Cidades

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Acidentes nas rodovias federais do Estado resultaram em 7 mortes

Acidentes nas rodovias federais do Estado resultaram em 7 mortes

anahi zurutuza

26/12/2010 - 00h00
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Sete pessoas morreram vítimas de acidentes nas rodovias federais de Mato Grosso do Sul desde o início da Operação Fim de Ano da Polícia Rodoviária Federal (PRF). A colisão mais grave matou pai e filha no anel rodoviário, em Campo Grande, por volta das 6h de sexta-feira (24), véspera do Natal. O mecânico Izaac Alves Pereira, de 34 anos, a filha dele, Sthefany Alves Leonel, de 11 anos, e a mãe da criança Elaine Leonel de Oliveira, de 31 anos, estavam em um veículo VW Gol que colidiu frontalmente com uma Chevrolet Captiva.
A PRF não informou as circunstâncias do acidente.

Além da Polícia Rodoviária, equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Corpo de Bombeiros foram deslocadas para atender à ocorrência. Izaac e Sthefany morreram no local da colisão. Já Elaine Leonel foi levada pelo Corpo de Bombeiros em estado grave para a Santa Casa de Campo Grande. Mauro Sérgio Soares Santos, 34 anos, motorista da Captiva, embora não tenha sofrido lesão aparente, foi levado em estado de choque para o mesmo hospital.

Balanço
Iniciada no último dia 17, a operação da PRF contabiliza óbitos ocorridos nas BRs 060, 158, 267 e no anel viário de Campo Grande. No último dia 17, às 19h10min, em Bela Vista, um pedestre morreu após colisão entre um Fiat Prêmio e um Corolla. No domingo, dia 19, Antônio Ferreira Chaves, 73 anos, morreu atropelado, às 23h15min, na BR-158, em Cassilândia. O idoso conduzia uma D-20 que colidiu com uma caminhonete. Após a colisão, Antônio ficou com o veículo parado no meio da pista e, ao atravessar a rodovia, foi colhido pela S-10 dirigida por Nildo Aparecido Valentim, 41 anos.

Na BR-267, em Nova Alvorada do Sul, um pedestre também foi atropelado. Desta vez, por um caminhão Volvo. O acidente aconteceu no KM 249,3, às 11h05min de terça-feira (21).

Outro grave acidente, que terminou com duas mortes, ocorreu na BR-463, mas não entrou nas estatísticas da PRF, já que as vítimas morreram fora do local do acidente. Em decorrência da colisão, Jason Pereira Santos, de 44 anos, e sua filha, Bruna Pereira Santos, de 12 anos, morreram.

No total, a PRF atendeu, desde o início da Operação Fim de Ano, 86 ocorrências em Mato Grosso do Sul. No dia que antecedeu o Natal, ao todo, a Polícia Rodoviária   Federal registrou 793 acidentes nas rodovias federais do País. Destes acidentes, 47 pessoas morreram e 575 ficaram feridas.

PRE
A Operação Fim de Ano nas rodovias estaduais de MS teve início no último dia 22. Até agora, foram registrados pela Polícia Rodoviária Estadual (PRE) nove acidentes na MS-306, 377, 276, 141 e 156. Nenhum deles resultou em morte. (Colaborou Evelin Araujo)

DEMARCAÇÃO

Justiça Federal revê decisão e nega ação que tenta tirar povo de terra indígena em MS

Acórdão reconhece que processo de demarcação possui natureza declaratória, ou seja, apenas reconhece um direito originário preexistente

14/03/2026 18h15

Retomada da Terra Indígena Cachoeirinha, em 2013

Retomada da Terra Indígena Cachoeirinha, em 2013 Foto: Ruy Sposati/Cimi

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O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) manteve a decisão de primeira instância que extinguiu uma ação de reintegração de posse movida por detentores do título de propriedade na área da Terra Indígena (T.I) Cachoeirinha, em Miranda, município localizado a cerca de 203 km de Campo Grande.

O acórdão acolheu a prova de que a demarcação da T.I já estava em estágio avançado, com cerca de 610 hectares da fazenda incidindo sobre a área indígena identificada e declarada pela Portaria MJ nº 791/2007.

No entendimento do TRF3 e do Ministério Público Federal (MPF), "não é possível ingressar com ações de reintegração de posse contra terras indígenas em processo de demarcação, não sendo necessário para isso que a demarcação esteja concluída ou homologada. Basta que o processo administrativo de demarcação esteja em curso, com atos como a publicação do relatório técnico e da portaria declaratória, para que a proibição presente na Lei nº 6.001/73 (Estatuto do Índio) tenha efeitos". 

