Terça, 21 de Novembro de 2017

Agricultores utilizaram menos fertilizantes nas lavouras em 2009

1 MAR 2010Por 04h:13
A entrega de fertilizantes em Mato Grosso do Sul teve retração de 7,62% entre janeiro e outubro de 2009, em comparação com o mesmo período de 2008. Na Região Centro-Oeste, que registrou retração média de 10,03%, o Estado teve a menor redução, de acordo com dados divulgados na semana passada pela Câmara Temática de Insumos Agropecuários (CTIA), vinculada ao Ministério da Agricultura. No ano passado, de janeiro a outubro, as vendas ao consumidor no Brasil alcançaram 19,07 milhões de toneladas, contra 20,2 milhões de toneladas registradas em 2008, redução de 5,83%. “Os produtores anteciparam as compras para garantir suprimentos e evitar o impacto da taxa cambial”, informou o presidente da Câmara, Cristiano Walter Simon. No Estado, em 2008 foram entregues 958 mil toneladas de fertilizantes, contra 885 mil toneladas no ano passado. O pior desempenho foi em Goiás, onde a entrega de fertilizantes despencou de 1,810 milhão de toneladas para 1,537 milhão de toneladas, retração de 15,08%. Em Mato Grosso, a redução foi de 7,99%, de 3,504 milhões de toneladas para 3,224 milhões de toneladas. De acordo com a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), as importações de fertilizantes diminuíram de 15,4 milhões de toneladas em 2008, para 11,01 milhões de toneladas em 2009 e a produção, nos dez primeiros meses do ano passado, foi de sete milhões de toneladas. Recuperação Embora haja constatação de retração nas vendas, o diretor de Economia Agrícola do Ministério da Agricultura, Wilson Araújo, afirmou na semana passada, durante reunião da Câmara Temática, que “deve ocorrer um aumento da entrega de fertilizantes em 2010 em decorrência da redução dos preços desses produtos nos últimos meses”. A CTIA tem a expectativa de crescimento de 5% na venda de fertilizantes este ano. O diretor do Mapa explica, ainda, que o crescimento da entrega desses produtos está relacionado à ampliação, nesta safra, do uso de tecnologia na aplicação de fertilizante nas lavouras, o que resulta em maior produtividade. “Além disso, o governo tem aumentado o apoio à comercialização dos produtos agrícolas, demandando maior uso de fertilizantes”, completa. Defensivos O mercado de defensivos registrou R$ 12,8 bilhões nas vendas em 2009, 1% menos que em 2008, R$ 13,05 bilhões. No segmento de herbicidas, o destaque foi para o crescimento nos mercados de milho safrinha, pastagem, arroz, café e fumo; já os fungicidas sobressaíram nas culturas de soja, feijão, batata e tomate, enquanto os inseticidas, em soja e milho safrinha. Calcário A produção brasileira de calcário foi de 19,3 milhões de toneladas em 2009. A expectativa é que, em 2010, chegue a 23,7 milhões de toneladas. “Um grupo de pesquisadores da Embrapa vai elaborar levantamento da demanda de calcário no Brasil. Assim, vamos estabelecer campanhas de emprego de calcário, que é fundamental para a agricultura”, explicou Simon.

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