Novo medicamento para o câncer de próstata pode ser usado a cada 6 meses

NOTICIASBR11 de Setembro de 2012 | 02h00

Uma nova droga deve ser utilizada no tratamento de câncer de próstata no país. A injeção subcutânea chega ao Brasil em março de 2013 e atua no tratamento avançado da doença, quando até mesmo a cirurgia é descartada. O paciente deve receber a medicação a cada seis meses.

De acordo com urologistas, a ingestão do medicamento de forma periódica ajuda na adesão do tratamento, além de proporcionar mais conforto ao paciente. Se aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a droga deve ser usada em homens que possuam a doença em estágio avançado. A discussão sobre o novo medicamento aconteceu no 12º Congresso Paulista de Urologia.

Composto de acetato de leuprorrelina, o medicamento tem o nome comercial de Eligard. Ele integra o grupo de remédios usados na hormonioterapia. Sistema utilizado em pacientes que tem diagnóstico de estágio avançado do câncer, com metástase. Trata-se de uma terapia onde o hormônio masculino é a primeira alternativa terapêutica. Caso, esse método falhe, o tratamento é modificado e recorre-se a quimioterapia, considerada segunda linha do tratamento. Em câncer de próstata, a cirurgia só é indicada em casos que têm diagnóstico precoce.

O americano, David Crawford, especialista americano que participou do congresso, alega que o desenvolvimento dessa linha de tratamento, a partir de hormônios, vai levar o câncer de próstata a ser tratado como doença crônica no futuro. Ele salienta que os especialistas têm esperança em tornar esse tipo de câncer, mesmo em estágio avançado, em uma doença controlável, da mesma forma que se trata o diabetes e a pressão arterial.

O urologista, que é chefe da seção de Uro-Oncologia da Universidade do Colorado disse que aplicação da nova droga de maneira periódica é eficaz. Ele revela que possui experiência com pacientes que fizeram uso dessa estratégia nos EUA e os resultados são satisfatórios. Conforme Crawford não se trata apenas de tomar a medicação a cada seis meses e sim, ter um acompanhamento médico.
A nova droga ainda passa por processo de aprovação da Anvisa. Por enquanto, estão disponíveis no Brasil, doses mensais e trimestrais. O valor de cada dose semestral deve girar em torno de R$3 mil.

Prevenção

Conforme dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), somente neste ano, mais 60.180 novos casos de câncer de próstata devem ser registrados. Os números mostram que a taxa de incidência é alta, 62,5 casos para cada 10 mil homens. Segundo especialistas, falta aos homens uma educação de prevenção contra o câncer de próstata. Os homens ainda precisam entender a importância de consultar periodicamente um urologista. Mesma cultura já condicionada às mulheres quanto às consultas ao ginecologista.

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