuam funcionando normalmente.

Pelo portal e pelo aplicativo Meu Detran MS é possível consultar veículos, emitir taxas, acompanhar processos e acessar diversos outros serviços.

Também está disponível a atendente virtual Glória, pelo WhatsApp (67) 3368-0500, para tirar dúvidas e orientar sobre os atendimentos.

*Colaborou Karina Varjão

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