Quinta, 23 de Novembro de 2017

Após altas, preços de verduras caem 15%

4 MAI 2010Por 07h:42
ADRIANA MOLINA

Depois de acumular altas que chegaram a 150% em alguns produtos nos últimos três meses, os preços dos hortifrútis em Campo Grande começaram a recuar na última semana e registraram queda média de 15%, conforme dados da Central de Abastecimento de Mato Grosso do Sul (Ceasa-MS). A alface, por exemplo, que entre janeiro e março subiu de R$ 1,20 para R$ 3 o pé nos mercados de sacolões da Capital − acréscimo de 150% − atualmente já pode ser encontrada a R$ 1,99, revelando queda de 33,6% frente ao preço anterior.

Na Ceasa-MS, a caixa da folhosa com 18 pés para venda no atacado, apresentou decréscimo de 48,3%, passando do pico de R$ 29, registrado no trimestre passado, para R$ 15 atualmente. Já o tomate longa-vida, o segundo com maiores altas no período, chegando a ficar até 100% mais caro, hoje custa no atacado R$ 40 a caixa com 25 quilos − 42,8% menos que os R$ 70 praticados durante o período das chuvas.

No varejo, o quilo do tomate chegou a custar R$ 4. Atualmente o consumidor paga em média R$ 2,40, o que significa redução de preço na ordem de 40%. Outros que tiveram valores bastante reduzidos foram o chuchu e o pimentão, que caíram cerca de 30% nos supermercados, chegando a atuais preços médios de R$ 2 e R$ 2,30 respectivamente.

Entre as frutas, destaque para a tangerina, que nos últimos dias caiu 42%. A melancia também teve redução significativa, de 35% no atacado, onde o quilo hoje custa R$ 0,55 na Ceasa-MS; e de 40% para o consumidor, com o quilo valendo em média R$ 0,98 nas gôndolas dos revendedores. A caixa do morango sofreu decréscimo de 25% no atacado e está cotada R$ 15 a caixa de 1,5 quilo. Nos mercados o preço oscila entre R$ 6 e R$ 8 o pacote com 250 gramas.
Mais queda

E nas próximas semanas, os hortifrútis devem ficar ainda mais baratos em Campo Grande, conforme estimativa do gerente da divisão de mercado da Ceasa-MS, Cristiano Chaves. “No geral a previsão é de que ocorra ainda queda média de 20%. Depois disso a tendência é estabilizar, pois estaremos no período de entressafra local e estabilidade nas regiões produtoras brasileiras de onde importamos”, explica.

Segundo Chaves, o tomate rasteiro poderá cair mais cerca de 6% nos próximos dias, e o longa-vida entre 3% e 4%. A alface acompanha a redução de preços dos dois produtos e a perspectiva é de que não recue mais que 6%.

Decréscimos maiores devem acontecer nas frutas como tangerina e melancia, por conta da alta oferta da época, de até 20%. “Mas preço do morango deve cair pouca coisa, no máximo 3%”, afirma.

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