A decisão validou o argumento de que o procedimento demarcatório possui natureza declaratória, ou seja, ele apenas reconhece um direito originário preexistente das comunidades indígenas sobre suas terras tradicionais, conforme o artigo 231 da Constituição Federal.

O TRF3 reconheceu ainda que os proprietários deveriam buscar a tutela jurisdicional apenas através de ações petitórias ou demarcatórias, onde discutem quem é o verdadeiro dono e onde ficam os limites exatos da propriedade, e não  a posse em si.

O processo

A ação foi movida por proprietários quee pediam a reintegração na posse do imóvel rural, sob a alegação de que a área teria sido invadida por integrantes da Comunidade Indígena Terena. A Justiça Federal extinguiu o processo sem julgamento do mérito, levando os autores a moverem o recurso ao tribunal.

O TRF3, em acórdão anterior, deu provimento ao recurso, determinando que, enquanto não houvesse a demarcação definitiva, a área não deveria ser ocupada por indígenas. O MPF recorreu ao próprio tribunal com embargos e, depois de negado o recurso, ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Em seu recurso especial, o procurador regional da República Robério Nunes dos Anjos Filho defendeu que a ação possessória realmente devia ser extinta sem julgamento de mérito.

O procurador ainda ressaltou que “não é possível na temática indígena aplicar o direito civil de maneira ortodoxa, pois a posse indígena é um instituto heterodoxo, inteiramente regido pelo microssistema constitucional estabelecido nos artigos 231 e 232 da Lei Maior.”

O STJ, acolhendo o recurso, determinou que o TRF3 voltasse a julgar os embargos do MPF, para suprimir a omissão sobre o afastamento da vedação de ações possessórias previsto no artigo 19, parágrafo 2º, da Lei nº 6.001/73

Com isso, o processo voltou ao TRF3. Ao julgar novamente os embargos do MPF, o tribunal atribuiu excepcionais efeitos infringentes ao julgamento – quando, ao corrigir uma omissão na decisão anterior, o embargo acaba por alterar seu resultado – e negou provimento ao recurso dos autores, mantendo a sentença que extinguiu a ação de reintegração de posse sem resolução de mérito, devido à impossibilidade jurídica do pedido.

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SUÁSTICA

Mulher trans é capturada após ser agredida por ex e marcada com símbolo nazista

A vítima relata que sofreu golpes com um taco de sinuca e uma vassoura, além de socos, joelhadas e pisões; o caso ocorreu em Ponta Porã

14/03/2026 17h20

Delegacia de Ponta Porã

Delegacia de Ponta Porã Foto: Divulgação/PCMS

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Na madrugada deste sábado (14), a Polícia Militar atendeu uma ocorrência de agressão e possível cárcere privado, no município de Ponta Porã, localizado a cerca de 313km de Campo Grande. O resgate de uma mulher trans aconteceu em frente à rodoviária da cidade. De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima apresentava múltiplas lesões graves, incluindo uma queimadura distintiva no braço esquerdo, descrita como tendo formato semelhante ao símbolo da suástica nazista.

Além disso, os policiais constataram diversos ferimentos pelo corpo, como hematomas na cabeça. A Polícia Civil investiga que o caso se trata de um cenário de violência planejada e tortura. A vítima foi encontrada pela equipe após uma denúncia via sistema informatizado (CADG).

Em seu relato inicial aos policiais, a vítima informou que havia sido levada, junto de seu então companheiro, à residência de duas outras pessoas, onde começaram as agressões em um escritório do imóvel e terminou na área externa.

Ainda de acordo com seu relato, ela teria sofrido golpes com um taco de sinuca e uma vassoura, além de socos, joelhadas e pisões. Ao tentar pedir por socorro, a vítima contou que seu celular foi danificado com uma faca por uma das envolvidas.

A mulher conta também que teve uma ordem de um dos acusados para que outra pessoa aquecesse uma faca, a qual foi usada para causar a queimadura com o desenho de suástica no braço esquerdo dela.

A Polícia Militar se dirigiu à residência indicada, onde, nas proximidades, um dos suspeitos foi localizado e imediatamente reconhecido pela vítima, sendo dada voz de prisão.

Em conversa com os policiais, o indivíduo admitiu ter desferido dois socos e confessou ter segurado a vítima enquanto os outros envolvidos a agrediam.

Posteriormente, os policiais foram à residência dos outros dois envolvidos. Após tentativas de contato e com o apoio de oficiais da Força Tática, um dos moradores abriu a porta e iniciou a conversa com as autoridades.

Todos os envolvidos foram conduzidos à 1ª Delegacia de Polícia Civil de Ponta Porã. A perícia esteve no local dos fatos, onde, no entanto, não foram localizados objetos ilícitos.

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