Sábado, 18 de Novembro de 2017

André e secretários terão reajuste retroativo

1 ABR 2010Por 21h:28

Flávio Paes

 

Os salários do governador e dos secretários de Estado, presidentes de estatais e autarquias serão reajustados 9%, sendo 5% retroativos a primeiro de dezembro e mais 3,88% aplicados sobre os vencimentos de abril, conforme prevê projeto de resolução aprovado ontem pela Assembleia, que restabelece a paridade entre o que ganha o governador e os desembargadores do Tribunal de Justiça. O salário de André Puccinelli (PMDB) passou de R$ 22.111,20 para R$ 23.216,76 em dezembro de 2009. A partir do mês que vem, o valor sobe para R$ 24.117,57. Os secretários, que hoje ganham R$ 14.900, 00, receberão R$ 16.200,00.

Segundo o líder do Governo na Assembleia, Youssef Domingos (PMDB), o reajuste concedido ao governador e aos integrantes do 1º escalão teve uma parcela (5%) retroativa a dezembro do ano passado, porque em 2009 os secretários e o próprio André Pucinelli não tiveram o aumento que o funcionalismo público recebeu em maio.

A remuneração do governador serve de teto para limitar o salário de alguns funcionários de carreira, especialmente nas áreas do fisco, da Procuradoria e da Defensoria Pública, delegados mais antigos, de classe especial, oficiais dos bombeiros e da Polícia Militar.

Apesar dos protestos dos funcionários administrativos da educação e da resistência dos delegados, contrários a mudanças no critério de promoção para o topo da carreira (a classe especial), o governo conseguiu aprovar todos os projetos, prevendo um reajuste linear de 5% para os 60 mil servidores estaduais. O índice chega a 14% para alguns segmentos específicos dos servidores, caso dos funcionários de nível médio. O impacto final sobre a folha de pagamento vai ser de R$ 8 milhões.

Não houve avanço para os servidores administrativos da educação, que na última terça-feira conseguiram adiar a votação do projeto que trata do reajuste da categoria. Eles lotaram o plenário da Assembleia para pressionar os deputados. O governador não aceitou retomar as negociações e acabou prevalecendo sua proposta de 7% de reajuste , ante os 22% solicitados pela categoria.

Segundo o presidente da Federação dos Trabalhadores em Educação (Fetems), Jaime Teixeira, o reajuste concedido "é irrisório". Para os que recebem o menor salário (R$ 500 mais abono de R$ 10), o aumento será de R$ 35, "valor que não paga nem um botijão de gás", calcula.

 

Outros poderes

Enquanto no Executivo o reajuste médio é de 5%, os servidores da Assembleia Legislativa vão receber 20%, sendo 10% a partir de abril e o restante em novembro. Os funcionários do Judiciário terão aumento de 5% (impacto de R$ 846 mil sobre a folha) e os da Defensoria Pública, 9%.

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