Sábado, 18 de Novembro de 2017

André deve apoiar Dilma para evitar Lula no palanque de Orcírio

3 MAR 2010Por 05h:45
O governador André Puccinelli (PMDB) deve fechar pacto com o Planalto para apoiar a candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência da República. Assim, André espera não ter o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha de seu maior adversário, José Orcírio dos Santos (PT), para a sucessão estadual. “No momento oportuno, o André vai marcar posição em favor de Dilma. Isto se confirmar o acordo nacional do PMDB com o PT”, revelou o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Jerson Domingos, depois de conversar com o governador sobre o caminho que ele vai tomar na sucessão presidencial. Com a mudança de rumo, Jerson assegurou a adesão de todo o PMDB à campanha de Dilma Rousseff em Mato Grosso do Sul. “A nossa estratégia é enfraquecer a candidatura do Zeca (José Orcírio)”, justificou o deputado ao esclarecer o motivo que está levando o PMDB a se juntar a Dilma. Na conversa com os seus correligionários, o governador avalia ser mais arriscado para o seu projeto eleitoral enfrentar José Orcírio com apoio do presidente Lula na campanha em Mato Grosso do Sul a ter a senadora Marisa Serrano (PSDB) como a terceira via. O PMDB avalia, ainda, segundo Jerson, “a hipótese de Marisa não concorrer à sucessão estadual”. A maior preocupação do PMDB é com o envolvimento de Lula na campanha de José Orcírio. “Não podemos vacilar”, comentou. Então, a primeira medida é não construir palanque para José Serra em Mato Grosso do Sul. Mas também não há garantia de o PMDB montar palanque para candidata petista. “O nosso desejo é evitar justamente a presença dela e de Lula em Mato Grosso do Sul, para não atrair atenção do eleitorado à candidatura de José Orcírio”, observou. André, no entanto, vem declarando que só vai tomar uma decisão no dia 31 deste mês. Jerson antecipou a tendência do governador. “Na verdade, André vai seguir a orientação do comando do PMDB nacional, de apoiar a Dilma”, disse. “Assim, André aborta a participação do presidente Lula e da Dilma na campanha do Zeca do PT (José Orcírio)”, ressaltou. A indicação de André ficar com Dilma, segundo Jerson, está na sua mudança de comportamento. Ele passou a rasgar elogios ao presidente Lula. “Em Dourados, ele tratou o presidente da República por ‘tio Lula’ e chamou a ministra Dilma de ‘fada madrinha’”, disse o deputado.

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