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A nova fase do cantor e compositor Luan Santana

A nova fase do cantor e compositor Luan Santana

OSCAR ROCHA

07/02/2012 - 00h01
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A reportagem do Correio do Estado encontrou com o cantor e compositor Luan Santana no lançamento de seu primeiro DVD, no Villa Country, em São Paulo, em 2009. Na época, ele ainda não era o astro que se tornaria tempos depois. Mesmo assim, nos bastidores do evento, contratantes, locutores, jornalistas, entre outros, já apostavam que o jovem artista em breve se tornaria o maior cachê da cena musical brasileira e alguém capaz de romper a barreira do sertanejo em locais que normalmente não davam espaço para o gênero, como Rio de Janeiro e alguns pontos do Nordeste.

Dois anos e meio depois, a previsão dos profissionais da área se concretizou. Luan se tornou o número um da música nacional. À época da primeira entrevista, ele dizia que estava preparado para o sucesso, mas sabia que ele poderia ser transitório. “Tenho os pés no chão, meus pais me deram base para isso. Sei que o sucesso pode ir da mesma forma que aparece”.

Na entrevista, o campo-grandense Luan Santana, que completará 21 anos em março, repassa momentos importantes da carreira e o que se pode esperar dele daqui para frente.   

Confira a entrevista no jornal Correio do Estado.

Investigação

Equipe do Cenipa chega a Campo Grande para investigar queda de avião

Equipe da Aeronáutica realiza perícia no local do acidente que matou o piloto e uma pesquisadora alemã; objetivo é identificar fatores que contribuíram para a tragédia

04/07/2026 11h17

Foto: Paulo Ribas / Correio do Estado

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Investigadores do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) chegaram a Campo Grande neste sábado (4) para dar início à investigação sobre a queda do avião de pequeno porte que matou duas pessoas na manhã de sexta-feira (3), na região da saída para Três Lagoas.

A equipe do órgão, ligado à Força Aérea Brasileira (FAB), iniciou a chamada Ação Inicial, fase da investigação destinada à coleta e preservação de evidências que possam auxiliar na identificação dos fatores que contribuíram para o acidente.

Os trabalhos incluem o levantamento fotográfico da área, análise dos destroços, verificação das condições da aeronave e a coleta de informações junto a testemunhas e órgãos envolvidos na ocorrência.

Conforme o Cenipa, a investigação tem caráter exclusivamente preventivo. O objetivo é compreender as circunstâncias do acidente e elaborar recomendações de segurança para evitar novas ocorrências semelhantes.

O relatório final não busca apontar culpados ou estabelecer responsabilidades civis e criminais.

Relembre o acidente

O avião, um Neiva EMB-810D Seneca, decolou do Aeroporto Santa Maria, em Campo Grande, na manhã de sexta-feira (3), com destino a Aquidauana, mas caiu poucos minutos após levantar voo, em uma área de mata nas proximidades do aeródromo.

As causas da queda ainda são desconhecidas e dependerão da conclusão da investigação técnica.

Morreram no acidente o piloto Henrique Martin de Carvalho e a pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff, de 45 anos. Ambos ficaram presos às ferragens e morreram ainda no local.

A aeronave pertencia à empresa Amapil Táxi Aéreo, que informou estar colaborando com as autoridades e prestando assistência às famílias das vítimas.

Na manhã do acidente, Campo Grande registrava forte neblina. Apesar disso, o Cenipa ressalta que ainda é cedo para apontar qualquer hipótese sobre a causa da queda, já que fatores como condições meteorológicas, aspectos operacionais, manutenção da aeronave e procedimentos de voo serão analisados durante a investigação.

Não há prazo definido para a conclusão do relatório final, já que o tempo de apuração varia conforme a complexidade de cada ocorrência.

Após a conclusão dos trabalhos, o documento será divulgado pelo Cenipa com as conclusões técnicas e eventuais recomendações voltadas à segurança da aviação brasileira.

Sepultamento 

O corpo do piloto Henrique Martin de Carvalho  foi sepultado na manhã deste sábado (4), no Cemitério Nacional Parque em Campo Grande, conforme informado pela família.

Já o corpo da pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff permanece no Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol), enquanto são realizados os procedimentos para o traslado internacional.

Segundo a Polícia Civil, as autoridades alemãs entraram em contato para confirmar oficialmente a morte da pesquisadora. A partir desse procedimento, a família, em conjunto com a Embaixada da Alemanha no Brasil, definirá os trâmites para a liberação e o traslado do corpo ao país de origem. 

 

Liberdade Provisória

Veterinária que ateou fogo no marido deixa a prisão em Campo Grande

Decisão impõe tornozeleira eletrônica e outras medidas cautelares; Ministério Público já denunciou a médica-veterinária por tentativa de homicídio qualificado

04/07/2026 10h57

Foto: Divulgação

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A Justiça de Mato Grosso do Sul concedeu liberdade provisória à médica-veterinária Lidiane Cecília Pereira, de 42 anos, presa desde o dia 22 de junho sob acusação de atear fogo no próprio marido durante uma discussão em Campo Grande.

O caso ganhou repercussão em todo o Estado após o servidor público federal Carlitos Fioravante Vieira de Oliveira, de 41 anos, sofrer queimaduras graves em cerca de 30% do corpo dentro da residência do casal, localizada no Bairro Vila Santa Luzia. A vítima permanece internada e segue sob acompanhamento médico.

A decisão foi proferida pela 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, que revogou a prisão preventiva da médica-veterinária e autorizou que ela responda ao processo em liberdade.

Entre as medidas cautelares impostas estão o uso de tornozeleira eletrônica pelo período inicial de 90 dias e o cumprimento de outras determinações judiciais.

A liberdade foi concedida pelo juiz Aluizio Pereira dos Santos. Além do uso da tornozeleira eletrônica, a investigada deverá cumprir restrições impostas pela Justiça durante a tramitação da ação penal.

A decisão ocorre poucos dias após o Ministério Público de Mato Grosso do Sul oferecer denúncia contra a veterinária por tentativa de homicídio qualificado por motivo torpe e pelo emprego de fogo.

Segundo as investigações, o crime ocorreu após uma discussão motivada por suspeitas de traição. Em depoimento à Polícia Civil, a veterinária admitiu ter jogado álcool sobre o marido e utilizado um isqueiro, mas afirmou que não tinha intenção de matá-lo.

Ela sustentou que pretendia apenas assustá-lo para que confessasse um suposto relacionamento extraconjugal.

Inicialmente, o inquérito policial havia apontado indícios do crime de tortura, sob o entendimento de que o fogo teria sido empregado para constranger a vítima a admitir uma suposta infidelidade.

O Ministério Público, entretanto, adotou interpretação diferente e concluiu que os elementos reunidos caracterizam tentativa de homicídio qualificado, considerando a utilização de fogo e a motivação do crime.

Com a denúncia apresentada, caberá agora ao Judiciário decidir pelo recebimento da acusação e pelo prosseguimento da ação penal.

Durante o interrogatório, Lidiane afirmou ainda que tentou apagar as chamas, sofreu queimaduras nas mãos e levou o marido ao hospital logo após o ocorrido.

A defesa também alegou que ela enfrenta problemas de saúde mental e estava sem utilizar medicamentos para depressão e transtorno de ansiedade havia alguns dias antes do episódio.

A decisão que substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares levou em consideração novos elementos apresentados à Justiça, entre eles um vídeo gravado pela própria vítima, conforme informado nos autos.

Apesar da concessão da liberdade provisória, o processo criminal segue em andamento e a investigada continuará respondendo à acusação perante a Justiça de Mato Grosso do Sul.

 

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