Terça, 21 de Novembro de 2017

André ficará neutro na eleição para presidente, diz Temer

4 MAI 2010Por 07h:33
adilson trindade

O presidente nacional do PMDB e virtual candidato a vice-presidente na chapa de Dilma Rousseff, deputado Michel Temer (SP), disse que o governador André Puccinelli (PMDB) vai ficar neutro na sucessão presidencial. Temer admitiu na Agrishow, em Ribeirão Preto, interior paulista, a divisão do partido nos estados. Em algumas regiões, o PMDB estará em palanques separados. Como em São Paulo, onde o ex-governador Orestes Quércia manifestou preferência pela candidatura de José Serra.

Segundo Temer, em Mato Grosso do Sul o PMDB terá um “palanque duplo inverso”: Puccinelli, que concorrerá à reeleição, não deve receber nenhum dos dois candidatos à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a campanha eleitoral. Ele vai ignorar Dilma e Serra para não criar “embaraços políticos”.

O PT, porém, não acredita na neutralidade do governador. Muito menos o PSDB. O ex-governador José Orcírio dos Santos tem como certo o apoio de Puccinelli à candidatura do tucano José Serra à Presidência da República. A evidência está na aliança que o peemedebista está costurando com o PSDB, DEM e PPS, partidos do palanque de Serra.

Na Festa da Linguiça de Maracaju, a senadora Marisa Serrano, principal liderança do PSDB no Estado, assegurou mais uma vez estar acertado o apoio de Puccinelli a Serra na campanha presidencial. Só falta o governador anunciar a sua posição, o que deve ocorrer ainda neste mês. Ele não acredita na hipótese de o governador ignorar a campanha presidencial.

Apesar do racha do PMDB na sucessão presidencial, Temer disse estar confiante na vitória de Dilma Rousseff. Sobre o papel do PMDB na disputa presidencial, afirmou à Folha de São Paulo que o partido deve aliviar a resistência de setores mais conservadores da sociedade em relação a Dilma por oferecer um programa de governo menos radical.

Fazendo avaliação das parcerias nos estados, Temer disse que é grande a probabilidade de o PMDB de São Paulo também apoiar Dilma, apesar de o grupo liderado por Orestes Quércia ter preferência por Serra. O mesmo deve ocorrer em Santa Catarina.
“Em São Paulo, eu diria que a candidatura é matéria dividida, entre apoio ao PT e até uma eventual candidatura própria. Mas, muitos prefeitos e delegados apoiam a candidatura da Dilma”, comentou Temer.

Sobre a candidatura do peemedebista Hélio Costa ao governo mineiro, Temer espera fechar acordo ainda nesta semana para receber o apoio do PT local.

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