Segunda, 20 de Novembro de 2017

Antônio João e André debatem cenário político

25 MAR 2010Por 01h:04
O suplente de senador Antonio João Hugo Rodrigues (PTB), sócio do Correio do Estado, disse ontem que a reunião com o governador A ndré Puccinel li (PMDB), na noite de terça-feira, não representa “namoro nem amizade”, apenas conversas sobre o cenário político de Mato Grosso do Sul. Esse foi o terceiro encontro entre os dois, depois de longo período de desavenças. O primeiro foi na residência do prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad (PMDB). Os dois últimos foram realizados na casa do presidente da Assembleia Legislativa, Jerson Domingos (PMDB). “Fomos bons amigos no passado, tivemos um período grande de rompimento e estamos nos aproximando para conversar. Nem namoro nem amizade, estamos conversando”, afirmou. “Fizemos uma análise do quadro político de Mato Grosso do Sul. Não me pediu para ser candidato a nada. Não me pediu para trabalhar para favorecer coligação com ele, até porque não depende de mim”, disse. “Sou um peão dentro do PTB”, completou. Quest ionado, A ntôn io João assegurou não ter tratado de espaço na chapa de André em uma eventual aliança do PTB com o PMDB. “Não tratamos disso, até porque ele também está esperando o PTB, e está esperando para decidir se ele vai apoiar o Serra (José Serra, virtual candidato do PSDB à Presidência da República) ou não vai”. O petebista reforçou que Ivan Louzada, presidente regional do PTB, é a pessoa autorizada a tratar de coligações. A ntôn io João refutou, ainda, a notícia divulgada em site local de que o encontro com o governador era secreto. Ele argumentou que, inclusive, anunciou em seu Twitter (microblog na internet) que iria à casa de Jerson Domingos. “Só não disse que ia conversar com o André. Também não teria por que dizer”, comentou. “Sou absolutamente l ivre para conversar com quem eu quiser. Aí, o pessoal acha que isso significa que vou para um lado ou vou para outro. Primeiro, tem que saber para onde meu partido vai, que eu não sei”, completou. O petebista ressaltou que lideranças políticas frequentemente solicitam reuniões com ele. “A Marisa pediu para falar comigo, o Delcídio, a Simone Tebet, o Nelsinho... Aliás, eu vivo me encontrando com as pessoas. Eu tento me afastar da política, mas não consigo porque as pessoas não deixam que eu me afaste. Eu, educadamente, atendo”, afirmou. Suplência Na segu nda-fei ra, A ntônio João recebeu o précandidato do PT à sucessão estadual, o ex-governador José Orcírio dos Santos. Na ocasião, o petista pediu ao empresário para permanecer na primeira-suplência do senador Delcídio do Amaral (PT), que tentará a reeleição nas eleições de outubro. Antonio João negou que tenha conversado com Orcírio sobre a vaga de vice na chapa do PT. “Nem falamos em vice (...), até porque não é um problema meu. Isso é um problema do PT. Ele (Orcírio) veio insistir comigo para que eu continuasse suplente do Delcídio. Eu disse que não depende de mim”, contou. Para o petebista, é necessário primeiro o PTB decidir coligação em nível nacional e regional e frisou que não cabe a ele discutir aliança partidária. “Quem tem que definir se o PTB vai coligar com o PT aqui é o Ivan Louzada, que é o presidente regional. E em nível nacional, é o Roberto Jefferson”, declarou. “Não adianta ninguém conversar comigo enquanto não tiver uma decisão do (diretório) nacional e do regional. Se o regional achar que deve coligar com o Serra, com a Marisa, estou impedido de ser suplente do Delcídio”.

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