Cidades

Trânsito

Acidente na rodovia BR-163 mata empresária e mãe

Acidente na rodovia BR-163 mata empresária e mãe

Gabriel Maymone e Celso Bejarano

31/03/2014 - 11h46
Continue lendo...

A empresária Rosimeire Cristina Vidovix Nunes e sua mãe Valdice Vidovix morreram em acidente, por volta das 11h30min desta segunda-feira (31), na BR-163, entre Bandeirantes e São Gabriel do Oeste (MS), no trevo do Posto São Pedro. 

As vítimas ocupavam uma caminhonete Mitsubishi L200, de Coxim, que teria perdido o controle e colidiu em duas carretas, que seguiam sentido contrário, segundo os caminhoneiros.

 

 

 

 

 

 

As mulheres estavam indo sentido Campo Grande/Coxim e as carretas voltavam do Mato Grosso. A carreta Volvo, carregada com soja, tombou e ficou atravessada na pista. Já a carreta Scania, carregada com madeira, foi parar no acostamento.

Segundo informações do Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops), três equipes do Corpo de Bombeiros de Campo Grande foram para o local. 

O trânsito ficou interditado no trecho e o congestionamento que ultrapassa a 10 quilômetros de cada lado.


Fotos: Paulo Ribas / Correio do Estado

Rosimeire era proprietária do Hotel Alphaville em Coxim. Segundo familiares, a empresária levou a mãe, que estava com uma clavícula fraturada, para cirurgia na Capital.

Os corpos serão levados para Coxim, onde deverão ser velados e sepultados. Rosimeire era casada e deixa dois filhos.

*Editada às 16h02min para acréscimo de informações

Operação da PF

Candidato a deputado em MS nega trabalho escravo e diz que armas não são dele

Defesa de Carlos Bernardo afirma que empresário não visita propriedade há mais de seis meses, diz que funcionários têm alojamentos climatizados e sustenta que candidato não pode ser responsabilizado pelo arsenal encontrado durante operação da PF

18/09/2026 16h22

Carlos Bernardo afirma que não tinha conhecimento de irregularidades na fazenda e nega ser dono das armas apreendidas durante operação da Polícia Federal

Carlos Bernardo afirma que não tinha conhecimento de irregularidades na fazenda e nega ser dono das armas apreendidas durante operação da Polícia Federal Foto: Divulgação.

Continue Lendo...

A defesa do empresário Aparecido Carlos Bernardo (União Brasil), candidato a deputado federal por Mato Grosso do Sul, divulgou nesta sexta-feira (18) uma nota em que nega qualquer envolvimento dele com possíveis condições de trabalho análogas à escravidão e afirma que as 14 armas apreendidas durante uma operação da Polícia Federal (PF) e do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) não pertencem ao candidato nem a familiares.

A manifestação ocorre um dia depois de agentes cumprirem mandado de busca e apreensão em uma fazenda de Carlos Bernardo, na região de Porto Murtinho.

Conforme revelou o Correio do Estado nesta quinta-feira (17), 23 trabalhadores foram encontrados em situação trabalhista irregular, enquanto 14 armas de fogo de grosso calibre e munições foram apreendidas. Parte do armamento estava irregular e havia armas com numeração suprimida. 

A investigação apura a possível submissão de trabalhadores a condições análogas à escravidão e a ocorrência de tráfico de pessoas para fins de exploração laboral.

Segundo a PF, a apuração começou após informações de que trabalhadores estrangeiros estariam sendo recrutados informalmente e levados à propriedade, onde supostamente seriam mantidos em situação de vulnerabilidade.

Entre os pontos investigados estão ausência de registro trabalhista, possível retenção de pagamentos e eventuais restrições à saída dos trabalhadores. 

Até o momento, entretanto, não houve divulgação oficial de que os 23 trabalhadores tenham sido formalmente reconhecidos pelo Ministério do Trabalho como vítimas de trabalho em condições análogas à escravidão.

A informação oficial é de que foram encontrados em situação trabalhista irregular, enquanto a eventual caracterização criminal permanece sob investigação. 

