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Aluno de medicina é preso sob suspeita de tráfico na Grande SP

Aluno de medicina é preso sob suspeita de tráfico na Grande SP

FOLHA ONLINE

16/04/2011 - 21h43
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Um estudante de medicina de 22 anos foi preso em flagrante sob suspeita de tráfico de drogas, por volta das 20h30 desta sexta-feira (15), na rua Jardelina de Almeida Lopes, no bairro de Alto do Ipiranga, em Mogi das Cruzes (Grande São Paulo). Ele estava viajando a caminho de um evento esportivo, segundo a Secretaria de Segurança Pública.

Após uma denúncia de que estudantes de medicina estariam transportando uma grande quantidade de drogas em uma viagem, policiais militares interceptaram os ônibus de excursão em que os estudantes estavam.

Ao revistarem um dos veículos, os PMs encontraram, no compartimento das bagagens, uma mochila com um cachimbo, um bico para bombas esportivas, um pacote de papel para cigarros e uma caixa de iPhone que guardava 29,49 gramas de maconha, além de três frascos plásticos.

Um dos frascos estava vazio, o segundo tinha 14 comprimidos em pedaços e oito comprimidos de cor rosa, e o terceiro guardava 21 invólucros de cocaína. Foram encontrados também cinco frascos de lança-perfume.

O caso foi registrado no 1º DP de Mogi das Cruzes. As drogas foram apreendidas e serão periciadas.

O estudante foi preso e está na cadeia da cidade aguardando transferência para o Centro de Detenção Provisória, informou a SSP.

ISCARIOTES

Policiais "trocam" de lado e atuam no tráfico e contrabando

Operação da Polícia Federal contra grupo que trazia mercadoria ilegal prendeu dois agentes que já foram investigados

19/03/2026 08h00

A Polícia Federal e a Receita visitaram ontem o Camelódromo de Campo Grande, onde quatro boxes foram alvo de busca e apreensão e fechados

A Polícia Federal e a Receita visitaram ontem o Camelódromo de Campo Grande, onde quatro boxes foram alvo de busca e apreensão e fechados Marcelo Victor / Correio do Estado

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A Polícia Federal (PF) e a Receita Federal deflagraram ontem uma operação contra grupo criminoso envolvido com o contrabando de produtos que entravam no País sem nota fiscal.

Durante a investigação, foi descoberto que policiais civis, tanto da ativa como da reserva, atuavam em conjunto com a organização. Um dos envolvidos já foi alvo de outras duas operações, a Omertà e a Snow, por lavagem de dinheiro e tráfico de drogas.

A operação, denominada Iscariotes, cumpriu quatro mandados de prisão, dois deles contra os policiais civis Célio Rodrigues Monteiro, conhecido como Manga Rosa, e Edivaldo Quevedo da Fonseca.

Célio é velho conhecido do noticiário policial, não só pelo atendimento prestado, mas sim por já ter sido duas vezes flagrado em operações passadas.

A primeira foi em 2020, quando foi um dos alvos da terceira fase da Operação Omertà, do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), por participação em lavagem de dinheiro.

Em 2023, porém, a Justiça absolveu Márcio Rios e Célio do crime de lavagem de dinheiro.

Entretanto, durante a Operação Snow, foi alvo de busca e apreensão do Gaeco em 2024. A investigação apurava um esquema de tráfico de cocaína com participação de agentes de segurança pública, e Célio teria sido flagrado em uma das conversas com traficantes. Entretanto, em nenhuma dessas operações o policial foi condenado.

Ainda na ativa, Célio chegou a receber progressão de carreira em janeiro deste ano, conforme publicação no Diário Oficial do Estado (DOE). Ocupando o cargo de investigador de polícia judiciária ele chegou ao nível cinco da carreira. Até o mês passado, o salário dele era de R$ 14,1 mil. Ele atua na Delegacia de Sidrolândia.

Agora, novamente alvo de investigação e de novo preso, o policial é suspeito de integrar organização criminosa que atua na prática de contrabando, descaminho, lavagem de capitais e outros crimes.

