A tropa de choque do governador André Puccinelli na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul foi acionada para defender o nome do deputado federal Edson Giroto como candidato a prefeito de Campo Grande. Na sessão de ontem (15), o líder do PMDB na Casa, Eduardo Rocha, usou a tribuna para abrir caminho, afirmando com todas as letras que o seu preferido é o parlamentar federal. Rocha é esposo da vice-governadora Simone Tebet e, com certeza, está afinadíssimo com as articulações partidas da Governadoria e não bateria de frente com as pretensões da cúpula.
O deputado Márcio Fernandes, do PTdo B, vice-líder do Governo não se fez de rogado em usar o microfone para anunciar que também apoia o nome de Giroto. Passado o período de Carnaval, os pronunciamentos devem se intensificar.
O objetivo dessa ação é claro, ou seja, André tem em Giroto, o seu mais fiel escudeiroi desde quando foi prefeito de Campo Grande. Além do mais, está previsto para o início de março o anúncio do nome escolhido - via pesquisa de opinião pública - para disputar a sucessão de Nelsinho Trad.
Ontem pela manhã, durante formatura dos sargentos da Polícia Militar, o governador disse acreditar que na pesquisa as "lembranças'' serão suficientes para demonstrar à população que "o voto será acertado".
Se a questão é ''lembrança'', Giroto leva vantagem sobre os demais principalmente que até então seu principal cabo eleitoral, que é o governador, sempre ressaltou seu trabalho como secretário de obras por oito anos na Capital e, agora, como carreador de recursos para a cidade.
O hoje deputado federal foi secretário municipal de Obras de André e exerceu função semelhante no primeiro mandato deste como governador, saindo para disputar uma cadeira na Câmara Federal, sendo eleito pelo Partido da República PR) e posteriormente assinando filiação no PMDB. Portanto, são praticamente 12 anos tendo o nome trabalhado continuamente.
Paulo Siufi é vereador de Campo Grande por dois mandatos enquanto Mandeta foi secretário de Saúde e tem em seu currículo uma epidemia de dengue. Embora aliados, também não ''rezariam na mesma cartilha'' do governador.
Há de se ressaltar que eleger Giroto prefeito de Campo Grande é sonho antigo de André Puccinelli. Ele até idealizou de fazer o colaborador seu sucessor ao em vez de Nelsinho Trad. Mas Giroto foi abatido, à época, por denúncias e fraco desempenho nas pesquisas.
No centro da imagem, Thales Tomazelli e Eduardo Riedel assistindo à palestra de Copolla/Gerson Oliveira

