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Agentes de saúde discutem salários

Agentes de saúde discutem salários

da redação

19/08/2011 - 12h59
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Agentes comunitários de saúde e agentes de combate a endemias de todo o Estado estarão reunidos hoje (19) em Campo Grande para debater o piso salarial nacional da categoria. As discussões acontecerão durante o seminário “Piso Salarial Nacionais dos ACS’s e ACE’s e seu Financiamento pelos governos Federal, Estadual e Municipais”, que acontecerá às 14 horas, na Uniderp.

O seminário será promovido pela comissão especial da Câmara dos Deputados encarregada de proferir parecer sobre o Projeto de Lei 7495/06, do Senado, que regulamenta as atividades dos agentes e cria cargos na Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Diversas outras propostas que tramitam em conjunto também deverão ser debatidas, como o PL 6111/09, que define o piso nacional da categoria em R$ 930,00 mensais para profissionais com formação em nível médio.

A escolha de Campo Grande para sediar o seminário atende requerimento do deputado Geraldo Resende (PMDB-MS), que integra a comissão especial. O evento também deverá contar com a participação de entidades da estrutura governamental e de segmentos sociais, econômicos e políticos de Mato Grosso do Sul. “É uma oportunidade muito importante para se discutir uma questão diretamente relacionada à valorização desta categoria, que é imprescindível para o aprimoramento do Programa Estratégia da Saúde da Família”, define o parlamentar.

Hoje pela manhã, o parlamentar participou de um encontro entre a diretoria da CONACS (Confederação Nacional dos Agentes Comunitários de Saúde) e da diretoria do Sindicato dos Servidores e Funcionários Públicos Municipais de Campo Grande com a secretária estadual de Saúde Beatriz Dobashi, em Campo Grande.
A Presidente da CONACS Ruth Brilhante avaliou a reunião como bastante positiva. A categoria reivindica um piso nacional de R$ 1.090,00. “Em Mato Grosso do Sul o governo estadual já paga um incentivo de R$ 128,00, que se soma aos R$ 750 repassados para cada agente pelo Ministério da Saúde”, explicou.
Ela afirmou que a presença da CONACS em Campo Grande no seminário promovido pela Comissão Especial da Câmara dos Deputados na tarde desta sexta-feira “é mais no sentido de comprovar os avanços já obtidos em Mato Grosso do Sul, e com o objetivo de levar o exemplo para outros Estados”.
A assessoria jurídica da CONACS Elane Alves lembrou que o incentivo no salário dos ACS foi instituído por Geraldo Resende quando foi secretário estadual de Saúde, entre os anos 2000 e 2002. Segundo ela, na época o valor para cada agente era de meio salário mínimo, mas pela falta de mobilização da categoria esse valor foi ficando defasado, estando hoje em R$ 128,00.
O incentivo atual, segundo ela, já é um avanço muito grande. “A secretária Beatriz Dobashi assumiu o compromisso de que tão logo o Congresso Nacional aprove e o governo federal institua o piso, o governo do Estado vai fazer a parte que lhe couber para chegar ao valor definido”. Hoje a média salarial dos ACS e ACE em Mato Grosso do Sul é de R$ 700,00.
“Como o Ministério da Saúde repassa R$ 750,00 por agente e o Estado mais R$ 128,00, entendemos que alguns municípios, além de não aplicarem uma contrapartida ao salário dos agentes de saúde, estão desviando esses recursos para outras finalidades”, assegurou Elane Alves. “No entanto, a legislação define que o salário dos agentes de saúde deve ser pago pelos três entes: União, Estados e Municípios”.
Para discutir essa questão, a CONACS, o Governo do Estado e a recém criada Federação dos ACS e ACE de Mato Grosso do Sul deverão instituir um fórum que vai discutir, além da questão salarial nos municípios “a desprecarização que existe em muitas cidades de Mato Grosso do Sul pela falta de cumprimento da Emenda Constitucional 51, que teve o deputado Geraldo Resende um de seus maiores apoiadores”. Segundo ela, “em muitas cidades os agentes de saúde ainda são contratados, muito embora, pela EC 51 eles já deveriam ter sido efetivados”.
 

Apoio
O presidente do Sindicato dos Servidores Municipais e Funcionários Públicos de Campo Grande Marcos Taborda, que participou do encontro, disse que a receptividade do governo do Estado às reivindicações dos ACS e ACE tem sido muito boa. “Tivemos apoio da secretária Beatriz Dobashi e do deputado Geraldo Resende às solicitações da categoria e uma vimos disposição muito grande em dialogar e na efetivação do piso nacional, tão logo ele seja instituído”.
De acordo com Taborda, com o apoio do deputado Geraldo Resende, a Secretaria Estadual de Saúde se colocou à disposição das entidades do setor e pré-agendou um fórum que acontecerá possivelmente a partir de outubro, em Campo Grande, para discutir a situação dos municípios que ainda não efetivaram os profissionais das equipes da Saúde da Família.

Economia

Com gratuidade na CNH, moradores de MS economizaram R$ 40,5 milhões

Programa federal reduziu custos da primeira habilitação, ampliou o acesso ao documento e impulsionou a emissão de carteiras de motorista em Mato Grosso do Sul

11/06/2026 17h12

Foto: Divulgação

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Desde a implantação da plataforma CNH do Brasil, em dezembro de 2025, os moradores de Mato Grosso do Sul já economizaram mais de R$ 40,5 milhões no processo de obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

O resultado é consequência da gratuidade do curso teórico, etapa obrigatória para a formação de novos condutores, e ajudou a ampliar o acesso ao documento em todo o Estado.

