Cidades

VIOLÊNCIA

Alckmin diz que vai investigar possíveis excessos da PM em 'rolezinho'

Alckmin diz que vai investigar possíveis excessos da PM em 'rolezinho'

FOLHA PRESS

13/01/2014 - 18h15
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O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse hoje que a Corregedoria da Polícia Militar vai apurar se os PMs que participaram da ocorrência do "rolezinho" no shopping Itaquera anteontem cometeram abusos.

Alckmin afirmou que os policiais militares foram ao local porque havia uma decisão liminar (provisória) que impedia o encontro de jovens marcado pelas redes sociais. Segundo ele, os possíveis excessos não serão tolerados.

Um vídeo feito pela Folha de S.Paulo durante o "rolezinho" mostra policiais militares usando cassetetes contra jovens dentro do shopping Itaquera, na zona leste de São Paulo. As imagens mostram um grupo de pessoas descendo uma das escadas rolantes do centro comercial quando um policial militar da Rocam (Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas) atinge as costas de um deles com um cassetete. Na sequência, outro PM também desfere golpes contra o grupo.

Ao descer da escada rolante, um dos jovens ainda é agredido com um soco por um homem não identificado. Os policiais que estavam ao lado dele e presenciaram a agressão não reprimiram o ato.

Já há um novo encontro marcado para a próxima semana no mesmo local. Ao menos 600 pessoas já foram convidadas para se encontrar no shopping Itaquera no sábado, às 16h30.
Intimados

Dez jovens serão intimados a comparecer à Justiça para explicar sua participação no "rolezinho".

Segundo a assessoria de imprensa do shopping, serão chamados dez jovens, todos maiores de idade, que foram notificados por um oficial de Justiça na tarde de ontem, quando entravam no centro comercial.

Os jovens deverão contar a sua versão dos fatos ao juiz, que analisará cada caso e decidirá se eles pagarão ou não a multa de R$ 10 mil, prevista na liminar.

Segundo o oficial de Justiça responsável por entregar as intimações, os rapazes que receberam o documento foram identificados pela Polícia Militar.  

Estatística

Violência no trânsito de Campo Grande é recorde no Maio Amarelo

Capital registrou oito óbitos no trânsito até o dia 29 do mês passado, em plena campanha de conscientização contra acidentes e mortes nas vias

01/06/2026 08h00

Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Campo Grande registrou um dos meses de maio mais violentos dos últimos oito anos, em meio à campanha de conscientização no trânsito intensificada do Maio Amarelo, organizado e divulgado em Mato Grosso do Sul pelos principais órgãos de trânsito do Estado, como o Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS).

Criado em maio de 2011, quando a Organização das Nações Unidas (ONU) decretou a Década de Ação para a Segurança no Trânsito, o objetivo do Maio Amarelo é conscientizar para a redução de acidentes e mortes no trânsito. No Brasil, a campanha é promovida pelo Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV).

No entanto, parece que a campanha não surtiu efeito em Campo Grande, pelo menos neste ano. Segundo números enviados pelo Batalhão de Polícia Militar de Trânsito (BPMTran), sete mortes ocorreram entre os dias 1º e 25 de maio, em um total de 811 acidentes. 

Na quinta-feira, um motociclista morreu no cruzamento da Avenida Ana Rosa Castilho Ocampo com a Rua Itaíba, no Parque dos Novos Estados - Foto: Naiara Camargo

Vale ressaltar que, na quinta-feira, um homem de 27 anos morreu em um acidente de moto, no cruzamento da Avenida Ana Rosa Castilho Ocampo com a Rua Itaíba, no Parque dos Novos Estados. Portanto, até o fechamento desta edição, oito pessoas morreram no trânsito da Capital em maio.

Em comparação com os anos anteriores, pegando como base os números divulgados pelo portal de estatísticas Detran-MS, este ano igualou o número registrado em 2018 e 2023, com oito óbitos, recorde no período que se tem informações. 

Os meses de maio de 2021, com seis mortes, de 2019, com cinco, e 2022 e 2025, ambos com quatro óbitos, também registraram números altos.

Vale destacar que a cor amarela foi escolhida para a campanha justamente por simbolizar atenção e sinalização de advertência, semelhante ao semáforo, sendo um lembrete para que todos tenham mais cuidado e prudência.

