Cidades

Tragédia

Acidente mata mãe, filha e
ex-vereador em Rochedo

Acidente mata mãe, filha e
ex-vereador em Rochedo

VÂNYA SANTOS E VALDENIR REZENDE

27/05/2014 - 07h36
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Maria Aparecida de Figueiredo, 70 anos, sua filha Cicléia de Figueiredo Mariano, de 26, e o ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de Rochedo, Mauro Pereira de Moura, 62 anos, morreram num acidente de trânsito que aconteceu às 5h30min desta terça-feira (27), na MS-080, região da saída para Rochedo, a 50 quilômetros de Campo Grande.

O acidente envolveu uma van e uma caminhonete que transportavam pacientes que fariam hemodiálise em Campo Grande, além de uma carreta boiadeira conduzida por Paulo Ângelo, de 32 anos, que seguia da Capital para Rochedo.

Segundo Paulo Ângelo, ele transitava pela rodovia quando se deparou com a van estacionada na contramão, com a luz alta acionada. Assustado, o motorista manobrou para a direito, ocasião em que colidiu com a caminhonete, em seguida, com van, que transportava as vítimas.

Existe ainda a versão de que a van não estava parada na contramão. Desta forma, as causas do acidente serão apuradas pela Polícia Civil.

Equipes do Corpo de Bombeiros estiveram no local para retirar pessoas feridas que ficaram presas nas ferragens.

De acordo com o delegado de Rochedo, Messias Pires dos Santos Filho, o total de vítima, entre mortos e feridos, passam de 10.

Ainda de acordo com a polícia, mãe e filha moravam em uma aldeia e, na ocasião, desembarcaram da caminhonete e entraram na van para continuar a viagem até a Capital.

Matéria editada às 9h20min para acréscimo de informações.

Colaborou Daniella Arruda.

FISCALIZAÇÃO

MP cobra plano urgente contra incêndio em presídio de MS

Recomendação fixa prazos para Agepen e Agesul iniciarem obra e alerta para risco à população

28/04/2026 12h15

Unidade prisional de Amambai ainda não executou projeto de prevenção a incêndios aprovado pelos Bombeiros

Unidade prisional de Amambai ainda não executou projeto de prevenção a incêndios aprovado pelos Bombeiros Divulgação

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) recomendou que a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) e a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) adotem, com urgência, medidas para iniciar a execução do Projeto de Segurança Contra Incêndio e Pânico (PSCIP) no Estabelecimento Prisional de Amambai.

A recomendação foi expedida pela 1ª Promotoria de Justiça de Amambai, no âmbito de procedimento administrativo que acompanha as condições estruturais da unidade. O projeto de prevenção a incêndios já foi aprovado pelo Corpo de Bombeiros em 22 de dezembro de 2025, mas, segundo o MP, ainda não houve implementação prática das medidas.

No documento, o órgão aponta que a ausência de sistemas adequados de combate a incêndio representa risco direto à integridade física de detentos, servidores e visitantes. Além disso, destaca que o presídio está localizado na região central da cidade, próximo a prédios públicos, comércios e postos de combustíveis, o que amplia o potencial de danos em caso de sinistro.

O MP também ressalta que a legislação impõe ao Estado o dever de garantir condições seguras e dignas nas unidades prisionais, incluindo estrutura adequada para situações de emergência, como incêndios e evacuação.

Prazos e exigências

A recomendação estabelece que a Agepen tem prazo de 30 dias para deliberar sobre a contratação dos serviços necessários e indicar a fonte de recursos para execução do projeto. No mesmo período, a Agesul deverá adotar ou concluir as providências técnicas de engenharia indispensáveis para viabilizar a obra.

Os dois órgãos também deverão apresentar, dentro do mesmo prazo, um cronograma detalhado com todas as etapas da execução, incluindo prazos, responsáveis e previsão para início das intervenções.

Após essa fase, o Ministério Público cobra o início imediato da execução das medidas previstas no PSCIP, conforme aprovado pelo Corpo de Bombeiros.

O MP determinou ainda que Agepen e Agesul enviem relatórios mensais sobre o andamento das ações, com comprovação documental das etapas cumpridas, até a conclusão total do projeto.

Ao final, deverá ser realizada vistoria do Corpo de Bombeiros para atestar a regularização da unidade quanto às normas de segurança contra incêndio e pânico.

O órgão também deu prazo de 10 dias para que as instituições informem se irão acatar a recomendação. Caso não haja cumprimento, o Ministério Público poderá adotar medidas judiciais para corrigir a irregularidade e responsabilizar os gestores.

Segundo o MP, a demora na execução do projeto já vem sendo registrada desde 2024, sem solução efetiva até o momento.

