Domingo, 19 de Novembro de 2017

Além da funcionalidade

19 FEV 2010Por 09h:52
A lei que rege as edificações de saúde (RDC-50) é bastante rigorosa, porém permite mais liberdade no que se refere aos setores de uso social, como a recepção e sala de espera. “Além da escolha dos materiais de acabamento, pode-se explorar os recursos do design, principalmente no detalhamento dos mobiliários, de luminotecnia e de luz natural para quebrar composições monótonas ou excessivas”, destaca a arquiteta Ana Carolina M. Tabach. Nos edifícios de atenção à saúde, em que é frequente a ocorrência de situações críticas e estressantes, envolvendo relações interpessoais e indivíduos com algum grau de sofrimento físico e/ou psíquico, os fatores ambientais que definem as condições de conforto assumem responsabilidade significativa durante o desenvolvimento do projeto arquitetônico, pois estão diretamente relacionados com a recuperação do paciente. “Enquanto espera pelo atendimento, é muito importante que o paciente esteja acomodado num local confortável, para evitar que o seu mal-estar e a sua ansiedade aumentem”, defende Ana Carolina. A sala de espera de um consultório deve ser projetada de forma a oferecer “algo a mais” para seus usuários, neste caso, o foco é oferecer conforto ao paciente e aos acompanhantes. “Ao invés da TV em um volume alto e incômodo e com uma programação que nem sempre agrada a todos, é importante ter luz natural ou se possível vista para um jardim externo. Uma alternativa para quem optar pela colocação da TV na sala de espera do consultório é fazer um vídeo educativo de curta duração com cirurgias e/ou exames preventivos. Para boa leitura na sala de espera, os fôlderes podem informar, por exemplo, a utilização das novas tecnologias, além de trazer diferentes informações sobre doenças – causas, sintomas, diagnóstico e, principalmente, tratamento”, sugere a arquiteta Um pouco de cor As pesquisas e estudos sobre o uso das cores nos ambientes de saúde têm reforçado o quanto estes elementos podem contribuir para o conforto e a recuperação dos pacientes. “A cor pode ser entendida como uma poderosa linguagem que afeta não apenas as sensações psicológicas, mas também desperta os sentidos e a percepção do espaço, influenciando o estado de espírito das pessoas. A utilização de referências cromáticas na ambientação dos espaços de saúde é uma prática incontestável”, informa Ana Paula. As diferentes sensações provocadas pelas cores podem ser utilizadas para valorizar ou mesmo incrementar um ambiente. “As cores mais suaves e neutras podem trazer sensações de tranquilidade e conforto. Por outro lado, cores mais intensas e quentes podem dar mais vida e energia ao ambiente. Também é possível utilizar cores combinadas, criando ‘brincadeiras’ com listras, arabescos ou formas geométricas, tornando os espaços mais alegres e divertidos”, explica Perez. Como vivemos numa era de hiperconectividade, a sala de espera pode oferecer computadores com acesso à internet, com o site da clínica como página inicial, ou mesmo uma rede wireless. “A tendência é que as salas de espera de consultórios e clínicas tenham espaços exclusivos para os pacientes e acompanhantes acessarem a internet. Por isso, procuramos criar um local adequado para acesso à rede em nossos projetos, optando por mobiliários especialmente destinados a esse fim, adequados aos espaços reduzidos, mas ergonômicos”, informa a arquiteta.

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