A ação não envolve apenas motoristas de carros e motos, mas também pedestres, ciclistas e passageiros. 

ARRECADAÇÃO

Conforme o portal de Transparência do governo do Estado, o Detran-MS arrecadou R$ 4,7 milhões com multas somente durante maio do ano passado. Em 2024, a arrecadação do órgão com infrações foi de R$ 2,3 milhões.

Considerando os 12 meses, o Detran-MS arrecada pelo menos R$ 20 milhões com multas desde 2021. A previsão é de este ano termine com recorde de arrecadação, estimada em R$ 38,6 milhões.

“O Departamento Estadual de Trânsito não destina apenas a receita arrecadada com aplicação de multas para promover atividades de educação, supervisão e coordenação das leis de trânsito. Além desta receita, parte de sua arrecadação com o registro de veículos e de condutores também é investida para esta finalidade, visando ao aprimoramento das ações de educação e à preservação da vida no trânsito”, explica a Transparência do Estado.

De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), o dinheiro arrecadado com multas de trânsito é revertido exclusivamente para o setor viário, 95% ficando com o órgão autuador (Detrans, Polícia Rodoviária Federal ou prefeituras), e deve ser aplicado obrigatoriamente em sinalização, engenharia de tráfego, policiamento, fiscalização, educação de trânsito, renovação de frota circulante e custeio de programas de habilitação para pessoas de baixa renda.

Os outros 5% são repassados mensalmente ao Fundo Nacional de Segurança e Educação de Trânsito (Funset), uma autarquia federal criada para custear despesas de operacionalização, segurança e educação no trânsito no Brasil, gerido pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).

O valor da multa, em nenhuma hipótese, pode ser utilizado para cobrir despesas de áreas alheias ao trânsito, como Saúde e Educação Básica.

VIAS PERIGOSAS

Matéria do Correio do Estado publicada na semana passada mostrou que as Avenidas Afonso Pena e Mato Grosso são as mais perigosas de Campo Grande e acumularam o maior número de acidentes, pelo menos, nos últimos dois anos.

De acordo com dados enviados pelo BPMTran, há cinco vias que se destacam em Campo Grande quando o assunto é acidente, sendo elas as Avenidas Presidente Ernesto Geisel, Guaicurus, Duque de Caxias e, especialmente, Mato Grosso e Afonso Pena.

Somente neste ano (até o dia 26 de maio), as Avenidas Afonso Pena e Mato Grosso registraram, juntas, 247 acidentes, enquanto as outras três avenidas citadas, somadas, acumularam 238 sinistros.

Também segundo dados enviados pelo BPMTran, veiculados pelo Correio do Estado, a Capital contabilizou 4.976 acidentes neste ano (até o dia 20 de maio). Desses, 1.652 tiveram feridos e 25 foram fatais.

* Saiba 

O Maio Amarelo foi criado em 2011, quando a Organização das Nações Unidas (ONU) decretou a Década de Ação para a Segurança no Trânsito, e é um movimento de conscientização para a redução de acidentes e mortes no trânsito.

INFRAESTRUTURA

ANTT cobra Motiva para acelerar obras na BR-163

Agência identificou, durante inspeção, que estão com atraso acumulado 46,66% das 15 obras previstas para o primeiro ano do contrato, que começou em agosto

01/06/2026 08h00

Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) cobrou da Motiva Pantanal que acelere a execução de sete obras obrigatórias para o primeiro ano de concessão, previstas no contrato assinado em agosto do ano passado.

Inspeção apontou que estão com atraso acumulado 46,66% das 15 obras previstas, sendo seis classificadas como de risco importante e uma como de risco crítico, com execução entre 11,06% e 19,46% da meta.

Esta constatação faz parte do processo que analisa se a concessionária terá direito ao reajuste de 33,64% na tarifa a partir de agosto deste ano (o degrau tarifário) por atingir a meta de execução de obras, que corresponde a 4,39% do montante global do contrato até o fim do terceiro trimestre de concessão, que foi em abril. A empresa ultrapassou este percentual, com realização de 5,15%.

Entretanto, a Coordenação Regional de Fiscalização da Infraestrutura Rodoviária (Corod/Oeste) da ANTT divulgou no dia 28 do mês passado alerta de inconformidade para sete obras obrigatórias em execução na BR-163.

