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Aluno armado provoca tumulto em escola de Manaus

Aluno armado provoca tumulto em escola de Manaus

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04/05/2011 - 02h00
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Com uma arma calibre.40 nas mãos, um adolescente de 15 anos provocou pânico e correria entre alunos do ensino médio na manhã desta terça-feira (3), na Escola Estadual Josué Cláudio Souza, na zona leste de Manaus. Segundo a Secretaria de Educação, não houve feridos. O garoto foi apreendido por policiais militares.

O tumulto aconteceu no intervalo, por volta de 9h40. No turno da manhã, estudam na escola ao menos 590 alunos. A maioria estava no pátio quando o jovem apareceu com uma pistola e apontou para um colega de 17 anos. Os dois são alunos do primeiro ano e entraram na escola neste ano.

Segundo testemunhas, ele chegou a engatilhar a pistola --de uso exclusivo das Forças Armadas-- com 15 munições, mas o colega tentou dominá-lo. O garoto de 15 anos correu e se escondeu no banheiro. Em seguida, soldados da 13ª Companhia Interativa da Polícia Militar, que tem sede em frente à escola, chegaram e apreenderam o adolescente. A ação demorou menos de dez minutos, relatam alunos.

A assessoria de imprensa da Secretaria de Educação informou que, na semana passada, o garoto já havia levado para a escola uma arma de brinquedo e apontou para o mesmo colega. O aluno recebeu uma medida socioeducativa --ajudar em tarefas na escola-- e se mostrou disciplinado e tranquilo, segundo a secretaria.

Para os alunos, o tumulto trouxe à tona a lembrança do massacre na escola municipal Tasso da Silveira, em Realengo (zona oeste do Rio), no dia 7 de abril. "Eu fiquei no corredor desesperado, o pessoal corria muito. Só fiquei tranquilo quando os policiais chegaram e o pegaram no banheiro", disse um aluno de 16 anos.

Nesta terça à tarde, o adolescente prestava depoimento na Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais. Aos policiais militares, ele deu duas versões de como conseguiu a arma. Primeiro, afirmou que a adquiriu por R$ 1.000. Depois disse que achou a pistola, mas não informou em que lugar.

A mãe do garoto, que o acompanha na delegacia, não falou com a imprensa.

PROCON

Bancos e operadoras lideram ranking de reclamações em MS

Bradesco, Vivo, Claro, Energisa e Banco BMG estão entre as empresas mais acionadas pelos consumidores em 2025

15/03/2026 16h00

Ao todo, o Procon realizou 22.980 atendimentos entre janeiro e dezembro do ano passado

Ao todo, o Procon realizou 22.980 atendimentos entre janeiro e dezembro do ano passado Divulgação

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Serviços bancários, de telefonia e de energia elétrica concentraram a maior parte das reclamações registradas por consumidores em Mato Grosso do Sul ao longo de 2025. Dados divulgados pelo Procon estadual mostram que instituições financeiras e operadoras de telecomunicações lideram o ranking de empresas mais demandadas do Estado. 

Ao todo, o Procon realizou 22.980 atendimentos entre janeiro e dezembro do ano passado. Desse total, 12.811 foram queixas relacionadas a produtos ou serviços, que passaram por análise técnica para comprovação da relação de consumo. Após essa etapa, 6.445 reclamações foram classificadas como fundamentadas, ou seja, quando há indícios de descumprimento das normas previstas no Código de Defesa do Consumidor.

De acordo com o levantamento, apenas 41% dessas reclamações foram atendidas pelas empresas, enquanto a maior parte terminou sem solução direta apresentada ao consumidor. 

Entre as companhias com maior número de reclamações estão dois bancos, duas operadoras de telefonia e uma concessionária de energia elétrica: 

  • Banco Bradesco
  • Telefônica Brasil (Vivo)
  • Claro S.A.
  • Energisa Mato Grosso do Sul
  • Banco BMG

Entre essas empresas, o banco Bradesco aparece com 197 reclamações fundamentadas, sendo a companhia mais acionada pelos consumidores sul-mato-grossenses no período analisado.

Principais motivos das reclamações

Os registros do Procon apontam que os problemas mais frequentes variam conforme o setor, mas seguem alguns padrões.

No caso dos bancos, as principais queixas envolvem cobrança de serviços não contratados, problemas com cartão de crédito e crédito consignado, além de dificuldade para cancelamento de contratos.

Já nas operadoras de telefonia, consumidores relataram cobranças indevidas, oferta não cumprida, instabilidade ou má qualidade de internet e telefonia, além de dificuldades para cancelar planos.

No setor de energia elétrica, as reclamações mais comuns dizem respeito a cobranças consideradas abusivas, informações insuficientes sobre o serviço e problemas no faturamento da conta de luz.

Base de dados pública

O cadastro de reclamações fundamentadas é publicado anualmente pelos órgãos de defesa do consumidor e reúne casos em que houve análise técnica da relação de consumo.

Além do relatório estadual, o site do Procon também disponibiliza dados produzidos por 20 dos 45 Procons municipais de Mato Grosso do Sul, ampliando o monitoramento sobre a relação entre empresas e consumidores no Estado.

O levantamento completo pode ser consultado na página oficial do Procon-MS.

