Política

'BANDEIRA DA PAZ'

André diz que não desgosta de José Orcírio

André diz que não desgosta de José Orcírio

ADILSON TRINDADE E ROBERTA CÁCERES

29/04/2012 - 13h55
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O governador André Puccinelli (PMDB) reagiu acenando com a “bandeira da paz” às declarações do seu grande rival político, ex-governador José Orcírio dos Santos (PT), que o apontou como seu principal cabo eleitoral na disputa por vaga na Câmara Municipal de Campo Grande. José Orcírio disse isto em resposta ao desafio de André de que “cortaria o saco” se obtivesse 30 mil votos para vereador. O governador evitou polemizar ainda mais às suas declarações preferindo falar de relacionamento saudável com os adversários políticos. Ele disse, ontem, não ter mágoa e muito menos deseja mal ao seu rival político.

“Eu gosto dele (José Orcírio)”, declarou André em resposta ao questionamento sobre ser rotulado de cabo eleitoral do ex-governador depois de de propor de cortar seu órgão genital se o rival conseguir expressiva votação para vereador. “Eu não desgosto de ninguém que seja um ser humano”, prosseguiu o governador.

André lembrou da rivalidade com José Orcírio na política de Mato Grosso do Sul e dos grandes embates nas ruas em busca de voto. “O Zeca (José Orcírio) já falou mal de mim uma vez, eu já falei mal dele uma vez”, ressaltou o governador. Mas agora espera não repetir mais o nível do debate. A ideia do governador é elevar a discussão para se concentrar em propostas para Campo Grande durante a campanha eleitoral.

Ele lembrou ainda dos embates com outras lideranças políticas que hoje estão se alinhando ao PMDB. “Dagoberto (Nogueira, presidente regional do PDT) já falou mal de mim uma vez, eu já falei mal do Dagoberto uma vez, quem é que nunca falou mal do outro?”, observou o governador André Puccinelli.

Seguem presos

Após audiência de custódia, Justiça mantém prisão de influenciador Eduardo Razuk e irmão

Ambos foram indiciados por lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração ilegal de loterias

20/08/2026 18h45

Eduardo Razuk

Eduardo Razuk Foto: Reprodução / Instagram

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Os irmãos Eduardo Rezende da Silva Razuk e Rafael Rezende da Silva Razuk seguirão presos, decisão que ocorre após audiência de custódia realizada na manhã desta quinta-feira (20), no Fórum de Campo Grande.

Segundo a Justiça, Eduardo, que possui milhares de seguidores nas redes sociais usava duas empresas, uma da Paraíba e outra do Rio de Janeiro para lavar o dinheiro que arrecadava com as rifas milionárias feitas por ele na internet, empresas essas que também tinham como clientes traficantes de drogas e outros criminosos. 

Presos desde a última terça-feira (18), ambos foram indiciados por lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração ilegal de loterias. 

Ao Correio do Estado, Tiago Bunning, advogado de defesa de Eduardo Rezende destacou que a Justiça se apegou a uma interpretação jurídica para manter a prisão dos irmãos. Apesar de Eduardo utilizar o termo "rifa", o que ocorria na prática eram sorteios, e que toda a movimentação do dinheiro era publicizada e declarada pelo influenciador, o que segundo o advogado rechaça a possibilidade do influenciador lavar dinheiro. 

"Todos os sorteios eram realizados e auditados por uma loteria do estado da Paraíba, além disso, todo o dinheiro e patrimônio dele (Eduardo) é declarado e posteriormente pago imposto. (...) rifa é dferente de sorteio, rifa você escolhe um número", destacou Bunning. 

À reportagem, afastou a possibilidade de lavagem de dinheiro, uma vez que influenciador, segundo ele, apenas fazia a divulgação dos sorteios. 

"Não há lavagem de dinheiro porque ele declara tudo o que possui, a origem do dinheiro é lícita. Os bens estão bloqueados, os carros foram apreendidos, se ele fizesse tudo isso que está sendo imputado e mantivesse a divulgação, me desculpe, mas ele seria um idiota (o que não é)", disse o advogado.

A prisão foi realizada pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (Dercc) por meio da Operação Rodas da Sorte, que cumpriu 13 mandados de busca e apreensão e 4 mandados de prisão, sendo dois em Campo Grande, um em João Pessoa (PB) e outro no Rio de Janeiro (RJ).

Eduardo Razuk, de 32 anos, campo-grandense, principal alvo da ação é famoso nas redes sociais por realizar e divulgar rifas que prometiam como prêmio carros de luxo.

Por lei, as rifas com fins lucrativos são proibidas no Brasil, o que se configura contravenção penal, permitidas apenas se forem feitas sob a organização de instituições filantrópicas.

Uma denúncia feita no início deste ano deu origem a uma investigação que constatou que Eduardo Razuk e seus sócios supostamente faziam a lavagem do dinheiro arrecadado nas rifas com a ajuda de duas empresas de fora do Estado.

A estratégia jurídica e comercial fraudulenta utilizada, segundo a polícia, mascarava a contravenção penal de exploração de jogos de azar como se fossem autorizadas é definida como “falsa roupagem lícita às rifas ilegais”.