A Polícia Federal e a Receita visitaram ontem o Camelódromo de Campo Grande, onde quatro boxes foram alvo de busca e apreensão e fechadosPF e Receita Federal apreenderam mercadorias no Camelódromo - Foto: Marcelo Victor / Correio do Estado

De acordo com a Polícia Federal, a investigação apurou que policiais atuavam desde o “fornecimento e monitoramento de informações sigilosas extraídas de sistemas policiais oficiais até o transporte físico das mercadorias, com aparente utilização da função pública para favorecer a atuação do grupo”.

“No curso da investigação, foram realizados diversos flagrantes, inclusive envolvendo a atuação direta de policiais”, diz nota da Polícia Federal.

SEGUNDO POLICIAL

O segundo policial preso é Edivaldo Quevedo da Fonseca, que já havia sido detido em dezembro de 2024 pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Na época, ele estava com o carro cheio de mercadorias do Paraguai sem nenhuma documentação.

Após a prisão, Edivaldo, que é vinculado à 5ª Delegacia de Polícia Civil, recebeu liberdade em 2025, mas assumiu o compromisso de comparecer à Justiça Federal, confirmar endereço fixo e informar o local de trabalho. O investigador recebe salário de R$ 14,6 mil por mês.

MANDADOS

A Operação Iscariotes, deflagrada ontem, cumpriu 31 mandados de busca e apreensão em Campo Grande e algumas cidades de Minas Gerais.

Na Capital, muitos dos mandados foram cumpridos no Camelódromo. Quatro boxes do local e uma sala no piso superior foram interditados durante a manhã de ontem, quando os policiais cumpriam as ordens judiciais.

Segundo a PF, “a operação decorre de investigação de longo curso, que revelou a atuação estruturada de um grupo criminoso especializado na importação fraudulenta de grande quantidade de eletrônicos de alto valor agregado, desacompanhados de documentação fiscal e sem a devida regularização perante os órgãos de controle aduaneiro. Após o ingresso irregular no País, os produtos eram distribuídos em Campo Grande e em outras unidades da Federação, especialmente no estado de Minas Gerais, muitas vezes de maneira fracionada em meio a cargas lícitas”.

“No curso da investigação, foram realizados diversos flagrantes, inclusive envolvendo a atuação direta de policiais”, completa a PF, em nota.

SEJUSP

A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), em nota, afirmou que acompanhou as investigações por meio das corregedorias das instituições estaduais.

“A Sejusp ressalta que não compactua com quaisquer desvios de conduta por parte de seus servidores, adotando postura de rigor e transparência na apuração dos fatos.

Destaca, ainda, que serão instaurados os competentes processos administrativos disciplinares para a apuração individual de eventuais responsabilidades, e tomará medidas cabíveis necessárias ao longo de toda apuração.

A secretaria reafirma seu compromisso com a legalidade, a ética e a integridade no serviço público”, conclui a nota.

*Saiba

Além dos mandados de prisão e busca e apreensão, a PF também cumpriu um mandado de monitoração eletrônica e 12 de indisponibilidade de bens de pessoas físicas e jurídicas, no valor de R$ 40 milhões, incluindo o sequestro de pelo menos 10 imóveis e 12 veículos.

(Colaborou João Pedro Zequini)

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SAÚDE

Com 900 na fila, MP quer rapidez em consulta de doenças hepáticas

Os sintomas das doenças hepáticas são silenciosos no começo, o que aumenta a necessidade de atendimentos frequentes e diagnóstico precoce

19/03/2026 08h00

Hospital do Pênfigo, em Campo Grande, realiza transplantes de fígado desde julho de 2024

Hospital do Pênfigo, em Campo Grande, realiza transplantes de fígado desde julho de 2024 Divulgação/Hospital do Pênfigo

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Após receber a denúncia de que mais de 900 pessoas aguardam uma consulta especializada em hepatologia em Campo Grande, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) instaurou inquérito civil para investigar a demora para atendimento no setor e a atuação dos gestores para ampliação do serviço especializado em doenças hepáticas.

Na edição de ontem do Diário Oficial do MPMS, o órgão anunciou a abertura de inquérito civil para “apurar a demanda reprimida por consultas especializadas em hepatologia no Município de Campo Grande”.

O procedimento deve servir para “acompanhar as providências adotadas pelos gestores públicos para ampliação da oferta assistencial, organização da linha de cuidado das doenças hepáticas e estruturação da rede de atenção especializada no âmbito do SUS”.

