Domingo, 19 de Novembro de 2017

Amarok: te cuida, Hilux

12 FEV 2010Por 07h:47

Demorou mas, finalmente, a Volkswagen entra no território das picapes médias com pretensões ambiciosas: voltar a ocupar o primeiro lugar nas vendas mundiais nos próximos 5 anos. É claro que, sozinha, a Amarok, que vai competir por aqui principalmente com a Toyota Hilux e abocanhar vendas da Nissan Frontier e Mitsubishi L200 Triton, que têm preços próximos, não será a única arma usada para chegar novamente ao topo, mas, certamente dará uma boa mãozinha. De quebra, a nova picape vai dar à Volkswagen a experiência que faltava no segmento que vem crescendo em países emergentes e muito importante nos Estados Unidos. O propósito é entender o mundo das picapes para, aí sim, avançar sobre o espinhoso mercado norte-americano, onde um erro poderia colocar os planos em risco. Por isso, a Amarok será comercializada em 50 países da Europa, África, Ásia e América do Sul. Mas não na terra de Barak Obama. Das linhas instaladas na cidade argentina de Pacheco, na grande Buenos Aires, sairão neste primeiro ano 90 mil unidades do modelo, sendo 10 mil delas destinadas ao Brasil, onde chega às lojas em abril. Em 2011, a ideia é montar 120 mil veículos, com 15 mil destinados às cerca de 60% das concessionárias brasileiras – ou cerca de 350 delas. Os números de produção são um tanto modestos para quem deseja desbancar Toyota, Nissan e GM, empresas que vendem alguns milhões de veículos por ano do topo do ranking de marcas. Mais que gerar grandes volumes de venda, a função da Amarok é mesmo servir de iniciação para a marca.

Inovação

Mesmo na condição de estreante, a Volkswagen decidiu

aplicar na Amarok conceitos pouco usuais para

uma picape média. A proposta de fazer um utilitário

que tenha a maneabilidade e conforto de um carro de

passeio não é nova, mas aparentemente a marca alemã

levou mais a sério. E esse conceito é ainda mais acentuado

na configuração destinada ao Brasil. Trata-se da

versão Highline, a mais luxuosa delas. Ela vem sempre

com interior em couro, rodas aro 18 e pneus 255/60, CD

changer com tela de 7 polegadas touch screen no console

central e ar-condicionado automático dual zone.

O habitáculo também segue esta lógica e traz o design

e o acabamento típico dos carros de passeios da marca,

com detalhes como apoio de braço central, porta-óculos,

gaveta sob o banco do motorista, espelho interno

iluminado e vários porta-objetos.

Até mesmo o motor TDI 2.0 biturbo a diesel é originário

de automóveis “normais”, como Passat ou Golf. Ele

tem 163 cv, 40,8 kgfm de torque e um comportamento

extremamente suave e macio. Junto com ele, a Amarok

traz boas doses de tecnologia embarcada, principalmente

no que se refere a dirigibilidade e estabilidade. Tem

ABS com distribuidor de frenagem que atua individualmente

em cada roda, controle de tração e airbag duplo.

Um dos dois únicos opcionais é o programa eletrônico

de estabilidade, ESP, que é de série na versão europeia

– o outro é rodas aro 19.

As rodas até enfeitam o carro, mas não ajudam em

meio a uma trilha. Já o ESP inclui um sistema de assistência

em rampas, que retarda a liberação do freio em

3 segundos nas subidas com inclinação superior a 3º e

limita a velocidade a 30 km/h e aciona a reduzida em

descidas com inclinação maior que 9º.

Bem equipada

Mesmo de série, a Volkswagen dotou a Amarok de

alguns recursos bastante úteis para o off-road. Caso

do ABS off-road, uma configuração que permite curtos

travamentos da roda – o que reduz a distância de

frenagem em terra. E, é claro, o sistema de tração com

acionamento do 4X4 e da reduzida e do bloqueio manual

do diferencial traseiro por meio de botões no console

central.

A Amarok tem uma configuração – diesel, com tração

4X4, cabine dupla – que responde aproximadamente por

metade do mercado, que foi de quase 110 mil picapes médias

em 2009 no Brasil. Mas a montadora alemã planeja lançar

ainda versões apenas com tração 4X2, com tração permanente

e também com cabine simples até o final de 2011.

Como o modelo só chega em abril no Brasil – na Europa desembarca

em março –, a Volkswagen preferiu não divulgar o

preço. Só admite que vai rivalizar com os modelos japoneses

como Toyota Hilux, Nissan Frontier e Mitsubishi L200 Triton,

os mais modernos e luxuosos do mercado brasileiro. O

que permite prever que o preço da Amarok vai oscilar entre

os R$ 110 mil e os R$ 120 mil das rivais.

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