Quarta, 22 de Novembro de 2017

Alguns frequentadores têm perfil diferenciado

25 FEV 2010Por 04h:36
Na Biblioteca Pública Estadual Dr. Isaías Paim, alguns visitantes são bastante diferentes do que usualmente se vê em outros estabelecimentos do gênero. “Recebemos todos os tipos de pessoa. Mas os mais inusitados são os moradores de rua que vêm até aqui”, declara Aparecido Melchíades, coordenador da biblioteca. Inúmeros visitantes do local, que recebe cerca de 50 a 80 pessoas por dia, vêm de lugar nenhum e vão para lugar algum. Aparecido conta que eles não dão detalhes sobre suas vidas, mas passam o dia inteiro lendo e pesquisando no local. “Alguns são moradores de rua mesmo, outros não sabemos dizer”, aponta. Futuro Em grandes centros, os governos apostam em complexos bibliotecários gigantescos, como em São Paulo, que há pouco tempo inaugurou a sua biblioteca municipal no local onde antes ficava a Casa de Detenção do Carandiru. “Esse espaço, como outro que está sendo construído no Complexo do Alemão (no Rio), se baseia em uma experiência que deu certo em Bogotá. É uma ideia interessante levar de volta as pessoas às bibliotecas”, declara Aparecido. Campo Grande ainda não tem projetos para espaços semelhantes, que oferecem desde computadores e leitores digitais de livros a aparelhos que “leem” as páginas dos livros e transmitem o áudio para cegos. “Mas as bibliotecas estão se informatizando e muitas têm espaços com computadores e internet”, endossa o coordenador. (TA)

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