Cidades

PLACA DE RADAR

Agetran não seguirá Contran, afirma Rudel

Agetran não seguirá Contran, afirma Rudel

KARINE CORTEZ

26/12/2011 - 00h01
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A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), em Campo Grande, informou que não vai seguir orientação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) – que aprovou resolução acabando com a obrigatoriedade de se instalar placas de aviso da presença controle de velocidade próximas a radares o que obrigaria os motoristas a trefegarem na velocidade permitida da via em toda sua extensão.

"Não vamos retirar as placas, vamos manter nossa padronização. Até mesmo nos novos radares ou lombadas vamos colocar o aviso", garantiu o diretor-presidente da Agetran, Rudel Trindade Júnior.

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REFORMA AGRÁRIA

Bloqueio da BR-163 chega ao fim após MST conseguir reunião com Incra

Articulação com o superintendente do Incra/MS, Paulo Roberto, garantiu até o começo da noite de hoje (20) a vinda do presidente do Instituto Nacional, César Aldrighi, para Campo Grande

20/03/2026 09h50

Bloqueio em trechos da rodovia BR-163 teve o seu fim determinado antes mesmo das 10h nesta sexta-feira (20). 

Bloqueio em trechos da rodovia BR-163 teve o seu fim determinado antes mesmo das 10h nesta sexta-feira (20).  Marcelo Victor/Correio do Estado

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Após horas de negociação das lideranças do Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Sem Terra (MST) garantirem uma reunião com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), o bloqueio em trechos da rodovia BR-163 teve o seu fim determinado antes mesmo das 10h nesta sexta-feira (20). 

Com intermédio do trabalho de agentes da política local, como dos vereadores Landmark Rios (PT) e André Salineiro (PL), além dos deputados federais do Partido dos Trabalhadores, Vander Loubet e Camila Jara, a articulação com o superintendente do Incra/MS, Paulo Roberto, garantiu até o começo da noite de hoje (20) a vinda do presidente do  Instituto Nacional, César Aldrighi, para Campo Grande. 

Conforme exposto, haverá esse diálogo com os trabalhadores rurais, em busca de soluções concretas sobre as demandas ligadas à reforma agrária em Mato Grosso do Sul, após os manifestantes ocuparem não somente a rodovia, de forma parcial, como também a sede do Incra.

Solange Clementina, uma das líderes locais da mobilização, lembra que um dos objetivos das manifestações é justamente "destravar" a pauta da reforma agrária em Mato Grosso do Sul. 

"Está travada no Mato Grosso Sul, há mais de 13 anos que não sai um assentamento. Temos 20 mil acampados, inscritos dentro do INCRA nacional... estamos no mês de março da luta das mulheres e queremos, a nossa pauta é que a agricultura familiar venha a crescer e assentar as nossas trabalhadoras que estão há mais de 13 anos nas beiras das BR, à busca do seu pedaço de terra", diz. 

Ela lembra que a ocupação na sede do Incra começou ainda na segunda-feira (20), com o bloqueio parcial da BR-163 iniciando por volta de 03h30. 

"Vamos liberar a pista porque foi atendida nossa pauta, o Incra Nacional ligou para  a nossa comissão de mulheres", complementou. 

Entretanto, ainda que os próprios manifestantes tenham feito sua parte no trabalho de desobstruir as vias do bloqueio parcial, com apoio e acompanhamento dos agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), isso não livrou os indivíduos da "represália" dos afetados. 

Isso porque, conforme constatado in loco pela equipe do Correio do Estado, dois veículos distintos que pertenciam aos manifestantes, dos modelos Ford Ka e um Celta antigo, tiveram seus pneus esvaziados, supostamente pelo grupo de condutores que aguardavam a liberação da pista.

Congestionamento gigantesco

Dados repassados após o fim do bloqueio pela concessionária responsável pelo trecho, Motiva Pantanal, apontam que o congestionamento que começou nos quilômetros 466 e 463 da BR-163, chegou a atingir três e seis quilômetros, nos sentidos sul e norte respectivamente. 

A pista foi inicialmente fechada com galhos e fogo, em uma ação que também faz parte da preparação para a Jornada de Lutas do Abril Vermelho, período histórico de mobilização em defesa da reforma agrária e em memória dos mártires da luta pela terra.

Como rotas alternativas foram oferecidos os trechos acesso no km 461 no sentido norte, com saída para a MS-040; bem com o acesso no km 466 no sentido sul,  com saída para Sidrolândia.

 

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EM CAMPO GRANDE

Homem é preso por estupro de vulnerável e mãe de vítima é investigada

Suspeita é de que a mulher recebia dinheiro para permitir que a filha dormisse fora de casa e era a favor do crime

20/03/2026 09h45

Divulgação

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Durante a manhã da última quinta-feira, a Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA) prendeu um homem de 43 anos por estupro de vulnerável. A mãe da vítima também está sendo investigada por suspeita de cumplicidade no crime.

Segundo as informações, o homem manteve uma relação violenta com a adolescente de 13 anos, de setembro de 2025 à fevereiro de 2026, o que se enquadra como estupro de vulnerável. A investigação iniciou a partir do boletim de ocorrência registrado em dezembro do ano passado.

Com a apuração, a polícia identificou indícios de que a mãe da vítima era conivente com o 'relacionamento' e ainda facilitava para que o crime continuasse. Conforme as informações, a mulher autorizava que a filha pernoitasse na casa do criminoso, e vendia a menina ao trocar a 'permissão' dela por valores financeiros.

Foi apontado ainda que a mãe expressava a vontade própria de mentir para às autoridades na tentativa de acobertar o crime.

Devido a gravidade do caso, não apenas por a adolescente ser vítima e encarar o crime como um 'relacionamento', mas também pelo agravante da participação da mãe, foi determinada prisão preventiva do estuprador.

A prisão aconteceu no bairro Vila Carvalho, em Campo Grande, no local de trabalho do homem, e foi apreendido o celular, encaminhado para a perícia para complementar as provas.

Conduzido à sede da DEPCA, o envolvido foi indiciado nos termos do Artigo 217-A do Código Penal, por estupro de vulnerável, e com a causa de aumento de pena prevista no Artigo 226, inciso II.

A mãe também envolvida no caso segue em investigação.

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