Quarta, 22 de Novembro de 2017

André chama petistas de burros e ociosos

23 JAN 2010Por Lidiane Kober07h:45
O governador André Puccinelli (PMDB) chamou ontem os deputados petistas de burros e ociosos. A primeira crítica surgiu ao ser questionado pela imprensa sobre o motivo pelo qual não revelou a deputados do PT quais os bancos onde foram feitos os depósitos milionários e o rendimento dos juros. Puccinelli confirmou manter uma fortuna em “bancos oficiais”, sem citar nomes, e insistiu em não dar detalhes sobre o montante à oposição. Ele disse que o recurso já chegou à ordem de R$ 850 milhões, porém, agora, o valor seria um pouco inferior. Em novembro do a no passado, ao ser questionado pelo deputado estadual Paulo Duarte (PT) sobre quanto o governo tem aplicado, em que bancos e os rendimentos (taxas de juros) do montante, Puccinelli encaminhou à Assembleia Legislativa apenas cópia de balanço financeiro, publicado no Diário Oficial. “Lá está tudo. Basta pegar os balancetes e não ser burro”, declarou. “As informações estão defasadas e não responderam às simples perguntas que fiz”, rebateu o parlamentar petista. Segundo ele, o Executivo lhe repassou uma cópia do balancete do segundo quadrimestre de 2009. Um dos motivos que levaram Paulo Duarte a requerer dados ao governo foram “informações desencontradas” sobre a reserva financeira. O secretário de Obras, Edson Giroto, chegou a declarar que o governo teria em caixa, rendendo juros, R$ 2,4 bilhões. Puccinelli irritou-se com a informação do secretário, mas continuou mantendo mistério sobre os detalhes da reserva financeira do Estado. “Parece que o governo está deixando de fazer coisas para gastar em ano eleitoral. Está faltando combustível para as viaturas da polícia, nas estradas falta manutenção, então, qual o motivo para aplicar o dinheiro do Estado?”, questionou Paulo Duarte. Para o deputado, o fato de o governador tê-lo chamado de burro “mostra o desequilíbrio de André”. “Uma mera pergunta, que o governador tem obrigação de responder, já que o dinheiro não é dele, mas da população, não é motivo para partir para o xingamento”, reagiu. Diante da atitude de Puccinelli, Paulo Duarte deve procurar a Justiça para obter as informações sobre a reserva financeira do governo aplicada em bancos. “Se o governador insistir em tratar o Estado como conta pessoal, vou à Justiça”, prometeu. Contudo, Puccinelli não se intimidou com a ameaça do petista. “Vão à Justiça, lá é o palco para dirimir todas as dúvidas. É um direito que eles têm”, disse. O governador se manteve firme na decisão de não revelar onde a reserva financeira está aplicada e a que taxas de juros. “Isso não precisa e nem quero dizer e nem vou dizer”, insistiu. “Estão em bancos oficiais”, completou, sem dar mais detalhes. Sobre o valor da reserva, pela primeira vez, Puccinelli falou sobre os números. Ele informou que o montante já chegou a R$ 850 mi l hões. “Agora é um pouco menos”, completou. Porém, o governador não e x pl ic ou p or - que a verba diminuiu. Ele só deu a entender que a queda teria relação com o fato de os recursos serem or iu ndos d a “ fonte 100”, ou seja, as transferências voluntárias ao Estado. Ociosos Antes da polêmica sobre a reserva financeira do Estado, Puccinelli chamou os petistas de ociosos. A crítica ocorreu durante sua manifestação no ato de lançamento da 14ª edição do Showtec, a ser realizado de 2 a 4 de fevereiro em Maracaju. O gover n ador encerrou comentário sobre a importância da mobilização de todos no sentido de criar novas tecnologias p a r a m e l h o r a r os resu ltados da produção com a citação: “aos que ficarem na ociedade, mandaremos um telegrama, PT saudações”.

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