'Maníaco da Cruz', prestes a ganhar a liberdade, teme ser morto

VÂNYA SANTOS27 de Setembro de 2011 | 00h02
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Autor de três bárbaros assassinatos em Rio Brilhante que lhe valeram o título de Maníaco da Cruz, o jovem teme pela sua vida dentro da própria Unidade Educacional de Internação (Unei) Mitaí, em Ponta Porã, onde se encontra internado, bem como vingança, depois que for colocado em liberdade, por volta do dia 8 de outubro próximo.

No dia 18 deste mês, por exemplo, momentos antes de fugirem da Unei, seis adolescentes infratores tentaram matar o maníaco. Uma testemunha que pediu para não ser identificada revelou que os menores do bloco em que está o jovem só não o mataram porque não conseguiram arrombar a porta do alojamento onde ele vive isolado há três anos. Ainda segundo a testemunha, o maníaco estaria jurado de morte na unidade e os infratores disputam para ser o assassino dele. Com a morte, o autor se tornaria um "herói".

O diretor da Unei, Paulo César Vilaverde Torraca, não confirma a informação e garante que o jovem nunca causou problemas na unidade. O local foi inaugurado em 15 de agosto de 2008 e o maníaco foi um dos primeiros a ocupar o espaço de internação, considerado modelo em Mato Grosso do Sul. O assassino chegou a ficar alguns dias na Unei de Dourados, mas logo foi transferido para Ponta Porã, onde ficaria apenas seis meses, mas acabou permanecendo durante três anos.

"Ele não me dá problema. Tirando o que cometeu, aqui é disciplinado", frisou o diretor. De acordo com Paulo César, na Unei os menores almoçam na mesa, recebem atendimento psicossocial e não precisam andar com mãos para trás e cabeça baixa. Assim como os outros 35 adolescentes internados, o maníaco estuda, participa de apresentações culturais de encerramento de bimestre letivo, confecciona lembranças artesanais para o Dia das Mães, Dia dos Pais e Natal.

Paulo César conta que evita manter os garotos trancados e procura ter contato com todos. "Conheço cada um deles", garantiu, contando que os menores costumam fazer rodas de conversa, jogam futebol e tomam tereré. Ainda conforme o diretor, o maníaco gosta de ficar na unidade e tanto ele quanto sua mãe pedem para que não seja transferido para outro local. Mesm assim, o dia de visita dele é separado dos demais.

Leia mais no jornal Correio do Estado:

* Pelos crimes apenas três anos de internação

* Diretor diz que o isolamento é precaução

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