“Aftosa é um negócio que temos que parar de falar. Temos que liquidar o assunto. Temos brucelose que é uma doença muito mais séria já que atinge o homem. Existe a tuberculose no rebanho. Ou seja temos programas nacionais a cumprir. Na área de suinocultura também precisamos avançar na prevenção de peste suína clássica. No setor de aves, temos que ter cuidado enorme para não deixar que entre New Castle em MS. Ou seja existem outras doenças mais importantes para avançar na área de sanidade animal. Aftosa, acho que já falamos demais nela. Temos é que erradicar de vez”. A afirmação é da secretária de Estado de Produção Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias, ao fazer um balanço do último episódio sobre o foco de aftosa no Paraguai em entrevista ao Portal Correio do Estado.
“Mesmo com toda a imunização do rebanho, se houverem maus produtores que consigam passar animais do Paraguai para MS, não vacinados, mesmo que não tenham sintomas, isso é um problema", enfatizou a secretária. Segundo ela neste ano, a fiscalização está mais rigorosa e a vacinação mais ajustada já que a pecuária estadual está sofrendo ainda com problemas climáticos. "Tivemos um ano de seca violenta, excesso de chuvas, ventos frios e isto causa estresse no gado, baixando sua imunidade". Todos estes fatores deixam o gado fica mais suscetível às doenças. Por isso as Forças Armadas ainda serao mantidas na fronteira por mais 30 dias.
"Por isso estamos com todo cuidado fazendo a vigilância, trabalhando com Exército porque os militares nos ajudam a conter uma fronteira seca que tem 700 quilômetros", frisou.
Durante a conversa ela falou sobre as ações implementadas na fronteira, a eterna preocupação com a entrada do vírus, o papel do Estado nas ações de sanidade animal, e ainda as novidades sobre a declaração da vacinação pela internet.
"O que vale é a consciência do produtor rural. Não adianta o Governo cuidar da questão sanitária, se não houver responsabilidade por parte dos produtores. Nós corremos certo risco, apesar da vacinação", admite a secretária.
De acordo com ela, "o que nos dá a tranquilidade maior é a vacinação bem feita nos últimos anos na Zona de Alta Vigilância. "Conseguimos com um trabalho intenso de sanidade, educação sanitária e até georreferenciamento nos livrar da 'zona maldita' da aftosa. Agora virou uma zona bendita. Isso nos tranquiliza para segurar este vírus", destacou.

