Quarta, 22 de Novembro de 2017

André afasta possibilidade de trocar Serra por Dilma

27 AGO 2010Por 18h:28
lidiane kober

O governador André Puccinelli (PMDB) considerou normais as críticas recebidas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no comício em favor das candidaturas dos petistas José Orcírio dos Santos e Dilma Rousseff e disse que, na verdade, os adversários estão com “dor de cotovelo”. Dessa forma, ele afastou a possibilidade de trocar o palanque do tucano José Serra pelo de Dilma e ressaltou não saber de onde saiu a informação do jornal a Folha de S. Paulo de que teria mandado emissários para buscar uma reaproximação com a petista.
Em comício na última terça-feira, o presidente afirmou que o governador estaria apropriando-se dos investimentos federais para colher dividendos políticos e declarou-se chateado pelo fato de Puccinelli tê-lo chamado de pai e elogiado Dilma e, depois, ter pulado para o palanque do adversário da candidata do PT. “As críticas fazem parte do jogo eleitoral, mas não as considero procedentes”, disse Puccinelli ontem, no desfile em homenagem ao aniversário de Campo Grande. “Basta pegar os convênios das obras para verificar que a contrapartida do Estado vai de 10% a 40% do total de recursos aplicados”, completou.
Por causa dos ataques, o governador avaliou que os adversários estão com “dor de cotovelo”. “Eles não tiveram a mesma competência para trazer tanto dinheiro como eu”, alfinetou. “Por isso, tem que dar risada da dor de cotovelo deles”, acrescentou.
Sobre as especulações de que, de olho na popularidade de Lula e no crescimento de Dilma na corrida presidencial, estaria disposto a mudar de lado na batalha eleitoral, Puccinelli descartou a hipótese. “Não tem nada disso”, garantiu. “Firmamos uma coligação com o bloco do PSDB, com base na nossa história e levando em conta conveniências eleitorais”, explicou. “Se eu não ficasse com os tucanos, provocaria uma terceira candidatura na disputa pelo Governo do Estado”, completou, referindo-se à intenção de o PSDB lançar a senadora Marisa Serrano (PSDB) na briga pela sucessão estadual, caso o PMDB não oferecesse palanque a Serra em Mato Grosso do Sul. 

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