Quinta, 23 de Novembro de 2017

Antigo, mas continua muito parecido

22 MAR 2010Por MARISA MUJICA, EMPRESÁRA01h:13
Pensamento escrito em 1931 diz que “É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos pela prosperidade. Por cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber. Quando metade da população entende a ideia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população vai sustentá-la, e quando essa outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação.” Tentando me aprofundar no que li, algo me veio à mente. Pequenos empresários reclamando que não conseguem contratar funcionários. Eles (candidatos a emprego) simplesmente se negam a ter a carteira assinada. Claro que você já entendeu por que. Como receber todas as bolsas se tiver a carteira de trabalho “maculada” por um registro? Pergunto então onde vamos chegar com essa política? Até quando o país vai conseguir crescer sem mão de obra especializada? O mundo inteiro se especializando e nós indo na contramão. Em vez de um movimento imenso em prol da preparação da população, que daria esperança aos jovens, e os motivariam a uma vida com mais respeito, conseguimos com essa política de receber sem esforço, manter a população nessa dependência, que propicia que seja usada como massa de manobra nas eleições. Sobram empregos e ninguém se preocupa com isso. Até quando a classe média, que cada vez está mais baixa , vai conseguir carregar esse fardo? Os ricos nunca gozaram de tanta tranquilidade. As grandes empresas, rezando na cartilha de quem mandam, só fazem crescer. Afinal sai barato financiar eleições. Nunca bancos ganharam tanto. Deixando o muito rico à vontade, e distribuindo bolsas para os pobres, sobra a classe média para pagar impostos e sustentar esse país. Pobre classe média desarticulada. Está precisando deixar de pensar somente no próprio umbigo e passar a pensar coletivamente. Não pode ter medo de protestar, de se articular, de fazer valer os valores que não podem ser enterrados definitivamente. Que país pode se tornar forte, se não tem uma população esclarecida, participante? E quem consegue isso, senão professores preparados, respeitados, e bem remunerados? Como são tratados nossos professores? Quem quer ser professor nesse país? Tirando os imensamente idealistas, quem quer se sujeitar a esses salários, a falta de respeito e até violência que são expostos. Cada vez mais os alunos podem tudo. O que falar da violência na rede pública de ensino.? Enquanto nossa educação estiver sendo tratada desse jeito, não acredito no futuro do nosso país. Pode dizer que crescemos nisso ou naquilo, mas não crescemos como gente, como cidadãos. Vamos continuar sendo o país do “GERSON”, o país que valoriza quem tem dinheiro, não importa como o fulaninho consegue o dinheiro. Que esperar de um jovem que vê um bandido ser respeitado, enquanto ele passa as maiores dificuldades por ser honesto?. Somos o país da impunidade, da falta de vontade política de fazer coisas certas,. Não adianta fazer discurso entre uma cerveja e outra, se na hora de votar, vai na conversa do comprade, na do amigo que conseguiu um “bico” com algum político, ou passa a achar que o seu voto não vai fazer diferença. FAZ DIFERENÇA SIM! E largue de preguiça e ajude a construir com sua consciência um país melhor para nossos filhos e netos.

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