Segunda, 20 de Novembro de 2017

70% dos assentados do Itamarati produzem leite, além de outros produtos

22 FEV 2010Por 03h:31
Em entrevista ao Correio Rural, o presidente da Cooperativa dos Assentados do Itamarati (Cooperai), Cloves Tomacheski, entidade que congrega 212 associados, disse que 70% dos seus sócios produzem leite. “Mas o preço que recebemos é muito pequeno para cobrir todos os custos de produção. Defendo a implantação de um laticínio para atender os assentados da região. Dessa forma economizaríamos, especialmente porque não existiria transporte e frete”. Os pequenos produtores ligados a Cooperai entregam diariamente para os laticínios, todos distantes do local de produção, uma média de dois mil litros de leite. Tomacheski disse que os preços variam de R$ 0,36 a R$ 0,38. “Com esse valor que o produtor recebe fica muito difícil para cobrir os custos de produção. Hoje a compra de medicamentos para o gado representa uma despesa significativa”, afirma ele. Disse, também, que já está em estudo a implantação de um laticínio para pasteurizar o leite produzido nos lotes dos assentamentos rurais. “Temos recebido o apoio da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul através da professora Miriam Aveiro. No primeiro momento, o laticínio estaria preparado para receber e processar quatro mil litros/dia”, ressalta. Tomacheski diz que, se os assentados tiverem o laticínio própriom como já acontece em outras cidades, o produtor poderá ter um rendimento de até R$ 0,70 por litro, o que dobraria a renda. Ele fala que o objetivo das famílias é aumentar ainda mais a produção, principalmente com a liberação dos recursos do Pronaf para investimentos nessa área. Um dos pontos que fazem crescer o interesse dos assentados é a intenção já manifestada pela Prefeitura Municipal de Ponta Porã em adquirir 8 mil litros de leite por mês para abastecer as escolas e creches. “Com um laticínio próprio, também vamos negociar com as escolas estaduais, universidades e o comércio local. É claro que não temos condições para competir com as grandes indústrias, mas vamos fazer a nossa parte”. Outra liderança do Itamarati, Rony Lino Miranda, disse que o leite vem a cada ano se firmando como uma excelente fonte de renda para as famílias de pequenos proprietários rurais. “Nos assentamentos essa é uma renda importantíssima para todas as famílias, que no final do mês precisam pagar as contas de energia, do supermercado, a farmácia, entre outros gastos. Vamos lutar pela implantação do laticínio para que os produtores possam ter um ganho maior”.

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