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A Banda Mais Bonita da Cidade já é sondada por gravadoras

A Banda Mais Bonita da Cidade já é sondada por gravadoras

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26/05/2011 - 23h00
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Os telefones celulares de Rodrigo Lemos, Luís Bourscheidt, Uyara Torrente, Vinicius Nisi e Diego Placa não param de tocar. Entrevistas, entrevistas, entrevistas.

A imprensa quer saber o que eles pensam, quem eles são, de onde saíram. Se existem mesmo. Fãs os reconhecem na rua, no aeroporto. Pedem autógrafos, tiram fotos.

Há cinco ou seis dias, não há mais espaço na agenda dos cinco integrantes da banda mais comentada do país atualmente. A banda mais famosa da semana. A Banda Mais Bonita da Cidade.

A banda o quê?

Tudo aconteceu em uma madrugada. Há sete dias.

Entre o final da noite de quarta e a manhã de quinta-feira passada, os cinco músicos de Curitiba dormiam enquanto um vídeo postado por eles no Youtube fazia o serviço: tornava-os o novo fenômeno musical da internet.

"Quinta de manhã, quando acordei, vi que a coisa tinha tomado vida sozinha", diz Bourscheidt, o baterista.

"A coisa" é o clipe da balada "Oração", filmado em plano-sequência de seis minutos em um casarão em Rio Negro, na divisa do Paraná com Santa Catarina. Em seis dias, teve mais de dois milhões de visualizações.

A produção envolveu cerca de 25 pessoas, incluindo câmeras, iluminadores e os muitos figurantes em cena.

"Aquilo foi uma coisa espontânea", diz Bourscheidt. "Reunimos os amigos na casa da avó de uma das pessoas que aparecem no vídeo. A ideia era registrar um final de semana e a gente nem estava chamando de videoclipe."

Na mesma velocidade desgovernada com que as imagens "paz e amor" de "Oração" conquistaram amores imediatos, trouxeram também ódios instantâneos.

"Quando alguém coloca uma coisa na internet, sabe que está exposto", diz Uyara, a vocalista. "Mas o problema, no nosso caso, é que as críticas não são à obra. São porque a gente é feliz. Entende?"

Bourscheidt afirma que ninguém estava atuando no vídeo e nem tinha intenção de parecer "fofinho".

"Estão criando estereótipos sobre a gente: a coisa do hippie e da festa", diz. "A banda tem uma proposta musical que engloba a coisa do bem, mas fala de outras questões da humanidade que não são só o amor."


Vida nova

A banda já existe há dois anos. Com idades que variam entre 24 e 28 anos, os músicos se conheceram na faculdade. Os meninos estudaram música ou produção musical na Universidade Federal do Paraná. A menina é atriz, formanda pela Faculdade de Artes do mesmo Estado.

"Quando a gente viu, todo mundo conhecia todo mundo e todo mundo amava todo mundo", diz Uyara. "No clipe, pudemos juntar a galera de artes cênicas e música."

A banda já foi procurada por algumas gravadoras.

A vocalista conta que ela e seus colegas tiveram que dar uma pequena pausa na rotina nos últimos dias para decidir se continuam ou não nos empregos "normais".

Agora, precisam se dedicar à agenda de shows (há um no Studio SP, em São Paulo, no dia 7 de junho) e fazer de A Banda Mais Bonita da Cidade algo além de um vídeo na internet. Têm muito trabalho pela frente.

Moda Correio B+

Coluna Entre Costuras e CuLtura: Quando o fitness vira clube e o bem-estar se torna comunidade

O que vemos não é só ativação de marca. É construção de comunidade.

22/03/2026 17h30

Coluna Entre Costuras e CuLtura: Quando o fitness vira clube e o bem-estar se torna comunidade

Coluna Entre Costuras e CuLtura: Quando o fitness vira clube e o bem-estar se torna comunidade Foto: Divulgação

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Não é mais apenas sobre treinar...

Nos últimos anos, marcas fitness deixaram de vender roupas para vender experiências. Quadras de tênis transformadas em clubes de verão, aulas que terminam em brunch coletivo, eventos que misturam esporte, música e networking. O movimento é claro: performance agora caminha ao lado de pertencimento.

O que vemos não é só ativação de marca, é construção de comunidade, do produto à experiência. Marcas como a Lululemon entenderam algo fundamental: o consumidor contemporâneo não quer apenas vestir um lifestyle quer vivê-lo.

Ao transformar espaços esportivos em clubes sociais temporários, essas empresas criam algo muito mais poderoso do que uma campanha publicitária. Criam memória afetiva. Criam conexão entre pessoas. Criam identidade coletiva. O exercício físico deixa de ser atividade individual e passa a ser evento social, e o novo luxo é pertencer

Existe uma mudança silenciosa acontecendo. Se antes o luxo era exclusividade material, hoje ele está cada vez mais associado à experiência compartilhada.

Participar de um treino especial, estar em um evento com curadoria estética, postar uma manhã de tênis ao lado de pessoas que compartilham os mesmos valores tudo isso constrói narrativa social, e pertencimento é um dos ativos emocionais mais valiosos da atualidade.