Ao Correio do Estado, o MPMS explica que a ação começou após o Núcleo de Apoio Especial à Saúde (Naes) alertar sobre o tamanho da fila de espera para consultas hepáticas. Em meio a isso, destacou que o Hospital Adventista do Pênfigo realizou mais de 50 transplantes de fígado em pouco mais de um ano e meio de funcionamento.

“Na época, o Naes informou que mais de 900 pacientes aguardavam avaliação especializada, situação que motivou a abertura da investigação pela 32ª Promotoria de Justiça de Campo Grande. Em informações mais recentes prestadas pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), esse número foi atualizado para 176 pacientes ainda na fila de espera”, explica o MPMS em nota.

Diante disso, a 32ª Promotoria de Justiça de Campo Grande enviou ofícios às Secretarias de Saúde municipal e estadual para mais informações sobre a demanda reprimida no setor, como dados sobre consultas, ambulatórios especializados e filas de espera.

“Embora haja estrutura para transplante hepático, ainda não existe serviço formalmente reconhecido como referência em hepatologia, capaz de absorver toda a demanda de pacientes com doenças crônicas do fígado”, pontua o MPMS.

Sobre o tempo de espera, o órgão se limitou a dizer que “solicitou à Sesau dados sobre a data da solicitação mais antiga registrada no sistema de regulação”, que evidenciaram que “há pacientes aguardando há longo período, o que reforça a necessidade de estruturar um serviço de referência em hepatologia para evitar encaminhamentos tardios de casos graves”.

Por fim, o MPMS disse que, além das secretarias, também pediu mais informações para o Hospital Adventista do Pênfigo, a Santa Casa de Campo Grande, o Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap) e o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS).

“Todas essas instituições foram chamadas a prestar dados sobre consultas, estrutura assistencial e filas de espera. Esclarecemos que nenhuma dessas instituições está sob investigação”, conclui o órgão em resposta à reportagem.

ATUAÇÃO

Esta não é a primeira vez que o MPMS se envolve em casos de demanda reprimida de atendimentos de consultas especializadas na saúde pública de Campo Grande. Em setembro do ano passado, a Sesau entrou na mira do órgão fiscalizador após uma fila de 2,8 mil pessoas para uma consulta em cardiologia ser exposta.

Na ocasião, o MPMS entrou no assunto após instauração de notícia de fato que apontava para uma demanda reprimida, principalmente voltada a consultas especializadas em cardiologia para adultos, após um idoso de 73 anos comunicar o caso enfrentado por sua esposa.

Enfrentando risco de complicações cardiovasculares decorrentes de um problema ocular, a paciente em questão buscou uma ótica para tratar um problema de visão, providenciando inicialmente duas lentes corretivas.

Passado um mês do uso da primeira lente e começo da segunda, a mulher apresentou uma piora e chegou a perder cerca de 90% da visão do olho direito, sendo constatada necessidade de cirurgia após diagnóstico de um derrame na veia ocular.

Em resposta, a Sesau explicou que a solicitação em questão foi feita em 5 de maio de 2025 e agendada para 29 de julho, gerando, portanto, quase três meses de espera.

Diante disso, a notícia de fato evoluiu para inquérito civil em 17 de setembro. A Pasta também está na mira do MPMS pelas possíveis falhas no atendimento de pacientes diabéticos no SUS, uma vez que os profissionais endocrinologistas estariam em falta, assim como medicamentos essenciais ao controle da doença.

Já em junho de 2025, a investigação foi instaurada pela suspensão dos atendimentos ambulatoriais e cirúrgicos para pacientes com doenças urológicas na Santa Casa e, consequentemente, em quase toda a Capital, que estava em vigor desde o início do ano passado.

Desde então, a prefeitura informou ao MPMS que ao menos 1.572 pacientes passaram a aguardar na fila por procedimentos urológicos, enquanto repasses firmados em convênios – como a transferência de R$ 3,6 milhões em emendas parlamentares federais e estaduais especificamente para a prestação desse serviço – podem ter ficado pelo caminho.

Em Campo Grande, o agendamento de novas consultas urológicas pelo SUS ficou suspenso, pelo menos, até o dia 21 de maio de 2025.

*Saiba

A hepatologia é essencial para a descoberta de doenças relacionadas com o fígado, a vesícula biliar e as vias biliares. Na maioria dos casos, doenças hepáticas começam silenciosas, o que torna as consultas frequentes.

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