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efetivos

Deputados aprovam criação de 150 novos cargos no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul

TJMS calcula que a criação dos novos cargos terá impacto financeiro de R$ 25,88 milhões

28/04/2026 11h30

Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul

Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul Foto: TJMS/ Divulgação

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Deputados estaduais da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) aprovaram, na sessão desta terça-feira (28), projeto de lei que prevê a criação de 150 novos cargos efetivos de analista judiciário no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS).

A proposta foi encaminhada à Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul pelo Tribunal de Justiça.

Segundo o Judiciário, o  objetivo é reforçar a estrutura de pessoal, diante do aumento da demanda processual nos últimos anos.

O TJMS calcula que a criação dos novos cargos terá impacto financeiro de R$ 25,88 milhões, com previsão de preenchimento gradual, conforme a disponibilidade orçamentária.

Ainda conforme dados apresentados pelo Tribunal de Justiça na justificativa do projeto, em 2024 foram registradas mais de 42 milhões de movimentações processuais e o ingresso de 403.326 novas ações no Judiciário estadual.

No mesmo período, foram julgados 469.870 processos no primeiro grau, onde 322.659 resultaram em sentenças na Justiça Comum e 147.211 nos Juizados Especiais.

A maior concentração de demandas está na comarca de Campo Grande, responsável por 42,3% dos novos processos no Estado, com 170.986 novos processos.

O Tribunal sustenta que a criação dos cargos é necessária para garantir maior eficiência na prestação jurisdicional e reduzir o tempo de tramitação dos processos, em alinhamento às diretrizes do Conselho Nacional de Justiça, que priorizam o fortalecimento da primeira instância.

A partir de  2025, o TJMS passou a contar com 773.033 processos em tramitação no 1º Grau, sendo 648.725 na Justiça Comum e 124.308 nos Juizados Especiais.

"Tal conjuntura evidencia a imprescindibilidade do reforço do quadro de pessoal, especialmente no apoio técnico e especializado à atividade judicante e administrativa, em consonância com a Política Nacional de Atenção Prioritária ao Primeiro Grau de Jurisdição, instituída pela Resolução n.º 194, de 26 de maio de 2014, do Conselho Nacional de Justiça, bem como para viabilizar a ampliação e o aprimoramento dos serviços judiciários, tanto no âmbito do contencioso quanto dos meios consensuais de solução de conflitos e das atividades administrativas de suporte", diz o TJ na justificativa.

A proposta foi aprovada em primeira discussão e segue para análise das comissões de mérito, para então voltar ao plenário para votação em segunda discussão, antes de ir à sanção.

Novos cargos comissionados

Além da proposta para criação de novos cargos efetivos, no dia 7 de abril, o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), sancionou lei que cria 302 novos cargos cargos comissionados no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul.

A lei foi aprovada na Assembleia Legislativa no dia 31 de março.

Conforme a lei, ficam criados os seguintes cargos para atender à estrutura de pessoal da Secretaria do
Tribunal de Justiça e das comarcas do Estado de Mato Grosso do Sul:

  • 50 cargos em comissão de Assessor de Desembargador, símbolo PJAS1;
  • 150 cargos em comissão de Assessor Jurídico de Juiz, símbolo PJAS-6;
  • 75 cargos em comissão de assessor jurídico de juiz de segunda entrância, símbolo PJAS-8;
  • 25 cargos em comissão de assessor jurídico de juiz de primeira entrância, PJAS-9;
  • 2 cargos em comissão de Assessor Jurídico-Administrativo, símbolo PJAS-1.

As despesas decorrentes da aplicação da lei correrão à conta de dotação orçamentária própria, suplementada, se necessário, observado o limite prudencial.

No projeto encaminhado pelo Judiciário à Assembleia Legislativa, o Tribunal de Justiça afirmou que a medida busca agilizar a tramitação de processos e prestações jurisdicionais. 

Na lei não constam salários para cada cargo e a remuneração varia conforme a função.

De acordo com o portal da transparência do TJMS, um assessor de desembargador pode receber R$ 34.265,37, enquanto o assessor jurídico-administrativo tem remuneração de R$ 28.591,50. Já o assessor jurídico de juiz recebe cerca de R$ 23.103,66 dependendo do tempo de serviço. 

As mais de 300 vagas devem ser preenchidas para atuar no suporte a aproximadamente 230 magistrados em atividade no Estado, auxiliando na elaboração de decisões, análise de processos e atividades administrativas.

Apesar da autorização para criação dos cargos, o provimento não deve ocorrer de forma imediata. O próprio projeto prevê que as nomeações sejam feitas gradualmente, conforme a disponibilidade orçamentária e a necessidade administrativa.

Por se tratarem de cargos comissionados, as nomeações são de livre escolha, sem a obrigatoriedade de concurso público

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