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DADOS ALARMANTES

Tentativas de feminicídio em 2026 quase dobram em relação ao ano passado

Além das sete mortes já registradas este ano, ano também acumula 27 tentativas de assassinato, se consolidando como uma das épocas mais violentas para mulheres em MS

15/03/2026 15h31

Tentativas de feminicídio já acumulam 27 registros em 2026

Tentativas de feminicídio já acumulam 27 registros em 2026 Foto: Gerson Oliveira / Arquivo

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Números atualizados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp-MS) confirmam que 2026 já é um dos piores anos para as mulheres no território sul-mato-grossense, já que, além dos sete feminicídios registrados, houveram também 27 tentativas de assassinato em 75 dias, quase o dobro de 2025 no mesmo período analisado.

Desde o dia 1º de janeiro deste ano, 27 mulheres já sofreram alguma tentativa de assassinato por companheiros ou familiares homens, dos quais oito ocorreram em janeiro, 10 em fevereiro e 9 nas duas primeiras semanas de março, média de uma tentativa a cada 72 horas. Os números ficam mais alarmantes quando comparados com os anos anteriores.

Em 2025, também nos primeiros três meses, somaram-se 14 tentativas de feminicídios (seis em janeiro, cinco em fevereiro e três em março), a metade do acumulado em 2026. No ano passado, a estatística terminou com 88 tentativas. Já no ano anterior, em 2024, foram 19 tentativas no primeiro trimestre, também abaixo em comparação com 2026.

O ano mais recente que ultrapassa a marca registrada atualmente é 2023, quando Mato Grosso do Sul catalogou incríveis 41 tentativas de assassinato contra mulheres nos primeiros 90 dias do ano, uma média próxima de uma tentativa a cada dois dias. Naquele ano, o Estado terminou com 126 registros.

Vale destacar que tentativa de feminicídio é crime hediondo no Brasil, como prevê a Lei 14.994/2024 do Código Penal, e é caracterizado quando o agente tenta matar uma mulher por razões da condição de sexo feminino, mas não consuma o ato por circunstâncias alheias à sua vontade. Geralmente, a pena para este tipo de crime alcança entre oito a 10 anos de prisão.

Violência doméstica

Conforme dados do Monitor da Violência contra a Mulher, MS registrou 4.378 casos de violência doméstica em 2026. Considera-se violência doméstica qualquer ato de agressão (física, psicológica, sexual, moral ou patrimonial) que cause dano à mulher, no âmbito familiar, doméstico ou de relação íntima, baseando-se no gênero para impor sofrimento, controle ou humilhação, previsto dentro da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/06).

Recentemente, um caso ganhou repercussão em Campo Grande por envolver o médico e diretor-presidente da Secretaria Municipal de Esporte (Funesp), Sandro Benites, após uma mulher de 43 anos, que afirma ser companheira de Sandro nos últimos seis anos, período em que ela relata ter sido alvo de humilhações, ameaças, repressões e controle emocional. 

Com isso, a mulher registrou boletim de ocorrência por violência psicológica e conseguiu medida protetiva contra Sandro. Um dia após o caso vir à tona, ele foi exonerado do cargo pela prefeita Adriane Lopes (PP), sob justificativa de "esclarecer fatos de caráter pessoal".

Feminicídios em 2026

O caso mais recente aconteceu no dia 8 de março, justamente no Dia Internacional da Mulher. A indígena Ereni Benites, de 44 anos, morreu carbonizada após a casa onde morava pegar fogo durante a madrugada, em uma aldeia no interior do estado, no município de Paranhos.

O principal suspeito do crime é o ex-companheiro da vítima, de 52 anos, que foi preso em flagrante pela polícia.

Com a morte de Ereni Benites, Mato Grosso do Sul passa a registrar sete feminicídios em pouco mais de 50 dias de 2026.

A 6ª morte ocorreu no início da manhã do dia 7 de março, em Anastácio, a 122 quilômetros de Campo Grande. Leise Aparecida Cruz, de 40 anos, foi encontrada morta em casa, na Rua Professora Cleusa Batista. O principal suspeito é o marido da vítima, Edson Campos Delgado, que acabou preso.

Inicialmente, Edson disse às autoridades que havia encontrado a esposa sem vida e levantou a hipótese de suicídio. No entanto, durante as investigações, confessou ter asfixiado a mulher.

Também no dia 6 de março morreu Liliane de Souza Bonfim Duarte, de 52 anos, que estava internada após ser brutalmente agredida pelo marido em Três Lagoas.

Ela foi atacada com golpes de marreta no dia 3 de março. Após o crime, foi socorrida e transferida para o Hospital da Vida, em Dourados, mas não resistiu aos ferimentos.

No dia 25 de fevereiro, Beatriz Benevides da Silva, de 18 anos, foi assassinada em Três Lagoas. O autor do crime foi o namorado da jovem, Wellington Patrezi, que procurou a polícia e confessou o feminicídio.

Em 22 de fevereiro, Nilza de Almeida Lima, de 50 anos, foi morta a facadas em Coxim. O principal suspeito é o próprio filho da vítima, de 22 anos.

Em 24 de janeiro, a aposentada Rosana Candia Ohara, de 62 anos, foi assassinada a pauladas pelo marido em Corumbá.

Já o primeiro feminicídio de 2026 em Mato Grosso do Sul ocorreu em 16 de janeiro, na aldeia Damakue, em Bela Vista. A vítima, Josefa dos Santos, de 44 anos, foi morta a tiros pelo marido, que em seguida tirou a própria vida.

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