Sentir-se parte de um grupo que valoriza saúde, bem-estar e estilo de vida ativo reforça identidade, e identidade é capital simbólico, autocuidado como ato coletivo. Outro ponto interessante é como o autocuidado deixa de ser um gesto solitário e se transforma em prática coletiva.

Treinar em grupo, participar de encontros organizados por marcas, compartilhar rituais de bem-estar tudo isso fortalece disciplina e engajamento. Quando o cuidado é coletivo, ele se sustenta com mais facilidade.

Há também uma camada estratégica: comunidades engajadas são mais leais. Pessoas não abandonam apenas um produto abandonam um grupo, uma rotina, uma rede social, e isso é muito mais difícil. Fitness como extensão da marca pessoal.

Coluna Entre Costuras e CuLtura: Quando o fitness vira clube e o bem-estar se torna comunidadeColuna Entre Costuras e CuLtura: Quando o fitness vira clube e o bem-estar se torna comunidade - Divulgação

Vivemos em uma era em que saúde e disposição também comunicam posicionamento. Estar ativo, participar de eventos esportivos, integrar comunidades wellness reforça atributos como disciplina, energia e equilíbrio. A roupa esportiva deixa a academia e entra no cotidiano. O treino vira parte da identidade pública, não é apenas sobre performance física, é sobre narrativa pessoal.

Entre costuras e cultura, observo que moda, beleza e agora o fitness seguem o mesmo caminho: deixam de vender objeto e passam a vender pertencimento. O corpo ativo vira linguagem, a comunidade vira vitrine, o autocuidado vira experiência social.

Dicas: como participar dessa tendência com consciência

- Escolha comunidades alinhadas aos seus valores. Nem todo evento fitness é sobre saúde, alguns são apenas estética. Priorize espaços que promovam bem-estar genuíno.

- Use a experiência como conexão, não como competição. O foco deve ser energia compartilhada, não performance comparativa.

- Integre o social ao seu ritmo real. Participar de grupos pode fortalecer disciplina, mas não substitui escutar o próprio corpo.

- Construa sua marca pessoal com coerência. Se o lifestyle ativo faz sentido para você, incorpore-o de forma natural não apenas como tendência.

- Lembre-se: pertencimento não deve exigir performance constante. Comunidade saudável acolhe constância, não perfeição. No fim, talvez o verdadeiro movimento não esteja apenas na quadra.

Essa é na maneira como transformamos cuidado em cultura, e cultura em comunidade.

Coluna Entre Costuras e CuLtura: Quando o fitness vira clube e o bem-estar se torna comunidadeGabriela Rosa - Divulgação

 

Comportamento Correio B+

Coluna Desatando nós: O cansaço invisível das mulheres

"A carga mental é o trabalho invisível de pensar, lembrar, planejar e antecipar tudo o que mantém a vida familiar funcionando", explica a Dra. em psicologia Vanessa Abdo

22/03/2026 14h00

Coluna Desatando nós: O cansaço invisível das mulheres

Coluna Desatando nós: O cansaço invisível das mulheres Foto: Divulgação

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Muitas mulheres chegam ao consultório dizendo que estão cansadas. Não é apenas cansaço físico. É um esgotamento mais profundo, difícil de explicar. Quando começamos a conversar, aparece algo que tem nome, mas ainda é pouco reconhecido no cotidiano das famílias: a carga mental.

A carga mental é o trabalho invisível de pensar, lembrar, planejar e antecipar tudo o que mantém a vida familiar funcionando. Não se trata apenas de fazer tarefas. Trata-se de lembrar a consulta médica do filho, organizar a rotina da casa, pensar no material da escola, prever aniversários, resolver conflitos, administrar emoções e garantir que tudo aconteça.

Inclusive ter que pedir para o parceiro lavar louça (uma ação óbvia que precisa ser feita, é exaustiva!). Mas é só pedir! Eles dizem! 

E elas exaaaaustas!

Mesmo em famílias onde as tarefas são divididas, muitas mulheres continuam sendo as responsáveis por coordenar mentalmente a vida de todos. São elas que pensam no que precisa ser feito, delegam, lembram, acompanham e verificam se tudo foi realizado. Esse trabalho não aparece nas listas de tarefas, mas ocupa espaço constante na mente.

Com o tempo, essa sobrecarga produz irritação, sensação de injustiça e um cansaço difícil de explicar. Muitas mulheres passam a se sentir culpadas por estarem sempre exaustas, enquanto muitos homens acreditam que estão colaborando porque executam tarefas pontuais. O problema é que a gestão emocional e organizacional da família continua concentrada em uma pessoa.

Falar sobre carga mental não é transformar relações em disputa. É reconhecer um desequilíbrio que ainda existe em muitas famílias e que impacta diretamente a saúde mental das mulheres. Quando essa responsabilidade passa a ser realmente compartilhada, não apenas nas tarefas, mas também no planejamento e na responsabilidade emocional, as relações se tornam mais leves.

Dividir a vida não é apenas dividir o que se faz. É também dividir o que se pensa, o que se lembra e o que se sustenta emocionalmente dentro de uma família.

Vamos desatar esses nós?

Coluna Desatando nós: O cansaço invisível das mulheresVanessa Abdo - Dra. em psicologia - Divulgação

 

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