Ao todo, 22 veículos foram apreendidos na operação. Entre os automóveis recolhidos estão modelos de alto valor, como um Volkswagen Arteon, veículo pouco comum no Brasil, com valor estimado entre R$ 800 mil e R$ 900 mil. Também estão entre os carros uma BMW avaliada em aproximadamente R$ 1 milhão e uma RAM estimada em mais de R$ 600 mil.

Com carros que ultrapassam R$ 13 milhões, as rifas dos sorteios custava poucos reais. Na página utilizada para comercialização dos bilhetes, campanhas recentes apresentavam cotas por R$ 0,99, R$ 1,49, R$ 2,49 e R$ 2,99.

Entre os prêmios anunciados estava um Porsche 911 GTS, modelo que pode ultrapassar R$ 1 milhão no mercado. No site, a participação era oferecida por R$ 2,99. A campanha aparece como concluída, com sorteio indicado para 11 de julho deste ano.

O modelo de negócio permitia que milhares de pessoas participassem das campanhas pagando valores baixos, enquanto os prêmios utilizados para atrair compradores eram veículos de elevado valor de mercado.

Conforme o regulamento disponibilizado aos participantes, os sorteios utilizariam como referência a extração da Loteria Federal realizada na data indicada em cada campanha.

Para chegar ao bilhete vencedor, seriam utilizados os três últimos algarismos do primeiro e do segundo prêmios da extração. Se, por exemplo, os números terminassem em 345 e 746, a cota vencedora seria 345.746.

Caso o número não tivesse sido vendido, entraria em funcionamento a regra de aproximação, avançando numericamente até encontrar uma cota adquirida.

Horas antes de ser preso, o influenciador estava em Angra dos Reis (RJ). Mesmo após a prisão, conteúdo relacionado às rifas seguiu em seu perfil no Instagram. 

Em abril de 2020, ele chegou a ser preso em Campo Grande por suspeita de receptação de um Toyota Corolla XRS com placas paraguaias. O veículo havia aparecido em vídeos publicados pelo próprio influenciador e, posteriormente, foi localizado e apreendido pela Polícia Civil.

*Saiba

Conforme os prazos, a Polícia Civil deve concluir o inquérito até a quinta-feira (27). Após o prazo, o Ministério Público decide se oferece ou não a denúncia. 

Negativa

Ex-deputado Neno Razuk continua preso após ter Habeas Corpus negado na Justiça

Defesa deve entrar com recurso sobre novo pedido de soltura já na próxima semana

20/08/2026 17h15

Ex-deputado estadual Neno Razuk (PL) durante reunião da CCJR

Ex-deputado estadual Neno Razuk (PL) durante reunião da CCJR Luciana Nassar/Alems

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Preso desde o início do mês, o ex-deputado Roberto Razuk Filho (Neno Razuk) seguirá na Penitenciária Federal de Campo Grande após a Justiça negar novo pedido de soltura nesta quinta-feira (20). 

A unanimidade sobre a manutenção sobre a prisão de Razuk foi mantida após decisão da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS). 

Advogado de defesa, Ricardo Souza Pereira destacou que após a negativa de soltura, a defesa entrará com novo recurso já no início da próxima semana com intuito de derrubar a decisão mais recente junto ao Superior Tribinal de Justiça (STJ). 

"Vamos entrar com recurso ordinário constitucional para tentar caçar essa decisão no STJ alegando ausência de contemporaneidade, inesistencia dos requisitos de prisão preventiva, bem como a incompetência do juízo de piso", declarou o advogado. 

Ao Correio do Estado, disse que o recurso deve ser formalizado já na próxima semana. Cabe salientar que o ex-deputado foi preso em uma blitz na fronteira com a Bolívia no último dia 2 deste mês. 

Após ficar mais de um mês foragido, fato negado pela defesa, foi detido inicialmente na Delegacia da Polícia Federal de Corumbá, na divisa com Puerto Quijarro, cidade boliviana. 

O ex-parlamentar seguia de carro em direção a Santa Cruz de la Sierra quando foi detido. 

Após ser preso, foi encaminhado ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL) para exame de corpo de delito e posteriormente trazido até a Penitenciária Federal de Campo Grande, onde permanece preso. 

Jogo do Bicho

Neno Razuk é um dos réus em investigação decorrente da Operação Successione, que apura a atuação de uma organização criminosa ligada à exploração ilegal do jogo do bicho no Estado.

Em denúncia apresentada pelo MPMS, o ex-deputado, familiares e outros investigados são apontados como integrantes de uma estrutura criminosa ligada à exploração de jogos de azar em MS. 

Após o MPMS suspeitar que Neno teria deixado o Brasil, o órgão ministerial solicitou que ele fosse inserido na lista vermelha de procurados da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol). 

Em nota, a defesa do ex-deputado disse que ele entrou na Bolívia antes da expedição do mandado de prisão, não se apresentando à Justiça de forma imediata em razão da ausência da completude de julgamento.

Segundo à defesa, a captura perante a polícia boliviana impossibilitou que ele se apresentasse espontanemante no Brasil. 

Ao todo, 20 pessoas foram denunciadas na quarta fase da operação. Entre os acusados estão, além de Neno, o pai e irmãos do ex-parlamentar.

A acusação sustenta que o grupo teria utilizado uma estrutura armada e recorrido a outros crimes para garantir espaço e domínio na exploração da contravenção em Mato Grosso do Sul.

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