Dados divulgados pelo Ministério dos Transportes mostram que, nos primeiros seis meses de funcionamento do programa, foram realizadas 45.011 formações teóricas gratuitas em Mato Grosso do Sul. Antes da medida, o curso custava, em média, R$ 901,99 por candidato.

Além da economia direta para a população, o programa impulsionou a emissão de novas habilitações. No período, 18.509 sul-mato-grossenses conquistaram a primeira CNH, enquanto outros 85.999 cidadãos deram entrada no processo de habilitação por meio de novos requerimentos registrados junto ao sistema.

A iniciativa faz parte de uma série de mudanças promovidas pelo governo federal para reduzir custos e simplificar a formação de condutores.

Antes da reformulação, o valor total para obtenção da primeira habilitação nas categorias A e B podia chegar a R$ 4,9 mil em alguns estados brasileiros. Atualmente, os custos variam entre R$ 810 e R$ 1,6 mil.

Entre as principais alterações estão a gratuidade do curso teórico, a possibilidade de formação prática com instrutores autônomos credenciados, a redução da carga mínima de aulas práticas e a criação de um teto de R$ 180 para os exames médico e psicológico exigidos durante o processo.

Mato Grosso do Sul acompanha crescimento nacional

O avanço registrado no Estado acompanha uma tendência observada em todo o país. Segundo o Ministério dos Transportes, o Brasil ultrapassou a marca de 1,33 milhão de novas CNHs emitidas no primeiro semestre de vigência da CNH do Brasil, o melhor desempenho para o período desde 2014.

Ao todo, foram contabilizados 6,49 milhões de requerimentos para a primeira habilitação em território nacional. A plataforma também registrou 3,25 milhões de cursos teóricos gratuitos, 2,84 milhões de formações práticas e mais de 4,3 milhões de exames, entre avaliações teóricas e práticas.

A região Sudeste lidera o ranking de novas habilitações emitidas, com 535.636 documentos, seguida pelo Nordeste (321.114), Sul (239.999), Norte (122.152) e Centro-Oeste (117.222), região da qual Mato Grosso do Sul faz parte.

Renovação automática beneficia motoristas

Outra medida relacionada à desburocratização da CNH entrou em vigor recentemente. Na última semana, foi sancionada a Lei nº 15.428, que permite a renovação automática da carteira de motorista para condutores que não tenham cometido infrações sujeitas à pontuação nos 12 meses anteriores.

A legislação é resultado da Medida Provisória nº 1.327/2025 e já beneficiou cerca de 2 milhões de brasileiros desde sua implementação. De acordo com a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), a mudança proporcionou economia superior a R$ 854 milhões aos motoristas até março deste ano.

Com a combinação entre redução de custos, digitalização dos processos e simplificação das exigências, o programa tem ampliado o acesso à habilitação e contribuído para a formação de novos condutores em Mato Grosso do Sul e em todo o país

Operação Leviatã 2

Polícia Civil deflagra operação contra avanço do Comando Vermelho em MS; dois suspeitos morrem

Dos quatro alvos da operação, três foram localizados em Rondonópolis, no Mato Grosso, e um em Coxim

11/06/2026 17h00

Foto: Divulgação / PCMS

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A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul deflagrou nesta quinta-feira (10) a segunda fase da Operação Leviatã, voltada ao combate à expansão da organização criminosa Comando Vermelho no Estado.

Durante a ação, quatro mandados de prisão temporária e quatro de busca e apreensão foram cumpridos em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. Dois investigados morreram após confronto com policiais em Rondonópolis (MT).

A operação foi coordenada pelo Departamento de Polícia Especializada (DPE), por meio da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros (Garras), em conjunto com o Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), através da Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado (Decco).

Segundo a Polícia Civil, a investigação apura a atuação de integrantes da facção criminosa envolvidos em crimes graves praticados na região norte de Mato Grosso do Sul. Dos quatro alvos da operação, três foram localizados em Rondonópolis, no Mato Grosso, e um em Coxim.

Durante o cumprimento de um dos mandados em Rondonópolis, equipes do Garras localizaram um dos principais investigados em uma residência apontada como esconderijo da organização criminosa. Conforme a polícia, dois suspeitos reagiram à abordagem utilizando armas de fogo e passaram a representar risco aos agentes que participavam da operação.

Diante da situação, houve intervenção policial para conter a agressão. Os dois homens foram socorridos e encaminhados a uma unidade hospitalar da região, mas não resistiram aos ferimentos e morreram.

No imóvel, os policiais apreenderam armas de fogo supostamente utilizadas pelos investigados, além de uma quantidade de droga com características semelhantes à maconha. Todo o material foi recolhido para perícia e demais procedimentos de polícia judiciária.

De acordo com a Polícia Civil, a Operação Leviatã 2 integra uma série de ações permanentes de enfrentamento às organizações criminosas e ao tráfico de drogas no Estado. O objetivo é desarticular a estrutura da facção, identificar novos integrantes e impedir o avanço de suas atividades em Mato Grosso do Sul.

As investigações continuam para localizar outros envolvidos. 

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