Quarta, 22 de Novembro de 2017

André rejeita Murilo na vice e reafirma que a vaga é de Simone

17 MAR 2010Por 07h:11
A indicação do segundo candidato ao Senado é o que está faltando para completar a composição da chapa majoritária do governador André Puccinelli (PMDB), que disputará as eleições de outubro próximo. Ontem, ele confirmou que a prefeita de Três Lagoas, Simone Tebet (PMDB), será a vice, afastando definitivamente a possibilidade de repetir a “dobradinha” com Murilo Zauith (DEM). Segundo Puccinelli, ao atual vicegovernador reservou-se uma das vagas ao Senado. Mas o DEM não pretende lançar Zauith como candidato no sacrifício apenas para “tapar buraco”. Nas articulações políticas, o governador nunca escondeu a sua preferência pelo deputado federal Waldemir Moka (PMDB) na disputa pelo Senado. A outra vaga ele gostaria de ver nas mãos do senador Delcídio do Amaral (PT). Inclusive, teria liberado os deputados estaduais para fazer campanha a favor do senador Delcídio, desde que também fosse forte o apoio a Moka. O problema é que Puccinelli não pode deixar aberta a segunda vaga para o Senado, em sua chapa. Muito menos, causar irritação entre os eleitores douradenses. Daí a necessidade do sacrifício político. Diante da possibilidade de derrota, o deputado estadual Zé Teixeira, uma das maiores lideranças do DEM no Estado, sugeriu a manutenção de Zauith na vaga de vicegovernador. Entretanto, ontem Puccinelli praticamente descartou tal possibilidade: “a Simone só não será vice se não quiser”. O fato é que o governador está decidido a contar com o vice-governador na disputa pelo Senado, mesmo com mínimas chances de vitória. Desta forma, ele daria prestígio à Grande Dourados e capitalizaria votos na região. “No ano passado, em setembro ou outubro, Dourados fez movimento solicitando a vaga ao Senado”, lembrou, ontem, durante evento na governadoria. “Nós achamos razoável. Portanto, tem uma vaga reservada”, disse. “Eu fui a Dourados e, perante todos, disse que o Murilo só não será candidato se não quiser”, completou. De tão decidido a lançar o atual vice-governador ao Senado, Puccinelli não trabalha com “plano B”. “Se não for o Murilo será o Zauith”, brincou ao ser questionado sobre a hipótese de o democrata não aceitar ir para o sacrifício. Fonte parlamentar do PMDB disse que hoje termina o prazo para Zauith revelar ao governador se aceitará concorrer ao Senado. Enquanto não resolve seu futuro, o vice-governador esquiva-se da imprensa. Desde a semana passada, a equipe de reportagem tenta conversar com ele, sem sucesso.

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