Defesa diz que ainda não teve acesso a toda a investigação

A nota é assinada pelo advogado Luiz Renê Gonçalves do Amaral, que afirma que a defesa ainda não teve acesso à integralidade dos elementos reunidos na investigação. Segundo ele, o acesso está sendo solicitado à autoridade policial e à 5ª Vara Federal de Campo Grande.

Mesmo sem conhecer todo o conteúdo do procedimento, a defesa sustenta que Bernardo não participou nem tinha conhecimento de eventuais práticas ilegais dentro da propriedade.

Segundo a manifestação, o candidato “não praticou, não ordenou, não tolerou e jamais toleraria” qualquer conduta contra a dignidade dos funcionários ou colaboradores.

A defesa também afirma que Bernardo tem interesse no esclarecimento integral dos fatos e defende que eventuais responsabilidades sejam individualizadas no decorrer da investigação.

A posição reforça o que o próprio candidato havia declarado ao Correio do Estado horas depois da operação. Na quinta-feira, Bernardo confirmou ser o proprietário da fazenda, mas negou responsabilidade pelas condições investigadas e disse não possuir relação com o armamento encontrado. 

Defesa cita quatro refeições e alojamentos com ar-condicionado

Um dos principais argumentos apresentados pela defesa diz respeito à estrutura disponibilizada aos funcionários da propriedade.

De acordo com a nota, a fazenda emprega atualmente quase 30 trabalhadores, que receberiam quatro refeições por dia, preparadas por profissionais contratados especificamente para essa finalidade.

O documento também menciona limpeza diária, estrutura sanitária e de higiene, banheiros independentes, períodos de descanso durante a jornada e alojamentos climatizados com ar-condicionado.

Com base nessas condições, a defesa rejeita a possibilidade de exploração laboral na propriedade.

A versão coincide com o relato apresentado pelo próprio empresário ao Correio do Estado após a operação. Bernardo afirmou que os trabalhadores recebem café da manhã, almoço, café da tarde e jantar e sustentou que os alojamentos possuem ar-condicionado.

As condições materiais dos alojamentos, porém, são apenas parte da apuração. A PF também investiga aspectos como recrutamento informal de estrangeiros, ausência de registros trabalhistas, possível retenção de pagamentos e eventuais restrições à liberdade dos funcionários. 

Defesa nega vínculo de Bernardo com as 14 armas

Sobre o arsenal encontrado na propriedade, a defesa afirma categoricamente que as armas não pertencem e nunca pertenceram a Carlos Bernardo ou a integrantes de sua família.

A nota também sustenta que Bernardo não frequenta habitualmente a fazenda e não visita o imóvel há mais de seis meses. Caso algum material ilícito estivesse na propriedade, segundo a defesa, isso teria ocorrido sem autorização ou conhecimento do candidato.

O advogado argumenta ainda que a responsabilidade criminal é individual e que a propriedade do imóvel, isoladamente, não permite atribuir ao empresário responsabilidade pelo armamento encontrado.

A Polícia Federal ainda não divulgou oficialmente a quem pertencem as 14 armas. Também permanecem sem esclarecimento público os modelos e calibres de todo o arsenal, a quantidade de munições apreendidas e quem mantinha a guarda do material.

A origem das armas com numeração suprimida também deverá ser investigada. 

Defesa aponta falta de segurança na região de fronteira

Outra parte da nota concentra-se nas condições de segurança da região onde está localizada a propriedade.

Segundo a defesa, a fazenda fica em uma área isolada de fronteira entre os rios Apa e Paraguai, distante dezenas de quilômetros da área urbana.

O documento afirma que produtores e trabalhadores da região enfrentam ocorrências de invasões, furtos e abigeato, termo utilizado para o furto ou roubo de animais.

A defesa também sustenta que não existe presença permanente da Polícia Militar ou da Polícia Militar Ambiental naquela extensão territorial e argumenta que a ausência do poder público deixa produtores e moradores expostos à criminalidade.

O argumento já havia sido apresentado pelo próprio Bernardo na quinta-feira. Em entrevista ao Correio do Estado, ele afirmou que propriedades da região mantêm armas em razão da distância dos centros urbanos e de episódios de furto de gado.