A nota técnica afirma que a análise do 2º trimestre revela desempenho global superior ao acumulado previsto no plano de ação para o período, “uma vez que o percentual verificado pelo Verificador Independente foi de 5,15%, ante previsão acumulada de 1,69%”.

Só que enfatiza uma preocupação. “Não obstante esse resultado global favorável, a avaliação individualizada das obras evidencia a existência de 7 frentes com atraso acumulado, das quais 6 foram classificadas como de risco importante e 1 como de risco crítico, circunstância que demanda atuação preventiva da fiscalização”, afirma Margareth Okada, coordenadora regional.

São três retornos, três rotatórias e a construção de via marginal.

Um retorno fica no quilômetro 543, na região do município de Bandeirantes, com execução de 19,46%; outro no km 634, em São Gabriel do Oeste, com 13,88%; e o último no km 732, em Coxim, com 11,06% concluídos.

As rotatórias são no km 456, em Campo Grande (14,84% executado); no km 539, em Bandeirantes, com 12,51%; e no km 626, em São Gabriel do Oeste, com 14,04%. A via marginal é entre o km 730,3 e o km 731,4, em Rio Verde, com 13,47% realizados.

O documento destaca que “embora o cumprimento da meta trimestral seja aferido com base no avanço acumulado do conjunto das obras previstas no Plano de Ação, também se impõe a análise individualizada por obra, em atenção à Resolução ANTT nº 6.053/2024 – RCR 04 e ao Manual de Fiscalização de Rodovias Federais Concedidas”, explicando que das seis obras com atraso importante, três referem-se a rotatórias alongadas inseridas em segmentos de duplicação com obras em andamento.

“Duas delas estão em duplicações previstas para o 2º ano, mas que já foram iniciadas, quais sejam: rotatória alongada km 456,700 e rotatória alongada km 539,520. A outra está em duplicação prevista para o primeiro ano, rotatória alongada km 626,700”, diz trecho do documento.

As outras três obras com atraso importante são a via marginal, o retorno em X do km 634,6 ao km 634,960 e o retorno em U do km 732,100. A obra com atraso crítico está no retorno em X no km 543,820, que também está inserido em segmento de duplicação previsto para o 2º ano, mas cujas obras já foram iniciadas.

Estas obras representam 46,66% das 15 definidas no contrato como de execução obrigatória no período. Com esta análise técnica, o setor recomendou a emissão de “Alerta de Potencial Inconformidade referente às obras”, justificando a decisão ao considerar que na “matriz de classificação de risco aplicável ao 2º trimestre, verifica-se que 6 obras apresentaram atraso acumulado classificado como importante, ao passo que 1 obra encontra-se na faixa de risco crítico”.

A execução obrigatória, prevista no contrato assinado no ano passado, permite que a Motiva Pantanal tenha direito do degrau tarifário de 33,64% em agosto, índice de reajuste da tarifa que foi definido após aval do Tribunal de Contas da União (TCU) para que a empresa assumisse a concessão.

Em Campo Grande, a concessionária Motiva Pantanal colocou em andamento as obras de duplicação de pista em trecho da BR-163 - Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

RESPOSTA

Em resposta ao Correio do Estado, a Motiva Pantanal informou que o avanço das obras é superior ao previsto e que os atrasos estariam em trechos de duplicação que “podem ter seu ritmo ajustado”.

“A Motiva Pantanal esclarece que muitos dos atrasos apontados são de obras que integram as duplicações e demais ampliações, como dispositivos e acessos, que podem ter seu ritmo ajustado conforme o planejamento e a dinâmica de avanço das obras”, diz a nota.

“De forma consolidada, os dados também apontam que o avanço total das obras supera o planejado no ciclo de três anos, com entregas antecipadas em diversas frentes.

A concessionária reforça que todas as intervenções seguem dentro do prazo contratual firmado com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), com evolução consistente das obras ao longo da BR-163/MS e foco contínuo em segurança e melhoria da rodovia”, completou.

REAJUSTE

No início do mês de maio, a Motiva Pantanal solicitou à Agência reajustes entre 37,8% e 41,3% no pedágio das nove praças nos 845 km da BR-163. A média do aumento é de 39,3%.

Este pleito pode elevar a tarifa dos atuais R$ 10 para R$ 14 para carro de passeio no trecho de Campo Grande. A empresa alegou que cumpriu as metas de obras definidas no contrato.

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