Sábado, 18 de Novembro de 2017

Alimentos puxam inflação, que sobe 0,49% na Capital

6 MAI 2010Por 06h:44
ADRIANA MOLINA

Puxada novamente pelo grupo alimentação, a inflação de Campo Grande registrou, em abril, alta de 0,49%. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), calculado pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais (Nepes), da Universidade Anhanguera-Uniderp, verificou ainda que, com o percentual, a inflação acumulada no quadrimestre na Capital já atinge 60% da meta anual prevista pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
De janeiro a abril, Campo Grande teve inflação de 2,7%, enquanto a meta do governo federal é de 4,5%. Isso significa que nos próximos oito meses, a cidade terá que manter percentuais mensais na casa dos 0,22% − missão quase impossível com as crescentes altas dos alimentos, principalmente das carnes: a bovina subiu 2,34% em média. Alguns cortes chegaram a subir 7,42% no último mês, como no caso da paleta.

“Porém, o CMN nos deu uma margem de tolerância de 2 pontos para mais ou para menos. Com isso, acredito que poderemos ficar dentro da meta, que passa a ser de, no máximo, 6,5%”, explica o coordenador do Núcleo, Celso Correia de Souza. Ele calcula, que, embora a carne tenha ficado mais cara por conta da alta na arroba do boi de cerca de 10% nos últimos meses, os hortifrútis devem, de certa forma, estabilizar a inflação em Campo Grande por conta da trégua das chuvas que já começou a reduzir os preços neste mês. “Acredito que isso deve fazer com que a inflação na Capital fique em torno de 0,3% nos próximos meses”, prevê.

Com a estimativa do coordenador, o acumulado anual deve chegar a 5,1%, cerca de 13,3% mais que o planejado pelo CMN, porém dentro do tolerado pela margem, de até 6,5%. Outra colaboradora para controlar o índice, segundo Souza, deve ser a recente decisão de aumentar a taxa Selic em 0,75%, passando de 8,75% para 9,5%. Para ele, a ação deve impactar positivamente no controle dos preços em Campo Grande. “Isso faz com que os juros de mercado subam, dificultando o acesso ao crédito, consequentemente reduzindo o consumo. Sem demanda, há excedente de oferta e queda de preços”, constata.

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