A declaração, contudo, não esclarece a propriedade nem a situação legal específica das armas apreendidas na fazenda, pontos que continuam sob investigação.

Investigação continua

A operação ainda está em andamento e não há, até agora, conclusão pública sobre eventual responsabilidade de Carlos Bernardo pelos fatos investigados.

Entre as questões que permanecem pendentes estão quem administrava diretamente a propriedade, como os trabalhadores chegaram à fazenda, qual a nacionalidade deles, há quanto tempo estavam no local, se houve retenção de salários ou documentos, se existiam restrições à saída e a quem pertenciam as 14 armas apreendidas. 

A Polícia Federal informou que as investigações continuam para esclarecer as circunstâncias do caso e identificar eventuais responsáveis e outros envolvidos. 

Na nota divulgada nesta sexta-feira, a defesa afirma que Bernardo continuará colaborando com o esclarecimento dos fatos e que confia no trabalho da Justiça e das autoridades responsáveis pela investigação.

O que prevê a lei

Caso a investigação confirme a prática de trabalho em condição análoga à de escravo e haja condenação, os responsáveis podem responder pelo crime previsto no artigo 149 do Código Penal, cuja pena é de dois a oito anos de reclusão e multa, além da punição correspondente a eventual violência praticada.

Já o tráfico de pessoas para submissão a trabalho em condições análogas à escravidão, também investigado no caso, é previsto no artigo 149-A e tem pena de quatro a oito anos de reclusão e multa, com possibilidade de aumento em circunstâncias previstas em lei.

 

ibge

MS lidera ranking nacional de escolas com profissionais de apoio para alunos com deficiência

Estado também se destaca no avanço da acessibilidade das escolas das redes públicas e privadas

18/09/2026 16h00

MS se destaca em escolas com acessibilidade e profissionais de apoio a pessoas com deficiência

MS se destaca em escolas com acessibilidade e profissionais de apoio a pessoas com deficiência Foto: Divulgação

Continue Lendo...

Mato Grosso do Sul lidera o ranking de estados do Brasil com a maior proporção de escolas com profissionais de apoio para alunos com deficiência, com 51,4% das unidades escolares contando com esse suporte.

Dados fazem parte da publicação 'Pessoas com deficiência e as desigualdades sociais', divulgada nesta sexta-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que tem como fonte o Censo Escolar 2025.

Conforme a pesquisa, a maior presença dos profissionais de apoio está na rede pública, onde 68% das escolas têm profissionais de apoio destinados aos estudantes com deficiência. Já na rede privada, esse percentual foi
de 3,9%.

Em relação às salas de recursos para atendimento aos alunos com deficiência, Mato Grosso do Sul registrou 35,7% das escolas com esse espaço, sendo a presença mais elevada também observada na rede pública, com 42,8% das unidades, enquanto na rede privada o percentual foi de 15,1%.

Acessibilidade

Mato Grosso do Sul também se destaca no avanço da acessibilidade das escolas, com 93,9% das unidades escolares com pelo menos um recurso do tipo, ocupando a terceira posição no ranking nacional.

O estado ficou atrás apenas do Distrito Federal (97,6%) e de Santa Catarina (94,4%).

Neste quesito, a rede privada tem 99% escolas com pelo menos um recurso de acessibilidade, enquanto na rede pública dão 92,1%.

Com relação aos banheiros acessíveis à pessoas com deficiência, 85,7% das escolas sul-mato-grossenses têm, o local adaptado , colocando Mato Grosso do Sul na 2ª colocação nacional, atrás somente do Distrito Federal, que registrou 93,5%.

As escolas particulares também se destacam neste item, com 95,6% das unidades com banheiros acessíveis, contra 82,3% das escolas públicas.

Conforme o IBGE, a série histórica evidencia uma evolução contínua na estrutura de acessibilidade das escolas sul-mato-grossenses.

O percentual de unidades com pelo menos um recurso de acessibilidade passou de 74,1% em 2016 para 93,9% em 2025, enquanto a proporção de escolas com banheiro acessível aumentou de 77,0% em 2019 para 85,7% em 2025.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).